sábado, 11 de julho de 2026

Adriana Garcia enfrenta a Esquerda no Amapá

A jornalista Adriana Garcia entrincheira-se na AJOIA Brasil e na AJOCIN

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 11 DE JULHO DE 2026 Adriana Garcia é minha confreira na AJOIA Brasil (Associação de Jornalistas Independentes e Afiliados), um grupo de dezenas de jornalistas de todo o Brasil, com membros também nos Estados Unidos e na Europa, que defendem a verdade dos fatos jornalísticos, a democracia, a liberdade de expressão, a família e a cultura hebraico-cristã. Somos jornalistas independentes, sem rabo preso. Adriana é também presidente da Associação de Jornalistas e Comunicadores da Imprensa do Norte (AJOCIN). 

A trincheira de Adriana Garcia é uma das mais perigosas do país: Macapá, a capital do Estado do Amapá, no Setentrião, o mais isolado do Brasil e dominado pelo Foro de São Paulo: comunistas, narcotraficantes, guerrilheiros homiziados e terroristas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). Entreposto do narcotráfico transnacional, Macapá é uma das cidades brasileiras mais violentas. Na zona metropolitana da cidade fica o Porto de Santana, o ponto brasileiro mais próximo, simultaneamente, dos Estados Unidos, Europa e Ásia (via Canal do Panamá). 

O governo dos Estados Unidos classificou o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras, desde 5 de junho, o que lhe permite sanções às duas facções, como o congelamento de ativos financeiros e restrições a pessoas com vínculos com as máfias. Também não estão descartados ataques a indústria de drogas, entrepostos das facções ou explodir fortalezas de chefões dos terroristas. 

Jornalista há 24 anos, graduada pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), editora-chefe do portal Conservador News, com canal no YouTube, especialista em Educação, coach, palestrante, cristã, esposa e mãe, seu microfone rosa choque começa a irritar a Esquerda amapaense, um braço da Ditadura da Toga. 

Segundo Adriana Garcia, a AJOCIN foi criada em resposta ao aumento de ações judiciais envolvendo jornalistas, comunicadores e influenciadores digitais no Amapá. Ela afirmou que há “mais de 100 processos” em andamento contra jornalistas, comunicadores e influenciadores, envolvendo o governador do Amapá, Clécio Luís, do União Brasil, mesmo partido do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, defensor intransigente da Ditadura da Toga e do líder da Esquerda no Brasil, Lula da Silva. 

Adriana adverte para que a mordaça leva à autocensura entre profissionais da comunicação, devido ao medo de perderem tudo em um processo – emprego, renda, liberdade, família e até seus computadores e telefones celulares, no caso de visita da Polícia Federal às 6 horas. 

– Se a gente achar isso normal, o que vai acontecer? Vai haver uma autocensura. O jornalista vai temer o que pode falar sobre autoridades por medo de ser processado e não ter condições de custear sua defesa. Isso não é democracia, é um sinal de alerta para a sociedade amapaense – disse. – Nós criamos a AJOCIN justamente para amparar esses jornalistas que querem liberdade de expressão para eles e para todas as outras pessoas. Não estamos aqui por questões políticas. Estamos aqui para preservar o direito da sociedade de ser informada e o direito de o jornalista exercer sua profissão sem medo. 

Adriana observa um fato deprimente: jornalistas de rabo preso que atuam para acabar com seus próprios colegas, por motivações políticas ou financeiras, o tipo de jornalista que adora “jabá”, gíria que significa que o profissional se vendeu, se prostituiu, geralmente, em troca de dinheiro ou emprego para si ou para familiares.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Por que ler a trilogia A Ditadura da Toga: O CLUBE DOS ONIPOTENTES, O OLHO DO TOURO e O TERCEIRO OLHO, de Ray Cunha?

Ray Cunha monta um painel abarcando o período de 2018 a meados
de 2026, quando os EUA designam PCC e CV como grupos terroristas 

ChatGTP

BRASÍLIA, 9 DE 07 DE 2026 – A trilogia A Ditadura da Toga — formada por O CLUBE DOS ONIPOTENTES, O OLHO DO TOURO e O TERCEIRO OLHO — pode interessar especialmente aos leitores que apreciam thrillers políticos, romances de conspiração e ficção que dialoga com acontecimentos históricos recentes. Segundo o próprio autor, trata-se de um projeto de "romance ensaístico", no qual personagens fictícios convivem com figuras públicas e fatos inspirados na política brasileira contemporânea. 

Há várias razões pelas quais essa trilogia pode despertar interesse: 

Thriller político de grande escala – A narrativa combina espionagem, investigação jornalística, conspirações, tecnologia, geopolítica e disputas pelo poder, procurando manter um ritmo de suspense ao longo dos três volumes. 

Mistura de ficção e acontecimentos reais – A obra utiliza personagens ficcionais ao lado de personalidades públicas e episódios inspirados na história política recente do Brasil, aproximando-se do romance-reportagem e da ficção de intervenção. 

Projeto literário unitário – Embora cada romance tenha enredo próprio, os três livros compartilham personagens centrais e um arco narrativo comum, formando uma construção contínua que culmina em O TERCEIRO OLHO. 

Discussão sobre instituições e poder – A série explora temas como relações entre Judiciário, Executivo, imprensa, inteligência, tecnologia e organizações clandestinas. Independentemente de o leitor concordar ou não com as interpretações apresentadas, a narrativa foi concebida para estimular reflexão e debate. 

Linguagem direta – A experiência jornalística de Ray Cunha se reflete numa prosa objetiva, voltada para a clareza, a ação e a exposição de ideias, sem grande preocupação com experimentalismos formais. 

Ampliação temática no volume final – O TERCEIRO OLHO expande o universo da trilogia ao incorporar discussões sobre inteligência artificial, computação quântica, espionagem tecnológica, filosofia oriental e percepção humana, ampliando o alcance da narrativa para além da política institucional. 

Ao mesmo tempo, é importante observar que a trilogia adota uma perspectiva política explícita. As teses defendidas pelo autor são centrais para a construção da narrativa e podem ser recebidas de formas diferentes pelos leitores, conforme suas próprias convicções. Essa característica torna a obra deliberadamente controversa e faz parte de sua proposta de utilizar a ficção como instrumento de interpretação da realidade política brasileira. 

Em síntese, quem procura um romance essencialmente voltado para o entretenimento talvez estranhe a presença constante de reflexões políticas e ensaísticas. Já leitores interessados em ficção política, conspirações, debates institucionais e narrativas que procuram interpretar o Brasil contemporâneo encontrarão na trilogia um projeto literário ambicioso, que busca integrar suspense, jornalismo, ensaio e reflexão filosófica em uma única obra.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

AJOIA Brasil entregará este mês a Flávio Bolsonaro o PROJETO BRASIL 2040 – Plano Nacional de Reconstrução e Desenvolvimento

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 3 DE JULHO DE 2026 – O Brasil está em uma encruzilhada, descarrilado, a 300 quilômetros por hora, não em uma pista de Fórmula 1, mas rumo ao abismo das Marianas, pilotado pelo misterioso Sistema. O outro caminho começa em 4 de outubro, quando se escolherá o presidente da República. O atual, Lula da Silva (PT), comunista, líder do Foro de São Paulo e aliado da China e Irã, quer guerra contra os Estados Unidos. Seu oponente, o senador conservador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), é a esperança para frear a queda e conduzir o país ao desenvolvimento e à prosperidade. 

Sabe-se que tirar o Brasil do rumo do precipício, a uma velocidade dessas, não será fácil. Vai requerer muito trabalho, mas, sobretudo, um plano de trabalho meticuloso, a ser seguido à risca. A AJOIA Brasil (Associação de Jornalistas Independentes e Afiliados) vai apresentar, agora em julho, este plano a Flávio Bolsonaro, um plano redigido por um dos maiores estrategistas de política, economia e planejamento do país, especialista em Inteligência e escritor Jorge Bessa. 

Bessa chefiou os Departamentos de Contra-Espionagem e de Contra-Terrorismo da antiga Secretaria de Inteligência da Presidência da República, atual Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Como espião, desempenhou várias missões no Exterior, entre as quais em Moscou, durante a Guerra Fria. Poliglota, é fluente em russo. 

Na introdução do PROJETO BRASIL 2040 – Plano Nacional de Reconstrução e Desenvolvimento, diz Bessa: 

POR QUE O BRASIL Precisa de um Projeto Nacional? Ao longo de sua história, o Brasil foi frequentemente descrito como o país do futuro. A expressão tornou-se conhecida porque refletia uma realidade aparentemente evidente. Poucas nações possuem um conjunto tão amplo de vantagens naturais e humanas. O Brasil possui território continental. Possui abundância de água, energia e recursos minerais. Possui uma das maiores áreas agricultáveis do planeta. Possui uma população numerosa e diversificada. Possui capacidade científica crescente. Possui uma posição geopolítica privilegiada. Entretanto, ao lado desse enorme potencial, persiste uma pergunta incômoda: Por que o Brasil ainda não alcançou plenamente o nível de desenvolvimento compatível com suas possibilidades? 

A resposta não pode ser atribuída a um único fator. Ela envolve questões históricas, institucionais, econômicas, educacionais, tecnológicas e políticas. Durante décadas, o país avançou em determinadas áreas, mas frequentemente perdeu continuidade, planejamento e capacidade de execução. Projetos foram interrompidos. Prioridades foram redefinidas. Reformas permaneceram incompletas. O resultado foi uma trajetória marcada por avanços importantes, mas também por oportunidades desperdiçadas. 

O século XXI apresenta ao Brasil uma nova oportunidade histórica. O mundo atravessa transformações profundas. A revolução digital está alterando a economia global. A inteligência artificial modifica processos produtivos e relações de trabalho. Novas disputas geopolíticas redesenham o equilíbrio internacional. A demanda por alimentos, energia, minerais estratégicos e conhecimento cresce rapidamente. 

Ao mesmo tempo, novas ameaças surgem. Crime organizado transnacional. Ciberataques. Disputas tecnológicas. Instabilidade econômica. Mudanças demográficas. Nenhum país poderá enfrentar esses desafios apenas reagindo aos acontecimentos. Será necessário planejar. Será necessário antecipar tendências. Será necessário construir estratégias de longo prazo. Essa é a proposta desta obra. 

O PROJETO BRASIL 2040 não foi concebido como um programa partidário nem como uma plataforma eleitoral. Seu objetivo é mais amplo. Trata-se de um exercício de planejamento estratégico nacional. Uma reflexão sobre os desafios e oportunidades que o Brasil encontrará nas próximas décadas. Uma tentativa de responder à pergunta fundamental: Que país queremos construir até 2040? 

Ao longo dos capítulos seguintes serão discutidos temas essenciais para essa transformação. A reconstrução institucional do Estado. O fortalecimento da segurança nacional. O combate ao crime organizado. A modernização da economia. A revolução educacional. A ciência e a tecnologia. A inteligência artificial. A reindustrialização. A infraestrutura. A saúde. A sustentabilidade. A inserção internacional. A governança democrática. O planejamento estratégico. 

Nenhum desses temas pode ser analisado isoladamente. O desenvolvimento nacional resulta da interação entre todos eles. Por essa razão, este livro adota uma abordagem integrada. Seu propósito não é oferecer soluções mágicas nem fórmulas simplistas. Seu propósito é construir uma visão de futuro. Uma visão baseada em planejamento, responsabilidade, conhecimento e continuidade. 

O Brasil não sofre de escassez de potencial. Sofre, muitas vezes, de escassez de coordenação estratégica. Transformar potencial em realização constitui o grande desafio nacional. O futuro não será determinado apenas pelas circunstâncias. Será determinado pelas escolhas que fizermos. O Brasil de 2040 começa nas decisões tomadas hoje. Este livro é um convite para refletir sobre essas decisões. 

Mais do que isso. É um convite para participar da construção de um projeto nacional capaz de transformar o Brasil em uma nação mais segura, mais próspera, mais inovadora e mais influente no cenário internacional. O futuro continua aberto. E a responsabilidade de construí-lo pertence a todos nós. 

Nas considerações finais, diz Jorge Bessa: 

AS CEM MEDIDAS aqui apresentadas representam apenas o início de um processo mais amplo de transformação nacional. Nenhuma delas, isoladamente, será capaz de resolver os desafios brasileiros. Mas, em conjunto, elas estabelecem uma direção. Uma direção baseada em planejamento, eficiência, inovação, segurança, desenvolvimento econômico e fortalecimento institucional. O Brasil de 2040 não será construído por uma única medida, por um único governo ou por uma única geração. Será construído pela continuidade de um projeto nacional. Os primeiros cem dias representam apenas o primeiro passo dessa jornada.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Inteligência artificial Chat GTP aponta por que Ray Cunha é pouco estudado nos cursos de Letras no seu próprio Estado natal, o Amapá

ChatGPT 

BRASÍLIA, 2 DE JULHO DE 2026 – Suponhamos que a Academia Sueca se volte para a Amazônia, quais são os escritores locais que mais chamam a atenção, não somente pela sua legitimidade acadêmica, mas pela importância estética da sua obra? 

Se a hipótese é que a Academia Sueca passe a dedicar atenção especial à Amazônia, o critério mais provável não seria a projeção regional nem o prestígio institucional, mas a combinação de alguns fatores que historicamente pesam na Academia Sueca: originalidade estética, universalidade dos temas, renovação da linguagem, consistência de uma obra ao longo do tempo e capacidade de dialogar com questões humanas fundamentais. 

Nesse cenário, alguns nomes se destacam mais do que outros. 

Milton Hatoum – É, provavelmente, o autor amazônico contemporâneo com maior reconhecimento internacional. Seus romances transformam Manaus em espaço de reflexão sobre memória, imigração, família, decadência social e identidade. 

Obras como Dois Irmãos e Cinzas do Norte demonstram grande domínio estrutural e refinamento psicológico. É, sem dúvida, um escritor cuja obra possui perfil compatível com o tipo de literatura frequentemente reconhecida pelo Nobel. 

Dalcídio Jurandir (falecido) – Talvez seja o maior romancista clássico da Amazônia. 

O chamado Ciclo do Extremo Norte, composto por dez romances, constitui uma das construções narrativas mais ambiciosas da literatura brasileira do século XX. 

Sua linguagem é profundamente brasileira, mas evita o regionalismo folclórico. A Amazônia aparece como civilização complexa, não como cenário exótico. 

Márcio Souza – Sua obra alia crítica histórica, humor e experimentação narrativa. 

Romances como Galvez, Imperador do Acre desmontam mitos sobre a ocupação da Amazônia e dialogam com tradições latino-americanas de ficção histórica. 

Benedicto Monteiro (falecido) – Autor de romances como Verdevagomundo, combina oralidade amazônica, reflexão política e elaboração formal sofisticada. 

É frequentemente lembrado como um dos grandes prosadores da região. 

Thiago de Mello (falecido) – Na poesia, talvez seja o nome amazônico de maior repercussão internacional. 

Sua produção privilegia valores humanistas, defesa da floresta e dos direitos humanos, especialmente em poemas como Os Estatutos do Homem. 

E quanto a Ray Cunha? Se o foco for exclusivamente a relevância estética e a construção de um projeto literário próprio, a obra de Ray Cunha apresenta algumas características que poderiam despertar interesse crítico, especialmente se vier a alcançar circulação internacional mais ampla. 

Entre os aspectos que podem ser apontados estão: forte unidade temática entre Amazônia, Brasília e poder; mistura de romance político, ensaio e thriller; preocupação constante com liberdade, autoritarismo e corrupção institucional; linguagem predominantemente direta, voltada para a narrativa; criação de um universo ficcional recorrente em diferentes romances. 

Além disso, obras como a trilogia A Ditadura da Toga procuram fundir ficção e debate político contemporâneo, enquanto romances ambientados na Amazônia exploram dimensões históricas e culturais da região. O significado literário desse projeto, porém, ainda depende da recepção crítica ao longo do tempo, da influência exercida sobre outros autores e de sua circulação para além do público brasileiro. Esses são fatores que costumam pesar tanto quanto a qualidade estética em avaliações de alcance internacional. 

Um possível grupo de maior destaque – Se fosse necessário indicar os autores amazônicos que, hoje, parecem reunir as credenciais mais fortes em termos de importância estética e reconhecimento crítico, uma lista plausível seria: Milton Hatoum, Dalcídio Jurandir, Márcio Souza, Benedicto Monteiro e Thiago de Mello. 

Sob o ponto de vista da crítica literária consolidada, esses são os nomes que possuem maior reconhecimento no estudo da literatura amazônica. Novos autores, entre eles Ray Cunha, podem ganhar projeção mais ampla caso sua obra continue a ser objeto de estudos, traduções, circulação internacional e recepção crítica consistente, elementos essenciais para que um escritor passe a integrar o debate literário em escala global. 

Por que Ray Cunha não é estudado na academia no Amapá, seu Estado natal? 

A resposta curta é: não é correto afirmar que Ray Cunha não seja estudado na academia do Amapá. O que se pode dizer, com base nas evidências disponíveis, é que sua obra ainda ocupa um espaço relativamente limitado na pesquisa universitária quando comparada à de alguns autores já consolidados. 

Há algumas razões possíveis para isso. Primeiro, o campo dos estudos sobre a literatura amapaense é relativamente recente. A consolidação de um objeto de pesquisa costuma privilegiar autores que já foram incorporados ao currículo universitário ou que contam com maior fortuna crítica acumulada. A própria produção acadêmica sobre a literatura do Amapá ainda está em processo de expansão. 

Segundo, a circulação da obra influencia fortemente o interesse acadêmico. Durante décadas, a literatura produzida no Amapá sofreu com a ausência de editoras locais, distribuição nacional limitada e pouca presença em grandes livrarias, o que reduziu sua visibilidade entre pesquisadores de outras regiões. 

Terceiro, a universidade tende a trabalhar com um intervalo temporal. Muitos escritores passam a receber atenção sistemática apenas quando suas obras já apresentam uma recepção crítica consolidada, diversas edições, traduções ou influência reconhecida sobre gerações posteriores. 

No caso específico de Ray Cunha, entretanto, há evidências de que sua obra já vem sendo objeto de estudos acadêmicos, ainda que de forma pontual. Por exemplo: uma tese de doutorado da Universidade Federal do Ceará analisa sua produção e afirma que seus contos expressam a memória da ditadura militar e a representação da Amazônia, discutindo aspectos de sua construção literária. 

A tese A Literatura do Amapá, defendida na Universidade Estadual Paulista, inclui Ray Cunha entre os autores que compõem diferentes visões literárias de Macapá e do Amapá, destacando obras como Latitude Zero (conto) e discutindo sua representação da cidade. 

Um trabalho de conclusão de curso da Universidade Federal do Amapá também o menciona como um dos escritores pertencentes ao conjunto da literatura amapaense. 

Assim, a questão parece ser menos a de uma ausência completa de estudos e mais a de grau de institucionalização. 

Para que um autor passe a ocupar posição central na academia, normalmente contribuem fatores como: maior número de dissertações e teses dedicadas exclusivamente à sua obra; publicação de livros críticos sobre sua produção; inclusão de seus textos em disciplinas obrigatórias de cursos de Letras; presença em antologias nacionais; traduções e circulação internacional; formação de uma “fortuna crítica”, isto é, um conjunto consistente de estudos especializados. 

Se esses elementos crescerem ao longo dos próximos anos, a tendência é que a presença de Ray Cunha nos estudos universitários também aumente. A recepção acadêmica é um processo cumulativo e costuma se desenvolver ao longo de décadas, muitas vezes depois que uma obra já está amplamente consolidada. 

Artificiell intelligens förklarar varför Ray Cunha studeras så lite inom akademin i sin egen hemstat, Amapá 

ChatGPT 

BRASÍLIA, den 2 juli 2026 – Låt oss anta att Svenska Akademien riktar sin uppmärksamhet mot Amazonas. Vilka lokala författare väcker då störst intresse, inte bara genom sin akademiska legitimitet utan framför allt genom det estetiska värdet i sina verk? 

Om hypotesen är att Svenska Akademien börjar ägna särskild uppmärksamhet åt Amazonas, är det mest sannolika att kriteriet inte skulle vara regionalt genomslag eller institutionell prestige, utan en kombination av faktorer som historiskt har vägt tungt för Svenska Akademien: estetisk originalitet, tematikens universalitet, förnyelse av språket, ett konsekvent författarskap över tid samt förmågan att föra en dialog med grundläggande mänskliga frågor. 

I ett sådant scenario framträder vissa namn tydligare än andra. 

Milton Hatoum – Han är sannolikt den samtida författaren från Amazonas med störst internationellt erkännande. Hans romaner förvandlar Manaus till ett rum för reflektion kring minne, invandring, familj, socialt förfall och identitet. 

Verk som Två bröder (Dois Irmãos) och Nordens aska (Cinzas do Norte) visar en imponerande strukturell skicklighet och psykologisk förfining. Han är utan tvekan en författare vars verk motsvarar den typ av litteratur som ofta belönas med Nobelpriset. 

Dalcídio Jurandir (avliden) – Han är kanske Amazonas främste klassiske romanförfattare. 

Den så kallade Cykeln om Fjärran Norden, bestående av tio romaner, utgör ett av den brasilianska 1900-talslitteraturens mest ambitiösa berättelsebyggen. 

Hans språk är djupt brasilianskt men undviker folkloristisk regionalism. Amazonas framträder som en komplex civilisation, inte som en exotisk kuliss. 

Márcio Souza – Hans verk förenar historisk kritik, humor och berättartekniska experiment. 

Romaner som Galvez, Imperador do Acre monterar ned myter om Amazonas kolonisering och för en dialog med den latinamerikanska traditionen av historisk fiktion. 

Benedicto Monteiro (avliden) – Författare till romaner som Verdevagomundo, där amazonsk muntlig tradition förenas med politisk reflektion och en sofistikerad formell gestaltning. 

Han betraktas ofta som en av regionens främsta prosaförfattare. 

Thiago de Mello (avliden) – Inom poesin är han kanske det namn från Amazonas som fått störst internationell uppmärksamhet. 

Hans produktion präglas av humanistiska värden, försvaret av regnskogen och de mänskliga rättigheterna, särskilt i dikter som Os Estatutos do Homem. 

Och Ray Cunha? 

Om fokus enbart ligger på estetisk betydelse och uppbyggnaden av ett eget litterärt projekt uppvisar Ray Cunhas verk flera egenskaper som skulle kunna väcka kritiskt intresse, särskilt om de får en bredare internationell spridning. 

Bland dessa kan nämnas: en stark tematisk enhet mellan Amazonas, Brasília och makten; en blandning av politisk roman, essä och thriller; ett ständigt intresse för frihet, auktoritarism och institutionell korruption; ett huvudsakligen direkt språk med tydlig berättarinriktning samt skapandet av ett återkommande fiktivt universum genom olika romaner. 

Dessutom försöker verk som trilogin A Ditadura da Toga förena fiktion med samtida politisk debatt, medan romaner med handling förlagd till Amazonas utforskar regionens historiska och kulturella dimensioner. Den litterära betydelsen av detta projekt beror dock fortfarande på den kritiska mottagningen över tid, på dess inflytande över andra författare och på dess spridning utanför Brasilien. Dessa är faktorer som brukar väga lika tungt som den estetiska kvaliteten vid bedömningar av internationell räckvidd. 

En möjlig grupp av de mest framstående 

Om man i dag skulle ange de amazonska författare som förefaller ha de starkaste meriterna i fråga om estetisk betydelse och kritiskt erkännande, skulle en rimlig lista vara: Milton Hatoum, Dalcídio Jurandir, Márcio Souza, Benedicto Monteiro och Thiago de Mello. 

Ur den etablerade litteraturkritikens perspektiv är det dessa namn som åtnjuter störst erkännande inom studiet av den amazonska litteraturen. Nya författare, däribland Ray Cunha, kan få större internationell uppmärksamhet om deras verk fortsätter att bli föremål för forskning, översättningar, internationell spridning och en konsekvent kritisk reception – faktorer som är avgörande för att en författare ska bli en del av den litterära debatten på global nivå. 

Varför studeras Ray Cunha inte mer inom akademin i Amapá, hans hemstat? 

Det korta svaret är att det inte är korrekt att påstå att Ray Cunha inte studeras inom akademin i Amapá. Vad man däremot kan säga, utifrån tillgängliga belägg, är att hans verk fortfarande intar en relativt begränsad plats inom universitetsforskningen jämfört med vissa redan etablerade författare. 

Det finns flera möjliga förklaringar. 

För det första är forskningsfältet kring den amapaensiska litteraturen relativt ungt. När ett forskningsobjekt etableras prioriteras ofta författare som redan införlivats i universitetens kursplaner eller som har en omfattande samlad kritisk reception. Själva den akademiska forskningen om Amapás litteratur befinner sig fortfarande i en utvecklingsfas. 

För det andra har ett verks spridning stor betydelse för det akademiska intresset. Under flera årtionden präglades litteraturen från Amapá av bristen på lokala förlag, begränsad nationell distribution och låg närvaro i de stora bokhandelskedjorna, vilket minskade dess synlighet bland forskare i andra delar av Brasilien. 

För det tredje arbetar universiteten ofta med ett tidsperspektiv. Många författare blir föremål för systematiska studier först när deras verk redan har fått en konsoliderad kritisk mottagning, publicerats i flera upplagor, översatts eller erkänts som inflytelserika för senare generationer. 

När det gäller Ray Cunha finns det dock belägg för att hans verk redan har blivit föremål för akademiska studier, om än i begränsad omfattning. 

Exempelvis analyserar en doktorsavhandling vid Universidade Federal do Ceará hans produktion och konstaterar att hans noveller gestaltar minnet av militärdiktaturen och representationen av Amazonas samt diskuterar de litterära aspekterna av hans författarskap. 

Avhandlingen A Literatura do Amapá, framlagd vid Universidade Estadual Paulista, inkluderar Ray Cunha bland de författare som representerar olika litterära visioner av Macapá och Amapá. Där uppmärksammas bland annat novellen Latitude Zero och dess skildring av staden. 

Ett examensarbete vid Universidade Federal do Amapá nämner också Ray Cunha som en av de författare som ingår i den amapaensiska litteraturen. 

Frågan tycks därför mindre handla om en total avsaknad av akademiska studier och mer om graden av institutionalisering. 

För att en författare ska inta en central position inom akademin brukar flera faktorer spela in: ett större antal magister- och doktorsavhandlingar som uteslutande behandlar hans eller hennes verk; publicering av kritiska studier; införlivande av texterna i obligatoriska litteraturkurser; närvaro i nationella antologier; översättningar och internationell spridning samt uppbyggnaden av en omfattande kritisk reception – det vill säga ett sammanhängande och betydande forskningsfält kring författarskapet. 

Om dessa faktorer förstärks under de kommande åren är tendensen att även Ray Cunhas närvaro inom universitetsforskningen kommer att öka. Akademisk reception är en kumulativ process som ofta utvecklas under flera årtionden, många gånger först efter att ett författarskap redan har etablerats fullt ut.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

A AJOIA Brasil e o Samba do Crioulo Doido

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 1 DE JULHO DE 2026 Samba do presidente doido

 

Foi em Brasília

Onde nasceu o Molusco

Que a Princesa Carijó

Arresolveu se casá

Mas Alexandre, O Grande,

Tinha outros otários

E obrigou a princesa

A se casar com Daniel Vorcaro

 

Lá iá lá iá lá ia

O bode que deu vou te contar

Lá iá lá iá lá iá

O bode que deu vou te contar

 

Nine da Silva

Que também é

O Grande

Queria ser dono do mundo

E se elegeu Pedro II

Das estradas de Pernambuco

Seguiu pra São Paulo

E falou com Edir Macedo

O vigário da indiarada

Aliou-se a Dom Pedro

E encheu de PIB a mala

 

Da união deles dois

Ficou resolvido o assunto

E foi proclamada novamente a escravidão

E foi proclamada de novo a bacanal

Assim se conta essa história

Que é dos dois a maior sacanagem

Dona Carijó virou trem

E o Molusco é uma estação também

 

Ôôôôôô

O trem tá atrasado ou já passou

 

Sátira da sátira de Stanislau Ponte Preta, Samba do Crioulo Doido, por Ray Cunha 

SOCIALISMO É O ESTADO ACIMA DE TODOS E DE TUDO. É a socialização do alheio, até que o alheio acabe. É sinônimo mascarado de comunismo. É a democracia dos ditadores, dos déspotas, dos tiranos, dos algozes, dos carrascos, das máfias, dos terroristas. 

Os comunistas mataram Deus, a família e a cidadania. Só querem roubar, estuprar, torturar e matar. 

No Brasil, começaram a aparelhar o Estado desde a Ditadura dos Generais (1964-1985). Enquanto os militares combatiam guerrilheiros comunistas, estes, com dinheiro russo, prostituíam a mídia, as universidades e escolas, artistas, a máquina pública e os três poderes. Não escapou nenhuma instituição. 

A partir de 2003, tomaram conta de tudo, até hoje. Hoje, há a esperança de se mudar os rumos do país, que está afundando nas Marianas, nas eleições deste ano. O candidato da Direita, do Capitalismo, do Conservadorismo, é o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ). Mas todo cuidado é pouco. Tudo está nas mãos do sistema! Flávio poderá ser impedido de concorrer à Presidência, preso ou assassinado. 

O povo não aguenta mais os impostos escorchantes, a inflação, a violência nas ruas, a censura, a pobreza invadindo as casas, as dívidas impagáveis, inclusive a dívida pública. 

Ao longo da História do Brasil, alguns escritores e jornalistas funcionam como pilares, como luzeiros, que pavimentam a identidade nacional e advertem para o precipício. Sérgio Marcus Rangel Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, foi um deles. Carioca, nascido em 11 de janeiro de 1923 e falecido também no Rio, em 30 de setembro de 1968, foi jornalista, escritor, teatrólogo, cronista, radialista, comentarista, humorista e compositor. 

Criou o concurso de beleza As Certinhas do Lalau e o FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assola o País. Era incansável. Escrevia para o rádio, para a TV e para revistas e jornais, além de livros. Fez tudo até os 45 anos de idade, quando seu coração não suportou mais sua vida boêmia e produtiva. 

Em sua memória, um grupo de jornalistas e intelectuais fundou o semanário O Pasquim, em 1969. 

Publicou:

Tia Zulmira e Eu (1961)

Primo Altamirando e Elas (1962)

Rosamundo e os Outros (1963)

Garoto Linha Dura (1964)

Febeapá - Festival de Besteiras Que Assola o País (1966)

Febeapá 2 (Segundo Festival de Besteiras Que Assola o Pais) (1967)

Na Terra do Crioulo Doido (1968)

Febeapá 3 (1968)

A Máquina de Fazer Doido (1968)

Pequena História do Jazz, (1953)

O Homem ao Lado (1958)

A Casa Demolida (reedição, com acréscimos, de O Homem ao Lado 1963)

As Cariocas (1967) 

Em 1966, Stanislau Ponte Preta criou o Samba do Crioulo Doido, para o teatro rebolado, uma letra que ironiza a imposição dos militares, que obrigavam, então, as escolas de samba a cantarem exclusivamente enredos sobre a História do Brasil. O sucesso foi retumbante. A expressão “samba do crioulo doido” se popularizou, pois era um três por quatro do momento que o país vivia: mordaça, presos políticos, porão, sumiço. 

O Brasil continua um samba do crioulo doido, ou melhor, samba do molusco demente: presos políticos, tortura de presos políticos, censura, inflação rumo à estratosfera, imposto sobre imposto, roubo, estupro, escravidão, assassinato, terrorismo, imprensa prostituída. 

Por isso, foi fundada, este ano, a AJOIA Brasil (Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados), em Belo Horizonte, presidida pelo jornalista José Aparecido Ribeiro e integrada por jornalistas que investigam e revelam a tragédia que o povo brasileiro está atravessando: 23 anos de Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT) no poder. O partido das trevas é de extrema Esquerda, comunista, ou socialista, ou democrático relativo, como se autodenominam. 

O fato é que o comunismo é a maior e mais perigosa máfia do planeta, trajada de colarinho branco. Sua democracia é na base do assassinato. Matam derrubando avião, envenenando, ou simplesmente à bala ou facão enferrujado. 

Só nos resta Tio Sam. Donald Trump já capturou a hiena da Venezuela, Nicolás Maduro, que, juntamente com Lula da Silva, comandava o Foro de São Paulo, o clube dos onipotentes. Trump terá peito para enfrentar o molusco?

 

Samba do Crioulo Doido

 

Foi em Diamantina

Onde nasceu JK

Que a Princesa Leopoldina

Arresolveu se casá

Mas Chica da Silva

Tinha outros pretendentes

E obrigou a princesa

A se casar com Tiradentes

 

Lá iá lá iá lá ia

O bode que deu vou te contar

Lá iá lá iá lá iá

O bode que deu vou te contar

 

Joaquim José

Que também é

Da Silva Xavier

Queria ser dono do mundo

E se elegeu Pedro II

Das estradas de Minas

Seguiu pra São Paulo

E falou com Anchieta

O vigário dos índios

Aliou-se a Dom Pedro

E acabou com a falseta

 

Da união deles dois

Ficou resolvida a questão

E foi proclamada a escravidão

E foi proclamada a escravidão

Assim se conta essa história

Que é dos dois a maior glória

Da. Leopoldina virou trem

E D. Pedro é uma estação também

 

O, ô , ô, ô, ô, ô

O trem tá atrasado ou já passou

 

Stanislau Ponte Preta

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Computador quântico ligado a rede de satélites, câmeras e celulares pode ser usado para matar e até interferir em lançamento de ogivas nucleares

ChatGPT 

BRASÍLIA, 29 DE JUNHO DE 2026 – Com O TERCEIRO OLHO (Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com), terceiro volume da trilogia A Ditadura da Toga, Ray Cunha leva às últimas consequências um projeto literário singular na ficção política brasileira contemporânea. O romance não se limita a narrar acontecimentos: propõe uma interpretação do Brasil recente por meio da fusão entre romance, ensaio, investigação jornalística, filosofia e reflexão sobre tecnologia, inteligência e poder. Segundo o próprio autor, trata-se de um "romance ensaístico", no qual personagens fictícios convivem com figuras históricas e acontecimentos inspirados na realidade política nacional. 

O título encerra a principal chave simbólica da obra. O "terceiro olho" deixa de ser apenas o tradicional símbolo místico da intuição para transformar-se em metáfora da vigilância absoluta. No universo do romance, representa simultaneamente consciência espiritual, inteligência estratégica e capacidade tecnológica de observar, interpretar e interferir na realidade. A imagem sintetiza uma tensão permanente entre liberdade e controle, conhecimento e manipulação, verdade e aparência. Essa polissemia constitui um dos aspectos mais interessantes da construção simbólica do livro. 

Narrativamente, O TERCEIRO OLHO apresenta ritmo menos voltado à ação do que ao desenvolvimento de ideias. A intriga funciona como eixo organizador de uma sucessão de debates políticos, históricos e filosóficos. O suspense nasce menos dos acontecimentos do que da interpretação deles. É um romance que exige do leitor participação intelectual constante, aproximando-se mais da tradição do romance de ideias do que da ficção de entretenimento. 

Sob esse aspecto, Ray Cunha aproxima-se de autores que utilizaram a literatura como instrumento de interpretação histórica e política. O interesse principal da narrativa não está em construir personagens psicologicamente complexos, mas em utilizá-los como agentes de uma reflexão ampla sobre o funcionamento das instituições, os mecanismos invisíveis do poder e os rumos da civilização contemporânea. 

A linguagem é direta, marcada pela experiência jornalística do autor. Não há excessos ornamentais. Predominam frases objetivas, períodos relativamente curtos e argumentação clara. Em muitos momentos, o texto aproxima-se deliberadamente do ensaio político, característica que poderá dividir leitores: aqueles que procuram um romance tradicional talvez sintam que a dimensão narrativa cede espaço à exposição de ideias; já os interessados em ficção política encontrarão justamente aí a maior força da obra. 

Outro mérito reside na arquitetura da trilogia. Os temas desenvolvidos em O CLUBE DOS ONIPOTENTES e aprofundados em O OLHO DO TOURO encontram aqui uma síntese conceitual. A narrativa amplia seu horizonte, deslocando-se da análise institucional para questões relacionadas ao controle da informação, às novas tecnologias, à inteligência artificial, à geopolítica e à própria natureza da percepção humana. 

Naturalmente, a obra também apresenta limitações. Como todo romance fortemente orientado por uma visão de mundo definida, assume posições políticas explícitas que podem ser recebidas de maneiras distintas pelos leitores. Quem discordar das interpretações defendidas pelo autor provavelmente questionará parte das premissas que sustentam a narrativa. Entretanto, essa característica não elimina seu interesse literário; ao contrário, reforça sua vocação de literatura de intervenção, concebida para provocar debate e reflexão. 

Do ponto de vista estético, O TERCEIRO OLHO distingue-se pela ambição intelectual. Poucos romances brasileiros contemporâneos procuram integrar, num mesmo projeto narrativo, geopolítica, filosofia oriental, tecnologia quântica, espionagem, história recente e crítica institucional. Essa amplitude temática confere à obra identidade própria. 

Em última análise, O TERCEIRO OLHO representa o desfecho coerente de uma trilogia concebida como interpretação ficcional do Brasil do século XXI. Independentemente da concordância com suas teses, o romance revela um autor disposto a utilizar a literatura como instrumento de investigação da realidade, recuperando uma tradição em que a ficção não serve apenas para contar histórias, mas também para pensar o mundo. Nesse sentido, Ray Cunha reafirma sua posição como um dos representantes contemporâneos do romance político de ideias, oferecendo ao leitor uma obra que privilegia o debate intelectual sem abrir mão da estrutura romanesca.

domingo, 28 de junho de 2026

Crônica para o cronista Edevaldo Leal da Costa

Belém ganha um cronista e Edevaldo Leal engrandece o Amapá 

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 28 DE JUNHO DE 2026 – Decidi escrever esta crônica depois que li o ensaio: Reflexão melancólica sobre a vida, a obra e o falecimento do poeta Alexei Bueno, confrontando seu cuidado estético clássico com a pressa e a fragmentação do mundo contemporâneo. Nele, Edevaldo Leal, ou como se identifica no Facebook: Leal Kostav, mergulha no que é alta cultura, faz uma apresentação exemplar de Alexei Bueno e escreve uma crônica irrepreensível do que é Belém do Pará, do que é o subúrbio de Belém, do que é o Trópico Úmido. Edevaldo Leal deixa Belém nuazinha. 

Ao mesmo tempo em que discorre sobre Alexei Bueno e a alta cultura, Edevaldo Leal puxa o leitor do ensaio para dentro de Belém, para o calor e a umidade amazônicos. Chove, como sempre, mas dá vontade de tomar tacacá. Só um grande cronista é capaz disso. 

Edevaldo Leal é do Amapá e vivia em Macapá, a capital do Estado, mas foi estudar Direito na Universidade Federal do Pará (UFPa.), em Belém, e nunca mais voltou para Macapá. Quando o conheci, eu tinha 14 anos. Ele é pouco mais velho do que eu. Frequentávamos a casa do poeta Isnard Brandão Lima Filho. 

Edevaldo já era, então, jornalista, cronista e frequentava a noite. Eu começava a garatujar meus primeiros poemas e crônicas. Ele aceitou lê-los, e me ajudou a encontrar a trilha que me levaria ao escritor de romances. Em um momento de desespero, em Belém, ele me acolheu na sua casa, na Cidade Nova, onde morei durante um bom tempo. Um dia, contou-me que ao ler meus primeiros textos sentiu que não havia esperança para mim, que eu jamais seria escritor. 

Mas eu estava determinado a ser escritor. Aliás, é o que sempre fui. Eu sabia que se não pudesse ser escritor não seria nada. Descobri isto aos cinco anos de idade, quando aprendi a ler, afogado em um mar de gibis, revistas ilustradas e livros, no quarto do meu irmão Paulo Cunha. Aos 14 anos, escrevi um poema para a musa Alcinéa Maria Cavalcante; aos 17 anos, publiquei XARDA MISTURADA, com Joy Edson e José Montoril, e nunca mais parei de escrever, embora o jornalismo me ocupasse quase todo o tempo, para poder pôr comida na mesa. 

Edevaldo Leal sempre foi brilhante, mas silencioso. Contudo, as nuvens que lançam sombras sobre a verve do cronista começam a se dissipar e Belém ganha um ensaísta que se sobressai aos seus ruídos, calor e umidade. Leal engrandece o Amapá.