sexta-feira, 28 de março de 2025

A Europa promoveu e financiou o maior estupro do mundo: o tráfico de africanos no Atlântico

Nos navios, as escravas eram estupradas a viagem toda

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 28 DE MARÇO DE 2025 Escravidão (Editora Globo, Rio de Janeiro), trilogia de Laurentino Gomes, é composta dos seguintes títulos: Volume I – Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares (2019, 479 páginas), Volume II – Da corrida do outo em Minas Gerais até a chegada da corte de dom João ao Brasil (2021, 511 páginas) e Volume III, Da Independência do Brasil à Lei Áurea (2022, 591 páginas). Trata-se da mais abrangente pesquisa do tráfico de escravos africanos no Atlântico. Assim, lança luzes sobre a construção do Brasil, a queda do Império e a Proclamação da República. 

O autor, Laurentino Gomes, é um dos mais respeitados jornalistas e ensaístas brasileiros. Paranaense de Maringá, seis vezes ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação pela Universidade de São Paulo, e membro da Academia Paranaense de Letras. É um dos ensaístas brasileiros mais traduzidos e vendidos. Laurentino tem o texto tão bom, contextualiza tão bem e é tão culto que as 1.581 páginas da trilogia são paradoxalmente uma delícia, apesar do tema infernal. 

Escravidão é fruto de seis anos de pesquisa em doze países de três continentes, abarcando o período de 8 de agosto de 1444, registro do primeiro leilão de cativos africanos em Portugal, até a promulgação da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, no Brasil, 444 anos de tráfico e escravidão no Atlântico, da África para a América, em um total de 12,5 milhões de escravos, 40 por cento, ou 5 milhões dos quais, para o Brasil, o último a libertar seus cativos. 

Todo mundo tinha escravos, do Papa a cativos alforriados. A princípio, eram prisioneiros de guerra entre tribos africanas e depois começaram também a ser capturados pelos europeus. Eram usados como animais de carga. As mulheres, especialmente as mais bonitas, eram estupradas diuturnamente, a começar do embarque na África. Recém-nascidos eram jogados ao mar ou no mato. No Brasil, em algumas fazendas, havia um curral para reprodução de escravos. 

Toda a Europa se envolveu no tráfico, principalmente bancando. Os escravos enriqueceram os países europeus e americanos. No Brasil, construíram o país, foram o motor da produção agrícola e depois de ouro, e foram enviados como bucha de canhão para a Guerra do Paraguai. 

Português não trabalhava no Brasil. Os escravos faziam tudo. E mesmo sem motivo eram torturados. Apanhavam, às vezes, até morrer. 

O império brasileiro era escravocrata. O imperador Pedro II era escravocrata. Ele não tinha saída, pois quem mandava, de fato, eram os latifundiários, e eles não queriam nem ouvir falar em fim da escravidão, mas na véspera da Lei Áurea, a pressão da Inglaterra e dos abolicionistas era tão grande que a herdeira do trono, a princesa Isabel, então regente, não teve escolha. 

Libertados, os escravos continuaram escravos. Os que não se sujeitaram ao que seus antigos donos lhes ofereciam, quase nada, morriam de fome. Assim, cerca de 700 mil escravos se viram livres, mas sem ter como se sustentar.

No ano seguinte, em 15 de novembro de 1889, o Exército derrubou o Império e fundou a República. Dom Pedro II estava doente, a herdeira do trono era mulher, infantilizada e fiel ao Papa, e não havia mais a escravidão para sustentar os brancos. Em 1891, Rui Barbosa foi ministro da Fazenda e da Justiça do Brasil. Para limpar o Brasil dos crimes contra os africanos e branquear o país, mandou queimar quantos arquivos da escravidão fosse possível. Mas sobrou muito coisa. O bastante. Porque a nódoa da escravidão é irremovível; não é negra, mas cor de sangue coagulado, e antiga. 

Prólogo do meu romance O OLHO DO TOURO: “A evocação de sofrimento a transportava para outros tempos, como sequências de um pesadelo, cinzento, empoeirado, teias de aranha na senzala, mas vivo como gritos lancinantes. O som do mar lhe trazia tudo isso. O preto pegajoso das noites sem estrelas. Era o que sentia diante de Navio Negreiro. O horror! O horror! O tríptico de Di Cavalcanti, de 4 metros por 6 metros, pintado a óleo, em 1961, retrata o transporte de escravos africanos para o Brasil, o Novo Mundo, o país das araras, das cores e luz tropicais. O painel esteve durante 26 anos, de 1993 a 2019, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, emprestado em comodato pelo banco norte-americano J. P. Morgan, que, no Brasil, tem sede em São Paulo/SP, para onde Navio Negreiro retornou.

“O local onde estava o tríptico, na Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea do Museu Nacional, foi ocupado por Primeira Missa no Brasil, de Candido Portinari. O painel, de 5,01 metros por 2,71 metros, pintado em 1948, em Montevidéu, Uruguai, foi encomendado a Portinari pelo português Thomaz Oscar Pinto da Cunha Saavedra, quinto barão de Saavedra, para decorar a sobreloja da sede do Banco Boavista, no Rio de Janeiro. Em 2012, foi adquirido pelo Instituto Brasileiro de Museus, por 5 milhões de reais, e transferido para o acervo do Museu Nacional. 

“De 25 de fevereiro a 30 de junho de 2022, Navio Negreiro integrou a exposição Esse Extraordinário Mário de Andrade, no Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, em comemoração ao Centenário da Semana de Arte Moderna, que aconteceu de 13 a 17 de fevereiro de 1922, em São Paulo/SP. 

“De 13 a 17 de fevereiro de 2023, o Museu Nacional conseguiu que o J. P. Morgan emprestasse novamente Navio Negreiro e o instalou no mesmo espaço que ocupara durante 26 anos. Alessandra Romanov Souza, Alesão para os íntimos, foi no primeiro dia da exibição de Navio Negreiro, uma segunda-feira, no meio da tarde. Além dela, não havia nenhum visitante na galeria. Sentou-se no banco defronte ao painel e pôs-se a admirá-lo. Anos atrás, estivera ali, várias vezes, naquele mesmo banco. Di Cavalcanti era seu pintor favorito, além de Pablo Picasso. A tela lhe transmitia as mesmas emoções que O Navio Negreiro, de Castro Alves: falta de ar, ausência da sensação de liberdade, de sonhar, de agora, de eternidade, a ponto de sentir vontade de chorar, tomada pela magia das grandes obras de arte, que têm vida própria, um mundo próprio, com seus próprios cheiros. Mas, no fim das contas, Navio Negreiro fazia-a sentir a presença do mar dentro da noite e, depois, o sol. O trópico. 

“A liberdade é uma emoção. Mesmo acorrentado e na escuridão um escravo pode ser livre, pode pensar livremente, pode se sentir eterno, sentir a sensação de escalar o Pico da Neblina e saltar, lá de cima, de asa delta, sobre Copacabana, mergulhar, montado na luz, no azul, cair em um abismo para cima, ouvir Mozart, o silêncio da madrugada, viajar em velocidade quântica à Andrômeda. Essa liberdade se passa no coração, onde só há um tempo, aqui e agora. O tempo não existe, pois sem matéria não há tempo, e a matéria é também uma ilusão, sonho dos espíritos. Sonhamos com primaveras, com pessoas queridas, com a permanente festa da vida, lembranças como o cataclismo do primeiro beijo, o perfume dos jasmineiros, um farol em meio à tempestade” – pensou, aquele tipo de pensamento que é mais um silêncio absoluto, despido de raciocínio, apenas um fluxo. 

“Ao apreciar Navio Negreiro podia sentir os escravos tentando respirar, sem liberdade, sem futuro, pois o que é o futuro senão a liberdade de sonhar? Os que sobrevivessem teriam apenas o passado para se agarrar nele, como náufragos do presente. 

“A trágica mancha da escravidão, o horror!, o horror!, estava ali, viva, como as cores do Trópico. Nos navios negreiros, as negras viajavam separadas dos negros; as mais bonitas eram forçadas a se tornarem amantes dos comandantes e eles as trocavam entre si para experimentarem as que serviam a seus colegas quando se encontravam nos portos, e as demais eram estupradas pela tripulação durante toda a viagem. Os negros tinham que conviver com suas próprias fezes e vômito, até que o porão onde eram transportados se transformava no próprio inferno. 

“Os europeus, em geral, e os ibéricos, em particular, os norte-americanos e os brasileiros, saquearam e estupraram um continente: a África. Já havia escravidão na África antes dos europeus, mas era entre eles mesmos. Aliás, escravidão sempre houve, inclusive de brancos, e aumenta cada vez mais, especialmente de mulheres louras, de olhos azuis e verdes, do leste europeu. Os portugueses se especializaram na indústria escravagista. Justificavam-na com a ladainha de que os negros não tinham alma, eram animais irracionais. De 1500 a 1900, a escravidão foi a maior indústria europeia no Atlântico. Enriqueceu reis e países”. 

Alguns escravos eram príncipes; outros, tinham instrução; e, alguns, liderança. Quando havia oportunidade, empregavam a lei do olho por olho, dente por dente, estupravam, torturavam e matavam seus donos e famílias. Na Revolta dos Escravos no Haiti, ou Revolução Haitiana, de 1791 a 1804, não escapou praticamente nenhuma família francesa do banho de sangue que os escravos promoveram, resultando na independência do Haiti e na abolição da escravidão no país. 

A escravidão continua. Segue trecho do meu romance O CLUBE DOS ONIPOTENTES: “No Ocidente, desde os anos 1960, as mulheres vêm adquirindo autonomia e novo status, ombreando-se com os homens, e, em alguns casos, ultrapassando-os em renda, quociente intelectual e força física. Mas esse é ainda um pequeno passo ante a escravidão em que vivem desde os primórdios da Humanidade. Se elas progrediram no Ocidente, europeus, americanos e ibero-americanos engendraram meios mais sofisticados de usá-las, capturando-as em armadilhas, de modo que quando elas percebem que foram capturadas e que se tornarão, doravante, escravas, principalmente para orgias sexuais, está tudo preparado para que elas se tornem mortas-vivas, zumbis, exploradas até a última gota de sangue. 

“Assim, todos os anos, milhões de mulheres são enredadas numa diabólica teia, onde fenecem aos pouquinhos, como se fossem degustadas por vampiros. Segundo a fundação francesa Scelles, havia, no mundo, no ano da graça de 2010, cerca de 42 milhões de pessoas atiradas à prostituição, 98% mulheres – 75% mulheres entre 13 e 25 anos. O Instituto Europeu para o Controle e Prevenção do Crime estima em cerca de 500 mil pessoas por ano traficadas de países pobres só para a Europa. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a cada ano, cerca de 2,5 milhões de pessoas são vendidas no mundo, 80% das quais são mulheres destinadas à escravidão sexual. 

“Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) dá conta de que as pessoas prostituídas geralmente apresentam baixa escolaridade, moravam nos subúrbios das grandes cidades e são pobres, beirando, às vezes, a miséria. São de países politicamente instáveis, onde a corrupção é sistêmica, a economia é fraca, há pouca oportunidade de trabalho, enfrentam conflitos armados e, nos lares, há violência doméstica. Essas pessoas são escravizadas por escravocratas ricos e sanguinários, que exploram o próximo para extrair dele trabalho gratuito e incansável, até o esgotamento, além de prazer sexual e órgãos. O resto das carcaças é incinerado, ou jogado no lixo. 

“A prostituição é organizada de modo que apresenta baixíssimos riscos de prisão e altíssimos lucros. Legalmente, essas mulheres são turistas, modelos, babás, garçonetes, dançarinas. Trabalham em torno de 12 horas diárias e não podem recusar nenhum cliente, por mais asqueroso que seja, de modo que costumam se drogar para aguentar o tranco, e acabam aceitando sobreviver nesse inferno como se fosse a única realidade. 

“Assim, se deparam com doenças sexualmente transmissíveis, são espancadas por clientes e violentadas pelos aliciadores e mafiosos, e revendidas, para a mais abjeta exploração, até seus corpos não suportarem mais. Do dinheiro que recebem só ficam com uma parte para se alimentarem e pagarem aluguel, quando não vivem em cárcere privado. A OIT estima que o tráfico humano movimente cerca de 32 bilhões de dólares por ano, o que equivale ao rendimento líquido da JBS, de Goiás, sétima maior empresa do Brasil e maior frigorífico do mundo. 

“Segundo o Departamento de Estado americano há 20 países com alta incidência de tráfico, sem que os governos nada façam para conter esse crime hediondo. A maioria é de países pobres da África e da Ásia, mas há gigantes no negócio diabólico, como China e Rússia. Nesse contexto, o tráfico de crianças é o mais trágico. Em 2010, uma de cada quatro pessoas traficadas no mundo era criança. Em algumas regiões, porém, o número de crianças supera o de adultos; por exemplo, em países da África, dos Andes, dos Bálcãs e do Sudeste Asiático. 

“As crianças são usadas como escravas sexuais, para transportar drogas, para extração de órgãos, para trabalho estafante e até como soldados. Segundo a ONU, entre janeiro de 2012 e agosto de 2013, na República Democrática do Congo, África, foram registrados cerca de mil casos de crianças recrutadas por grupos armados congoleses. Relatório do Departamento de Estado americano dá conta de que na Papua Nova Guiné, Ásia, crianças com até cinco anos são entregues à exploração sexual ou trabalho forçado por seus próprios parentes, e líderes tribais chegam a trocar crianças e mulheres por vantagens políticas e armas. 

“Na China, a política de filho único levou ao infanticídio de meninas e à consequente falta de noivas. Aí, o tráfico de meninas foi intensificado no vizinho Mianmar rumo à China. Segundo relatório da ONU, somente em 2010 foram registrados 122 desses casos. No Laos e Camboja, Ásia, escravos são levados para alto-mar, onde trabalham até 20 horas por dia, sete dias por semana. Os doentes ou muito fracos são mortos e atirados no mar. 

“Durante a pesquisa, Alex encontrou um material inacreditável. Onde? Na Alemanha! A Alemanha é mesmo surpreendente. O site Conexão Política publicou matéria de Thaís Garcia sobre uma história inacreditável, revelada por um estudo da Universidade de Hildesheim. Em Berlim, por quase três décadas, projeto aprovado pelo Senado alemão entregou crianças sem teto a pedófilos. O projeto foi concebido pelo psicólogo, sexólogo e escritor alemão Helmut Kentler, em 1969. 

“Para Kentler, que gozava de prestígio, os pedófilos são “pais muito, muito amorosos”. E pais amorosos foram presenteados com crianças de rua em Berlim Ocidental. “Nossas vidas foram destruídas” – disse Marco, um dos órfãos, que, aos nove anos de idade, recebeu abrigo de Fritz H., um criminoso perturbador. Marco foi estuprado por Fritz anos a fio. Na época, Kentler tinha um cargo de alto nível no Centro de Educação de Berlim. Acreditava que “o sexo entre adultos e crianças é inofensivo” porque “as crianças também são seres sexuais que têm o direito de experimentar sua sexualidade”. 

“Com essa conversa, Kentler conseguiu convencer vários políticos a aprovarem seu projeto nefando, com o argumento central de “ganho mútuo”, com as crianças descobrindo sua sexualidade e os pais adotivos desenvolvendo o amor pelas crianças. De 1969 quase até a virada do século foi uma bacanal de estupros. Só Fritz H conseguiu pegar 10 meninos de rua. As autoridades de Berlim, quando souberam dos abusos contra as crianças, não intervieram. Por que? Porque havia uma rede de pedofilia que incluía autoridades e profissionais da educação. 

“Havia, entre os pais adotivos das crianças de rua muitos homens solteiros e com altos cargos em universidades. Foi a política Sandra Scheeres, da Câmara Municipal de Berlim, quem coordenou a apuração do projeto Kentler. Ela qualificou essa história inimaginável de “inimaginável” mesmo. Carrascos como Helmut Kentler e Fritz H já morreram, e as bestas que ainda estão vivas ficaram livres de processo, pois o caso prescreveu. 

“Alex descobriu pela mesma jornalista, correspondente internacional do site Conexão Política, que também na Alemanha os comunistas alemães defendiam como normal o sexo com crianças. Jan Fleischhauer, do Spiegel, escreveu um artigo sobre isso. O negócio começou com estudantes do Instituto de Psicologia da Universidade Livre de Berlim, que criaram o que eles chamavam de pós-escola, para crianças de 8 a 14 anos, em Keuzberg. 

“O nome da escola era Rote Freiheit, Liberdade Vermelha, porque o objetivo era moldar uma personalidade socialista nos alunos. Segundo Thaís Garcia, em 1970, Úrsula Besser, do Parlamento do Estado em Berlim, pelo partido conservador União Democrata-Cristã (CDU), pelo qual foi nomeada para o comitê de educação, encontrou uma pasta à porta da sua residência contendo relatórios diários datilografados sobre o trabalho educacional realizado na Liberdade Vermelha. 

“O primeiro relatório data de 13 de agosto de 1969, e, o último, de 14 de janeiro de 1970. De acordo com os relatórios, quase que diariamente os alunos liam revistas pornográficas coletivamente e participavam de mímicas de relações sexuais, todos nus.

“Úrsula visitou então o Instituto de Psicologia em Berlim. No porão, encontrou dois quartos separados por um grande espelho unidirecional; em um deles havia um colchão. Um funcionário explicou que o porão era usado como “estação de observação” para estudar o comportamento sexual das crianças. Depois dessa visita, ela repassou os relatórios a um editor do jornal, Der Abend, de Berlim Ocidental, que publicou trechos do documento. Mas essa história de terror não ficou somente nisso. 

“O Manual de Doutrinação Infantil Positiva, comunista, publicado em 1971, diz o seguinte: “As crianças podem aprender a apreciar o erotismo e as relações sexuais muito antes de capaz de compreender como uma criança é concebida. É valioso que as crianças abracem os adultos e que a relação sexual ocorra durante o aconchego”. Em 1980, o grupo pedófilo Comuna Indiana, de Nuremberg, compareceu à primeira convenção do Partido Verde, na cidade de Karlsruhe, no sudoeste da Alemanha, reivindicando “sexo livre para crianças e adultos”. 

“Em 1985, durante convenção do Partido Verde, em Lüdenscheid, eles reivindicaram o seguinte: “As relações sexuais consensuais entre adultos e crianças devem ser descriminalizadas”. Atualmente, segundo Thaís Garcia, a Alemanha está investigando uma rede cibernética de cerca de 30 mil suspeitos de pedofilia só em Bergisch Gladbach, cidade na região administrativa de Colônia, estado de Renânia do Norte-Vestfália. 

“O tráfico apontava, agora, para a Rússia, país com 17.075.400 quilômetros quadrados, parte disso gelo, mas o maior país em área territorial do planeta, mais de um nono da superfície da Terra, fazendo fronteira seca com a Europa e pelo oceano Pacífico com os Estados Unidos, pelo Estreito de Bering, e com o Japão pelo Mar de Okhotsk. De 1721 a 1917, tornou-se império. De 1922 a 1991, foi a sede da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). 

“A partir da queda do Muro de Berlim, em 1991, a corrupção atingiu níveis estratosféricos e o crime organizado quase tomou conta do país, até 31 de dezembro de 1999, quando o presidente Boris Iéltsin renunciou, passando o posto para Vladimir Putin, nomeado primeiro-ministro e depois presidente. Com mão de ferro, Putin retomou a ordem à Rússia, que herdou da URSS o maior arsenal de armas nucleares do mundo, constituindo-se no maior exportador mundial de armas convencionais. 

“Ex-chefe dos serviços secretos soviético e russo KGB e FSB, respectivamente, Putin entende os russos como ninguém. A máfia russa constituía-se em um poder paralelo na Rússia, até a chegada de Putin ao poder. Para governar, Putin sabia que teria que eliminar os chefões, e foi o que fez, o que não quer dizer, de forma alguma, que tenha pulverizado a máfia. Não, a máfia russa está mais viva do que nunca, agindo inclusive nos Estados Unidos. 

“No Brasil, durante a era do Partido dos Trabalhadores, o PT, de 2003 a 2016, os petistas tentaram descriminalizar a pedofilia através do Ministério da Educação (MEC). Segundo Thaís Garcia: “O objetivo da esquerda sempre foi a destruição da família. Através de investidas de uma mídia corrompida, da pedofilia disfarçada de arte e da doutrinação nas escolas, as crianças passariam a absorver gradativamente ideias contrárias aos seus valores tradicionais e seriam transformadas em um instrumento nas mãos do socialismo. 

“Uma vez erotizadas, as crianças se tornam adultos não comprometidos em formarem família, prejudicando as suas percepções e seus convívios sociais. Em contrapartida, eleitores conservadores se uniram e conseguiram eleger um novo governo, também conservador e defensor da criança, livrando assim o Brasil da tentativa da esquerda em cometer um absurdo muito parecido com o ocorrido na Alemanha. E, dessa forma, a autoridade dos pais sobre a educação sexual dos filhos está, momentaneamente, segura. 

“Os pais brasileiros precisam continuar alertas, a luta é constante e é preciso garantir à criança o direito de ser protegida, de brincar, estudar e ter a tranquilidade de um lar bem estruturado. Não é por acaso que o ensino no Brasil está repleto de teoria marxista. Uma vez que a teoria marxista é disseminada por professores e se espalhe entre milhões de estudantes, transforma-se, progressivamente, em realidade, e é assimilada pela sociedade. A técnica da Janela de Overton está sendo aplicada e invertendo os valores da nossa sociedade. Não perder a capacidade de discernir o bem e o mal é a única forma de sobrevivermos às investidas marxistas”. 

“A Associação para a Prevenção e Reinserção da Mulher Prostituída (Apramp) dá conta de que o Brasil apresenta o maior número de mulheres traficadas para fins sexuais da América do Sul. Segundo a Pesquisa Nacional sobre o Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes (Pestraf), há 110 rotas nacionais e 131 rotas internacionais de mulheres para escravidão sexual no Brasil, 32 das quais levam à Espanha. 

“A professora Telma Durães, da Universidade Federal de Goiás (UFG), durante pesquisa intitulada Tráfico Internacional de Mulheres: Goiás – Pensando a Prevenção, realizada ao longo de 2012 e 2013, identificou que Anápolis é a cidade goiana mais citada como origem das mulheres traficadas para Portugal e Espanha. Mas a prostituição corre solta em todo o Brasil, principalmente nas cidades costeiras e especialmente no Nordeste, onde, nas grandes cidades, é comum se ver enxames de turistas de olho nas crianças que andam ali pela praia, prostituindo-se por um prato de comida ou por cinco ou dois reais. 

“A ilha de Marajó é maior do que a Jamaica, Porto Rico ou Trinidad e Tobago, no Caribe, ou do que a Córsega, na França mediterrânea, ou a ilha de Creta, no mesmo mar europeu-africano, e o arquipélago é rico: suas praias atlânticas são deslumbrantes; seus açaizais, imensos; seu rebanho bubalino é o maior do Brasil; sua cerâmica é exportada para o mundo inteiro, via Icoaraci, ou Vila Sorriso, bairro de Belém; e sua produção de pescados contribui para que o Pará seja um grande produtor de peixes, mas neste arquipélago ratos d’água atacam casas de ribeirinhos, roubam e estupram as mulheres; curumins morrem devorados por verme, ameba, giárdia, malária, ou são estuprados dentro de carros enquanto balsas cruzam os rios e no interior de embarcações, silenciadas no seu sofrimento por comida; nas balsas que cruzam os rios do arquipélago crianças são empurradas aos mais torpes atos, às vezes a troco de querosene, para acender lamparinas. 

“Quando as embarcações se aproximam, meninas partem em grupo em canoas e remam em direção a balsas, barcos e navios. É lançada uma corda para ajudar as “balseiras”, como são chamadas, a subir às embarcações, onde tentam vender produtos agrícolas. Mas os homens geralmente estão interessados em outra coisa, e as estupram a troco de pacotes de biscoito, leite em pó ou condensado, ou óleo diesel. Em declaração ao jornal Beira Rio, da Universidade Federal do Pará (UFPA), a pesquisadora Monique Loma explicou que as famílias não veem isso como exploração sexual, mas como “uma oportunidade para eles; além de gerar renda, os pais olham para a prática como uma chance de as meninas se casarem com algum marinheiro e terem uma chance melhor na cidade”. 

“E revela: “Quando contamos à família o que está acontecendo, o que essa atitude gera, percebemos que eles não tinham noção sobre a legislação ou sobre os Direitos da Criança e do Adolescente. Jamais poderiam fazer uma ocorrência, pelo simples fato de aquilo ser o cotidiano deles, não um crime”. E o choque: “Foi uma surpresa ver que, para elas, aquilo era brincadeira. Algumas afirmaram estar procurando o príncipe encantado. A naturalidade com que elas falavam de tudo foi um choque. Como eu poderia falar de violência sexual, de exploração, se elas nunca tinham ouvido esses termos?” 

“Segundo estudo produzido em 2018 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 50,9% dos casos registrados de estupro em 2016 foram cometidos contra menores de 13 anos de idade. Nesse contexto, há um florescente comércio de vídeos de menores sendo estuprados. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2011 e 2017, foram registrados 184.524 casos de violência sexual no país, 58 mil dos quais, ou 31,5%, contra crianças, inclusive bebês, e 83 mil, 45%, contra adolescentes; 70% dos casos aconteceram no lar das vítimas. 

“Conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública oito pessoas desaparecem, por hora, 192 por dia, no Brasil; só de crianças e adolescentes são 40 mil desaparecidos por ano. Causas: fuga de casa devido a conflitos familiares, transtornos mentais, alcoolismo, tráfico para venda de órgãos, trabalho escravo, prostituição e adoção ilegal”. 

Para piorar, o PT e seu comandante, Lula da Silva, voltaram, agora com proteção do Supremo Tribunal Federal (STF). Em alguns bairros das cidades grandes a polícia não entra e as meninas têm que se submeter a tudo. Nas escolas, as crianças aprendem anatomia do pênis vendo ao vivo o vergalho de um marmanjo, e, se quiserem, trocam de gênero. Quanto aos negros e pardos, a maioria da população brasileira, se não estudaram, e muito, continuarão na mesmice de sempre. Igual os índios.

segunda-feira, 24 de março de 2025

Batom é preciso, viver não é preciso

Se a pena de Débora é de 14 anos de cadeia, a de Bolsonaro
será prisão e morte, segundo seu filho, Eduardo Bolsonaro


RAY CUNHA 


Batom é Preciso, Viver não é Preciso

 

Haverá maior símbolo de liberdade

Do que batom vermelho escrito na Justiça?

É como desvendar-lhe os olhos do espírito

E libertar o mundo de toda maldade

 

Condenada a não veres teus filhos crescerem

Agora, és heroína, Débora, e grilhão

Algum te deterá no interminável espaço

Nada deterá a luz que disseminas no éter

 

Batom é como pétalas de rosas rubras

Que nascem nos jardins até o fim do Universo

Que Deus disseminou como perfume azul

 

Batom, mesmo que escrito no duro granito

Como pode ameaçar o Estado de direito

Se batom é preciso, viver não é preciso?

 

BRASÍLIA, 24 DE MARÇO DE 2025 – Escrevi, hoje, o poema acima em homenagem à Débora Rodrigues dos Santos. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a está julgando, acusada de golpe de Estado. O ministro Alexandre de Moraes já bateu seu temido martelo: deu 14 anos de cadeia para Débora e 30 milhões de reais em multa. O ministro Flávio Dino também baixou seu porrete. 

No dia 8 de janeiro de 2023, Débora escreveu na estátua A Justiça, de Alfredo Ceschiatti, defronte ao palácio do STF, “perdeu, mané”, repetindo o ministro Roberto Barroso, presidente da Corte. Débora está presa desde março de 2023, é casada, mãe de duas crianças e morava no interior de São Paulo. 

Segundo o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro já afirmou em inúmeras entrevistas publicadas ad nausean, o golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 é uma narrativa tão esdrúxula que nem os mais delirantes roteiristas de Hollywood conseguiriam criar. Bolsonaro é o maior líder da Direita Brasileira e acusado de comandar o golpe. Já teve seu passaporte apreendido e é pule de dez que será preso. Preso, segundo seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL/SP), será jogado às traças e morrerá doente. 

Quanto ao batom, a arma de Débora, é um cosmético que realça os lábios de uma mulher. Batom é do francês “bâton”, “bastão” em português. Trata-se do cosmético mais utilizado em todo o mundo. As mulheres sempre o utilizaram ao longo da História. Haverá algo mais bonito do que os lábios de uma mulher? Sim, os lábios pintados de vermelho, como rosa colombiana. 

Lindo porque uma mulher com os lábios vermelhos me transmite a sensação da luz triunfando, de liberdade. 

Batom é Preciso, Viver não é Preciso é um soneto com versos alexandrinos, com cesura na sesta sílaba.

sexta-feira, 21 de março de 2025

Masaharu Taniguchi e a verdade da vida

O filósofo japonês Masaharu Taniguchi, criador da Seicho-No-Ie

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 21 DE MARÇO DE 2025 – O volume 1 da coleção A Verdade da Vida (Seimei no Jisso, em japonês), de Masaharu Taniguchi, foi um divisor de água na minha trilha. Li-o em 2000, aos 46 anos de idade. A partir daí, nunca mais parei de ler os 40 volumes da coleção e outros livros de Masaharu Taniguchi ou de seguidores seus. Taniguchi é um filósofo japonês, fundador da Seicho-No-Ie. 

A Verdade da Vida é uma coletânea de artigos publicados pela Revista Seicho-No-Ie do Japão. Nos três primeiros anos do seu lançamento, a partir de 1932, vendeu 3 milhões de exemplares e, até hoje, vendeu 19 milhões de cópias. 

Antes de 2000, Deus e o plano espiritual eram para mim algo que eu compreendia por meio do intelecto, de conceitos e teorias. A Verdade da Vida me despertou para uma realidade da qual eu nem desconfiava, e sobre a qual fui me familiarizando aos poucos, lendo também Allan Kardec, André Luiz, Laércio Fonseca etc. 

A verdade a que cheguei é que nós, humanos, somos espíritos encarnados, passando por uma experiência mental e material. Desencarnados e prontos para seguir nossa jornada eterna, passamos por vários estados da matéria, até nossa consciência ascender para planos imateriais. 

Segundo o pensamento de Taniguchi, podemos ter, enquanto corpo carnal, uma experiência plena, feliz, iluminada, bastando, para isso, que reconheçamos, que sintamos, que a verdade é Deus. A matéria é nada, porque é impermanente. Só existe, de fato, Deus. Assim, só importa que tenhamos consciência de que o corpo físico é impermanente, muda, desaparece. 

Masaharu Taniguchi nasceu em 22 de novembro de 1893 e faleceu em 17 de junho de 1985, aos 91 anos de idade. Em 1929, relatou ter recebido uma revelação divina, a que se seguiu a cura de sua filha. Isso o levou, no ano seguinte, à criação da revista Seicho-No-Ie (lar da vida infinita, da sabedoria e da abundância). A revista levou a um movimento, a Seicho-No-Ie, que se tornou religião. 

A Seicho-No-Ie acredita no Jissô (Imagem Verdadeira ou Deus): “Matéria não existe, o corpo não existe, nem existe alma, o único que existe é Jissô. Jissô é Deus. Apenas Deus existe. O espírito de Deus e sua manifestação é a única realidade. Isso é Jissô", a grande vida divina, que nutre e sustenta toda a existência. Assim, a realização espiritual do adepto consiste em alcançar a consciência do Jissô, sentir-se filho de Deus, a essência divina, incorrupta e eterna. 

O caminho para sentir-se filho de Deus passa pela reverência aos antepassados e um modo de vida otimista como meio de harmonizar-se com o Jissô e manifestar no mundo fenomênico a perfeição da Grande Vida. A Seicho-No-Ie acredita que a mente comanda a experiência humana e por isso a consciência de sermos filhos de Deus implica uma vida de realizações em prol da Humanidade, da sociedade, da comunidade, da família. 

São normas fundamentais dos praticantes da Seicho-No-Ie:

1 – Agradecer a todas as coisas do Universo.

2 – Conservar sempre o sentimento natural.

3 – Manifestar o amor em todos os atos.

4 – Ser atencioso para com todas as pessoas, coisas e fatos.

5 – Ver sempre as partes positivas das pessoas, coisas e fatos, e nunca as suas partes negativas.

6 – Anular totalmente o ego.

7 – Fazer da vida humana uma vida divina e avançar crendo sempre na vitória infalível.

8 – Iluminar a mente, praticando a Meditação Shinsokan todos os dias, sem falta. 

Os adeptos da Seicho-No-Ie do Brasil oram, diariamente, pela Humanidade, e, em especial, pelo Brasil. Precisamos muito de orações, neste momento angustiante pelo qual passa o país. Precisamos iluminar as mentes dos que comandam a nação, fazê-los ver que dinheiro de corrupção, o poder pelo qual se matam, é nada mais do que ilusão.

terça-feira, 18 de março de 2025

Eduardo Bolsonaro faz dos Estados Unidos sua trincheira na luta contra a Esquerda brasileira

Eduardo Bolsonaro luta agora no front americano, ao lado de
Donald Trump e Elon Musk (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 18 DE MARÇO DE 2025 – O deputado Eduardo Bolsonaro (PL/SP) declarou publicamente, hoje, que se licenciará da Câmara e pedirá asilo político nos Estados Unidos, onde cavou sua trincheira para denunciar as prisões políticas no Brasil, inclusive do seu pai, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, ameaçado de ser preso e, preso, poderá ser assassinado na prisão, segundo Eduardo Bolsonaro. 

Segundo dá a entender o Mito, como Jair Messias Bolsonaro é conhecido, o golpe de Estado de que é acusado é tão delirante que nem os mais qualificados roteirista de Hollywood conseguiriam, juntos, escrevê-lo. 

Centenas de pessoas, inclusive políticos eleitos, estão mofando na cadeia, inclusive já houve morte e outros estão no corredor da morte, acusados de golpe de Estado e “crime de opinião”. Estão pegando 17 anos de cadeia, inclusive avozinhas saudosas dos netinhos. 

Eduardo Bolsonaro já fora informado e já havia percebido que se voltasse ao Brasil seria preso, acusado de frequentar a casa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Congresso americano, além de dar entrevistas a jornalistas brasileiros exilados nos Estados Unidos. 

Trump, maior líder da Direita mundial, é o inimigo número um do presidente Lula da Silva, de Esquerda, tirado da cadeia e guindado à presidência da República. Lula já chamou o presidente americano de fascista e fanfarrão, e disse, em alto e bom som, que não tem medo dele. 

No fim de fevereiro, Eduardo foi alvo de uma representação criminal movida pelos deputados Lindbergh Farias (RJ), líder do PT na Câmara, e Rogério Correia (PT/MG), alegando que Eduardo conspira contra instituições brasileiras nos Estados Unidos. A dupla petista pede a apreensão do passaporte de Eduardo. 

 – O Brasil não vive mais uma democracia. Não é possível um parlamentar perder o passaporte dele pelo que ele fala. Cadê a imunidade parlamentar? Eu não vou me sujeitar a isso e ficar no cabresto de Alexandre de Moraes (ministro do Supremo Tribunal Federal – STF). Eu me licencio para representar os interesses dos meus eleitores, daqueles que votaram em mim – Eduardo se defendeu. 

Depois de seu pai, Eduardo Bolsonaro é o maior líder da Direita no Brasil. Nos Estados Unidos, com apoio principalmente de Donald Trump e Elon Musk, deverá causar estragos em efeito dominó à Esquerda no Brasil. 

Eduardo Nantes Bolsonaro é carioca, nascido em 10 de julho de 1984, advogado, escrivão da Polícia Federal, deputado federal por São Paulo e ex-aluno do filósofo Olavo de Carvalho. Terceiro filho do capitão da reserva do Exército, Jair Messias Bolsonaro, e de Rogéria Nantes Nunes Braga, é irmão de Flávio Bolsonaro (PL), senador pelo Rio de Janeiro, e de Carlos Bolsonaro (PL), vereador da Cidade Maravilhosa. É casado com Heloísa Wolf, com quem tem uma filha, Geórgia Bolsonaro. 

Suas bandeiras são criminalizar o comunismo no Brasil; a redução da maioridade penal; fim das invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST); fim do auxílio-reclusão e trabalho obrigatório para presos; valorização das forças armadas; livre-comércio, com a menor interferência possível do Estado; fim do desarmamento da população.

segunda-feira, 17 de março de 2025

Cogita-se prisão e assassinato de Bolsonaro

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 17 DE MARÇO DE 2025 – O deputado Eduardo Bolsonaro (PL/SP) acha que se seu pai, o líder da Direita no Brasil, ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), for preso, será assassinado na prisão, onde ficaria à mercê de maus tratos e morreria doente, a míngua. Bolsonaro é acusado de liderar um suposto golpe de Estado durante manifestação pacífica, por parte da Direita, contra o presidente Lula da Silva, em 8 de janeiro de 2023, na Praça dos Três Poderes, embora estivesse em Miami, Estados Unidos. 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá, dias 25 e 26 de março, se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. 

– O que eles querem? É uma condenação. Se são 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim – afirmou, ontem, durante manifestação em Copacabana, Rio de Janeiro, na presença de 400 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, advertindo que, preso ou morto, constitui-se em um problema para a Esquerda, que quer vê-lo no buraco. – E só não foi perfeita essa historinha de golpe para eles porque eu estava nos Estados Unidos. Se estivesse aqui, estaria preso até hoje ou, quem sabe, morto por eles. Eu vou ser um problema para eles, preso ou morto. Mas, eu deixo acesa a chama da esperança, da libertação do nosso povo, afinal, o Brasil é um país fantástico. Não vou sair do Brasil. A minha vida estaria muito mais tranquila se eu tivesse do lado deles. Mas escolhi o lado do meu povo brasileiro. Tenho paixão pelo Brasil. 

A manifestação em Copacabana foi pela anistia de centenas de presos políticos, que estão recebendo penas de 17 anos de cadeia acusados de conspirarem contra o Estado, sem o devido processo legal e, pior, baseadas em uma narrativa que não se sustenta nem como roteiro cinematográfico. A não ser que fosse dirigido por Walter Salles, com Fernanda Torres fazendo o papel de Janja. 

Sobre a inelegibilidade de Bolsonaro, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse Bolsonaro: 

– Afinal de contas, me tornaram inelegíveis por quê? Pegaram dinheiro na minha cueca? Alguma caixa de dinheiro no meu apartamento? Algum desfalque em estatal? Porque me reuni com embaixadores e, a outra, porque subi no carro de som do Silas Malafaia – disse. 

Até cachorro de madame já sabe que a Esquerda norte-americana, homiziada  no Partido Democrata, aparelhou a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (United States Agency for International Development – Usaid) e desviou trilhões de dólares para instituições que disseminam o fim das democracias em todo o planeta. Só no governo Joe Biden foram desviados 1 trilhão de dólares. Parte desse dinheiro foi usada no Brasil, além do apoio pessoal de Biden ao status quo brasileiro. 

Para Steve Bannon, um dos estrategistas mais influentes da Direita global, o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR estariam atuando como “braço do regime petista”. Durante a Conservative Political Action Conference (Cpac), conferência da Direita americana, este mês, Washington, Bannon advertiu sobre a perseguição implacável contra o Mito, como Bolsonaro é conhecido no Brasil: 

– Se Bolsonaro for preso, será assassinado na cadeia. O sistema não quer apenas calá-lo, quer destruí-lo! 

Estou trabalhando em uma trilogia político-histórica que abarca o período de 2019 a 2026 e mistura ficção com realidade; já foram publicados dois volumes: O CLUBE DOS ONIPOTENTES e O OLHO DO TOURO, à venda nas livrarias virtuais da amazom.com.br e Clube de Autores. O terceiro volume será publicado com o resultado das eleições de 2026. A trama que perpassa os três volumes é a seguinte: perseguição, prisão e assassinato de Jair Messias Bolsonaro. 

Terão colhões para isso?

sexta-feira, 14 de março de 2025

Em vez de se lamentar, Roberto Carlos se tornou o maior cantor pop e o mais rico do Brasil. Como disse o pintor Olivar Cunha: A vida é um tesão

Ray Cunha e Roberto Carlos (Foto: A NotíciaManaus, 1976)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 14 DE MARÇO DE 2025 – Venho pesquisando a vida e o espírito há pelo menos dez anos, na condição de terapeuta em Medicina Tradicional Chinesa. Fiz muitas descobertas e obtive resultados maravilhosos junto aos meus pacientes. Como realizo trabalho voluntário, já atendi mais de mil pessoas, de todas as idades e condições sociais e de ambos os sexos, nesses dez anos. 

Descobri que a vida no corpo físico é apenas uma rápida experiência pela qual passam os espíritos humanos. O corpo humano é impermanente, foi projetado com data de validade. Contudo, somos seres mentais; a mente, ou o pensamento, é que controla o corpo. Quando ficamos ligados a emoções ruins há um descontrole mental e o corpo adoece. Algumas pessoas morrem e pensam que estão materializadas, e assim penam bastante tempo nas mesmas ilusões com as quais conviveram em vida. 

De modo que a vida material é toda ela monitorada pelo mundo astral, ou espiritual, que não enxergamos porque se manifesta em um estado sutil da matéria. Quando não sintonizamos com o mundo espiritual nossa mente se desequilibra e ficamos sujeitos à matéria, que muda o tempo todo, por isso é muito importante orar todos os dias e conversar com nossos antepassados, especialmente os pais, que são o que a Igreja chama de anjos. São os nossos antepassados iluminados que nos orientam na impermanência, até voltarmos ao astral. 

Por que é assim? Não sei! Mas é assim. 

Nas orações, devemos agradecer a todos, e se tivermos vontade de pedir perdão a alguém, peçamos, e digamos que já fomos, também, perdoados. 

No dia a dia, sejamos sempre gratos. O sentimento de gratidão nos ilumina. E jamais devemos reclamar, muito menos xingar os outros. Isso nos sintoniza com o fracasso. 

Devemos, também, nos afastar de pessoas interesseiras, invejosas, raivosas, vulgares, vampiros espirituais; elas nos impregnam de larvas cancerígenas sutis (que não conseguimos enxergar, mas que sentimos). 

Idade e doença só existem na mente. As doenças devem ser tratadas, mas nunca pensadas 24 horas por dia. Elas, na verdade, não são absolutamente nada. Com ou sem elas, vivamos. Roberto Carlos não viveu praticamente a vida toda sem uma perna? Isso não impediu que ele se tornasse o maior cantor popular brasileiro, o mais rico. O pedaço de perna que ele perdeu não levou seu talento. Todos nós temos uma missão que somente nós podemos realizar. Santa Rita de Cássia abençoou Roberto Carlos. 

Devemos mandar o medo desconhecido, que é sempre uma ilusão, para a puta que o pariu, e a depressão para a baixa da égua. 

Há muito a se fazer na vida. Ouvir boa música, ler amplamente, curtir as coisas que estão acontecendo, agora, ao nosso redor, viajar, mesmo que seja em sonhos. A vida é como uma negra de olhos verdes, ruiva, muito linda, tomando tacacá. É real? Pode não ser, mas é maravilhosa. Como disse o pintor amapaense Olivar Cunha: “A vida é um tesão!”

O pintor amapaense Olivar Cunha pintando Santa Rita de Cássia, padroeira do distrito de Conduru, em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, onde o pintor amapaense reside e vem restaurando imagens sacras e históricas da região. Só falta Roberto Carlos recebendo a bênção da santa. E marlins azuis

quarta-feira, 12 de março de 2025

A causa das doenças está na mente. A cura também. O corpo físico é reflexo da mente

FOGO NO CORAÇÃO na edição da amazon.com.br

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 12 DE MARÇO DE 2025 – Fiz curso de Medicina Tradicional Chinesa (MTC) na Escola Nacional de Acupuntura (Enac), em Brasília/DF, de 6 de agosto de 2013 a 12 de julho de 2016, com 2.080 horas/aulas presenciais e 440 horas de estágio nos ambulatórios da Enac e Fernando Hessen, em um total de 2.520 horas/aula. O curso então oferecido pela Enac era técnico, ou tecnológico, reconhecido pelo Ministério da Educação, inclusive minha certificação foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal, em 1 de abril de 2019. 

O curso contava com excelentes professores, mas sentiu falta de uma disciplina, a qual chamaria de Filosofia da Medicina Tradicional Chinesa. Desde o início do curso, comecei a pensar sobre a MTC, que se baseia no Taoismo, e a escrever artigos jornalísticos, pois sou jornalista desde 1975, quando comecei a trabalhar como repórter policial no Jornal do Commercio de Manaus. 

Também sou escritor. Aliás, já era escritor antes de trilhar pelo jornalismo, desde que, em 1971, publiquei, juntamente com Joy Edson (José Edson dos Santos) e José Montoril, o livro de poemas Xarda Misturada, em Macapá/AP, minha cidade natal. 

Romancista, consultei o professor orientador do meu trabalho de conclusão de curso, o acupunturista Ricardo Antunes se eu poderia apresentar meu TCC em forma de romance, mas com estudo de caso verdadeiro. Ele topou. Assim, escrevi FOGO NO CORAÇÃO, que, no seu formato acadêmico, tem um exemplar encadernado na estante dos TCCs da Enac, na 506 Sul, Bloco A, Loja 33. A versão comercial está à venda nas livrarias virtuais do Clube de Autores e na amazon.com.br. 

Nasci em 7 de agosto de 1954, em Macapá, estado do Amapá, na Amazônia Oriental. Trabalhei amplamente como repórter nos maiores jornais da Amazônia e em Brasília/DF, onde, em 1987, conheci a Seicho-no-Ie. Em 2000, comecei a ler a obra do criador da Seicho-no-Ie, o filósofo japonês Masaharu Taniguchi. Em 2013, mergulhei na Medicina Tradicional Chinesa, ao mesmo tempo em que comecei a pesquisar a existência do espírito, os corpos vibracionais, a energia e a matéria. 

Em 2016, comecei a me aprofundar em Medicina Vibracional, codificada pelo médico norte-americano Richard Gerber, e dei início a uma linha de trabalho que identifico como “acupuntura nos corpos sutis”. Em 30 de dezembro de 2016, em trabalho voluntário no Centro Espírita André Luiz (Ceal), no Guará I, em Brasília, atendi um paciente, VJC, que havia extirpado o intestino grosso devido a câncer e era hospitalizado toda semana, pois não conseguia digerir os alimentos. Com uma sessão apenas, VJC deixou de ser hospitalizado. O tratamento continuou e VJC pediu alta em três meses, com a digestão normalizada. 

O procedimento que adotei foi o seguinte: com acupuntura, tirei as dores e incômodos agudos que estavam atingindo o corpo físico do paciente, e tratei o intestino grosso de VJC por meio do seu corpo etéreo, que é um corpo sutil. Como? O corpo físico é um duplo do corpo etéreo, uma vibração localizada na aura, fazendo a ligação da mente com o corpo físico. Se um órgão, ou membro, é extirpado do corpo físico, ele continua incólume no corpo etéreo. Assim, cuidei do intestino grosso de VJC, incólume no corpo estéreo, por meio do meridiano do intestino grosso, que continuava lá no corpo físico. 

Também cheguei à conclusão de que a vida se passa na mente; o corpo físico apenas reflete a mente. O corpo material é, tão-somente, um instrumento da mente, para que ela tenha existência na matéria. 

Tanto que a causa das doenças está localizada sempre na mente, precisamente no corpo astral, o das emoções. O corpo físico reage às emoções por meio do sistema endocrinológico. Por exemplo: uma pessoa com medo vive 24 horas por dia com excesso de adrenalina no sangue. Adrenalina é o hormônio que tonifica a força física, e é produzido em situações de enfrentamento ou fuga. Mas, se for constantemente produzido, a pessoa em questão entrará em colapso. A solução: essa pessoa precisa serenar, identificar o objeto do medo e enfrentá-lo. 

A matéria é impermanente, mas não há problema insolúvel. Nosso corpo é uma máquina com inteligência artificial magnífica e foi projetado para se autocurar. Assim, procuro orientar meus pacientes a atingirem a serenidade, a paz de espírito. A interpretação dessa orientação será sempre de cada qual, mas a verdade é uma só, e a verdade só pode ser desvendada no Tao, o caminho. Basta não transgredirmos as leis da matéria e do próprio Universo para atingirmos a serenidade. 

Em termos de tempo, não existe nem ontem, nem amanhã. Não transforme o erro de ontem em sofrimento. Seja lá o que tenha acontecido, o erro de ontem é sabedoria, hoje. E amanhã não existe; ainda é ilusão. Assim, tudo o que temos que fazer para viver bem, em paz, é curtir a vida, pois a eternidade é agora.