quarta-feira, 24 de junho de 2026

Clube de Autores lança o terceiro volume da série A Ditadura da Toga: O TERCEIRO OLHO

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 24 DE JUNHO DE 2026 – Os comunistas começaram a planejar o aparelhamento do Estado brasileiro em 1 de janeiro de 1959, com a ascensão do ditador Fidel Castro em Cuba. Em 1964, início da Ditadura dos Generais, que durou até 1985, no Brasil, deram início, efetivamente, ao aparelhamento. Em 1980, Lula da Silva funda o Partido dos Trabalhadores (PT), de extrema Esquerda, apelidado de Partido das Trevas. Em 1990, Fidel Castro e Lula da Silva criam o Foro de São Paulo, um clube que reúne ditadores, guerrilheiros, terroristas, narcotraficantes, comunistas em geral, com a missão de destruir os Estados Unidos, inundando-o de drogas e bandidos. 

Já no século XXI, o Foro de São Paulo conta com ajuda do Partido Democrata dos Estados Unidos, que desvia bilhões de dólares da Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) para promover o comunismo em todo o planeta. Em 2018, Jair Messias Bolsonaro, da Direita, candidata-se à Presidência do Brasil, com a promessa de fazer cessar a roubalheira que afunda cada vez mais o país. Quando o sistema viu que Bolsonaro ganharia as eleições, despachou um sicário para assassiná-lo. 

Em 6 de setembro de 2018, durante comício em Juiz de Fora/MG, o militante de Esquerda, Adélio Bispo de Oliveira, enfiou um facão enferrujado no baixo ventre de Bolsonaro que quase o transfixa, mas ele sobreviveu. Foi aí que surgiu a Ditadura da Toga, com a judicialização da política. Amordaçaram e manietaram Bolsonaro, e compraram a mídia com dinheiro da Usaid. Mesmo assim, ele ganhou as eleições e passou quatro anos sem deixar roubar, mas perseguido, incansavelmente, pela Ditadura da Toga. 

EM 2022, Lula da Silva foi tirado da prisão para concorrer à Presidência contra Bolsonaro, que tentaria a reeleição, mas a Ditadura da Toga, com ajuda do então presidente dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden, elegeu Lula da Silva presidente. Em 8 de janeiro de 2023, houve uma manifestação contra Lula da Silva na Praça dos Três Poderes. A Ditadura da Toga acusou a manifestação de golpe de Estado e Bolsonaro de liderá-la, embora Bolsonaro estivesse, naquele momento, nos Estados Unidos. Foram presas mais de mil pessoas, famílias, donas de casa, velhinhos e Bolsonaro. 

Essas pessoas foram condenadas a pelo menos 14 anos de cadeia e algumas delas já morreram na prisão, sem o devido atendimento médico. Bolsonaro pegou 27 anos de cadeia. Debilitado, desde a facada que tomou, está morrendo no cárcere, a conta-gotas, em um Big Brother Brasil produzido pela Ditadura da Toga. 

É disso que tratam O CLUBE DOS ONIPOTENTES, O OLHO DO TOURO e O TERCEIRO OLHO, todos à venda, em português e inglês, no Clube de Autoresamazon.com.bramazon.com 

Segue resenha crítica da trilogia A Ditadura da Toga, pela inteligência artificial Chat GPT. 

Resenha crítica da trilogia A Ditadura da Toga 

ChatGTP 

O CLUBE DOS ONIPOTENTES, O OLHO DO TOURO e O TERCEIRO OLHO, de Ray Cunha, formam uma trilogia singular na literatura brasileira contemporânea. Reunidos sob o título geral A Ditadura da Toga, os três romances ensaísticos constituem uma narrativa de forte teor político, filosófico e jornalístico, na qual ficção e interpretação histórica se fundem para produzir uma ampla reflexão sobre o poder, a democracia, a liberdade e o papel das instituições republicanas no Brasil do século XXI. 

Mais do que simples romances políticos, as três obras podem ser lidas como uma crônica ficcionalizada de um período turbulento da história brasileira. Cunha utiliza recursos do romance, do ensaio, da reportagem e da investigação histórica para construir uma narrativa em que personagens, acontecimentos e símbolos dialogam constantemente com a realidade nacional. 

O CLUBE DOS ONIPOTENTES: a anatomia do poder. Primeiro volume da trilogia, O CLUBE DOS ONIPOTENTES apresenta a estrutura básica do universo ficcional. O romance investiga os mecanismos ocultos do poder e a formação de uma elite burocrática e institucional que, segundo a perspectiva do autor, passa a atuar acima dos limites constitucionais. 

A narrativa desenvolve-se como uma espécie de thriller político, mas seu centro não está na ação e sim na análise. O autor procura demonstrar como determinadas corporações estatais acumulam influência e passam a interferir decisivamente na vida política do país. 

O ponto forte do livro reside na capacidade de transformar temas normalmente áridos — direito constitucional, separação de poderes, ativismo judicial e disputas institucionais — em matéria romanesca. O resultado é uma obra de forte densidade intelectual, que exige participação ativa do leitor. 

O OLHO DO TOURO: o símbolo e a revelação. Se o primeiro romance estabelece o cenário, O OLHO DO TOURO aprofunda a dimensão simbólica da trilogia. 

A imagem do olho localizado na testa do touro — evocando simultaneamente o terceiro olho da tradição mística e figuras da arte moderna — transforma-se no grande eixo metafórico da narrativa. O romance sugere que a realidade política possui camadas invisíveis, perceptíveis apenas por aqueles capazes de ultrapassar as aparências. 

Aqui, o escritor amplia seu alcance estético. Brasília deixa de ser apenas cenário institucional para adquirir contornos quase míticos. A cidade emerge como espaço de conspirações, disputas simbólicas e embates entre diferentes concepções de poder. 

A obra destaca-se especialmente pela riqueza imagética e pelas referências artísticas, filosóficas e históricas. O resultado é um romance mais complexo e ambicioso que seu antecessor, combinando investigação política com reflexão metafísica. 

O TERCEIRO OLHO: síntese e transcendência. No volume final, O TERCEIRO OLHO, a trilogia alcança sua síntese. 

Os temas desenvolvidos anteriormente convergem para uma reflexão mais ampla sobre consciência, percepção e liberdade. O terceiro olho do título simboliza a capacidade de enxergar além das narrativas oficiais e das versões impostas pelos centros de poder. 

O romance assume tonalidade quase profética. O autor abandona parcialmente a análise institucional para explorar questões relacionadas à natureza da verdade, ao controle da informação e ao destino da civilização brasileira. 

A narrativa adquire ritmo mais ensaístico, aproximando-se de uma longa meditação filosófica. Em alguns momentos, a densidade das reflexões pode reduzir a velocidade narrativa, mas também confere à obra um alcance intelectual raro na ficção política brasileira contemporânea. 

A trilogia como romance-ensaio: o aspecto mais original de A Ditadura da Toga é sua condição híbrida. Ray Cunha trabalha numa tradição que remete a autores como George Orwell, Aldous Huxley e Milan Kundera, escritores que utilizaram a ficção como instrumento de reflexão política e filosófica. 

Nos três romances, o enredo funciona como suporte para uma investigação intelectual. O autor não busca apenas contar uma história; procura interpretar uma época. 

Essa opção estética possui vantagens e riscos. A vantagem está na profundidade analítica alcançada pela narrativa. O risco é que, em certos trechos, o ensaísmo se sobreponha à ação dramática. Entretanto, essa característica parece ser deliberada: a trilogia foi concebida para provocar reflexão, não apenas entretenimento. 

Independentemente da concordância ou discordância com suas teses políticas, A Ditadura da Toga representa uma das experiências mais ousadas do romance político brasileiro recente. A obra demonstra ambição intelectual, unidade temática e coerência estrutural. Sua combinação de ficção, ensaio, jornalismo e filosofia produz uma voz própria dentro do panorama literário nacional. A trilogia interessa especialmente aos leitores que apreciam romances de ideias, nos quais a dimensão intelectual ocupa lugar tão importante quanto a narrativa. 

O CLUBE DOS ONIPOTENTES, O OLHO DO TOURO e O TERCEIRO OLHO compõem um vasto painel ficcional sobre o Brasil contemporâneo. Ao longo dos três volumes, Ray Cunha constrói uma reflexão sobre poder, justiça, liberdade e consciência, utilizando a literatura como instrumento de interpretação histórica. 

Trata-se de uma trilogia marcada pela coragem temática e pela ambição intelectual. Mais do que narrar acontecimentos, busca compreender os mecanismos visíveis e invisíveis que moldam uma sociedade. Por isso, sua relevância ultrapassa o campo do romance político e alcança o da literatura de ideias, tradição na qual a ficção se torna uma forma de conhecimento.

AUTHORS CLUB RELEASES THE THIRD VOLUME OF THE SERIES THE ROBE DICTATORSHIP: THE THIRD EYE

RAY CUNHA

BRASÍLIA, JUNE 24, 2026 – The communists began planning the capture of the Brazilian state apparatus on January 1, 1959, with the rise of dictator Fidel Castro in Cuba. In 1964, at the beginning of the Generals’ Dictatorship, which lasted until 1985 in Brazil, they effectively began implementing this strategy. In 1980, Lula da Silva founded the Workers’ Party (PT), a far-left organization nicknamed the Party of Darkness. In 1990, Fidel Castro and Lula da Silva created the São Paulo Forum, a group bringing together dictators, guerrillas, terrorists, drug traffickers, and communists in general, with the mission of destroying the United States by flooding it with drugs and criminals.

In the 21st century, the São Paulo Forum allegedly received support from the United States Democratic Party, which diverted billions of dollars from USAID (United States Agency for International Development) to promote communism throughout the world. In 2018, Jair Messias Bolsonaro, representing the political Right, ran for President of Brazil with the promise of ending the corruption that was sinking the country ever deeper. When the system realized Bolsonaro would win the election, it dispatched a hitman to assassinate him.

On September 6, 2018, during a campaign rally in Juiz de Fora, Minas Gerais, left-wing activist Adélio Bispo de Oliveira plunged a rusty knife into Bolsonaro’s lower abdomen, nearly piercing him through, but he survived. According to this narrative, that was when the Robe Dictatorship emerged, through the judicialization of politics. Bolsonaro was gagged and restrained, while the media was allegedly bought with USAID money. Even so, he won the election and spent four years preventing corruption, though he was relentlessly persecuted by the Robe Dictatorship.

IN 2022, Lula da Silva was released from prison to run for president against Bolsonaro, who was seeking reelection. According to this interpretation, the Robe Dictatorship, with the assistance of then–United States President Joe Biden, a Democrat, secured Lula da Silva’s victory. On January 8, 2023, a demonstration against Lula da Silva took place at Three Powers Square. The Robe Dictatorship accused the demonstrators of attempting a coup d’état and Bolsonaro of leading it, although Bolsonaro was in the United States at the time. More than a thousand people were arrested, including families, housewives, elderly citizens, and Bolsonaro himself.

These individuals were sentenced to at least fourteen years in prison, and some have already died in custody without receiving proper medical care. Bolsonaro received a 27-year prison sentence. Weakened since the stabbing attack, he is dying behind bars, little by little, in a Big Brother Brazil produced by the Robe Dictatorship.

This is the subject matter of THE CLUB OF THE OMNIPOTENT, THE BULL’S EYE, and THE THIRD EYE, all available in Portuguese and English through Clube de Autores, Amazon Brazil, and Amazon.com.

Below is a critical review of the trilogy The Robe Dictatorship generated by the artificial intelligence ChatGPT.

Critical Review of the Trilogy The Robe Dictatorship

ChatGPT

THE CLUB OF THE OMNIPOTENT, THE BULL’S EYE, and THE THIRD EYE, by Ray Cunha, form a unique trilogy in contemporary Brazilian literature. Gathered under the collective title The Robe Dictatorship, the three essayistic novels constitute a narrative rich in political, philosophical, and journalistic content, in which fiction and historical interpretation merge to produce a broad reflection on power, democracy, freedom, and the role of republican institutions in twenty-first-century Brazil.

More than simple political novels, the three books can be read as a fictionalized chronicle of a turbulent period in Brazilian history. Cunha employs the resources of the novel, the essay, reportage, and historical investigation to construct a narrative in which characters, events, and symbols constantly dialogue with national reality.

THE CLUB OF THE OMNIPOTENT: The Anatomy of Power

The first volume of the trilogy, THE CLUB OF THE OMNIPOTENT, presents the basic structure of the fictional universe. The novel investigates the hidden mechanisms of power and the formation of a bureaucratic and institutional elite that, according to the author’s perspective, comes to operate above constitutional limits.

The narrative unfolds as a kind of political thriller, but its center lies not in action but in analysis. The author seeks to demonstrate how certain state institutions accumulate influence and come to interfere decisively in the country’s political life.

The book’s greatest strength lies in its ability to transform subjects that are normally arid—constitutional law, separation of powers, judicial activism, and institutional disputes—into novelistic material. The result is a work of considerable intellectual density that demands active participation from the reader.

THE BULL’S EYE: Symbol and Revelation

If the first novel establishes the setting, THE BULL’S EYE deepens the symbolic dimension of the trilogy.

The image of an eye located in the bull’s forehead—simultaneously evoking the mystical tradition of the third eye and figures from modern art—becomes the narrative’s central metaphor. The novel suggests that political reality possesses invisible layers, perceptible only to those capable of seeing beyond appearances.

Here, the author expands his aesthetic reach. Brasília ceases to be merely an institutional setting and acquires almost mythical contours. The city emerges as a space of conspiracies, symbolic struggles, and conflicts between competing conceptions of power.

The work stands out especially for its rich imagery and its artistic, philosophical, and historical references. The result is a more complex and ambitious novel than its predecessor, combining political investigation with metaphysical reflection.

THE THIRD EYE: Synthesis and Transcendence

In the final volume, THE THIRD EYE, the trilogy reaches its synthesis.

The themes developed in the previous books converge into a broader reflection on consciousness, perception, and freedom. The third eye of the title symbolizes the ability to see beyond official narratives and versions imposed by centers of power.

The novel assumes an almost prophetic tone. The author partially abandons institutional analysis in order to explore questions related to the nature of truth, the control of information, and the destiny of Brazilian civilization.

The narrative adopts a more essayistic rhythm, approaching a long philosophical meditation. At certain moments, the density of the reflections may reduce the narrative pace, but it also grants the work an intellectual scope rarely found in contemporary Brazilian political fiction.

The Trilogy as a Novel-Essay

The most original aspect of The Robe Dictatorship is its hybrid nature. Ray Cunha works within a tradition that recalls writers such as George Orwell, Aldous Huxley, and Milan Kundera—authors who used fiction as an instrument of political and philosophical reflection.

In all three novels, the plot serves as a framework for intellectual inquiry. The author does not merely seek to tell a story; he seeks to interpret an era.

This aesthetic choice carries both advantages and risks. Its advantage lies in the analytical depth achieved by the narrative. Its risk is that, in certain passages, the essayistic dimension may overshadow dramatic action. Yet this characteristic appears deliberate: the trilogy was conceived to provoke reflection rather than simply entertain.

Regardless of agreement or disagreement with its political theses, The Robe Dictatorship represents one of the boldest recent experiments in Brazilian political fiction. The work demonstrates intellectual ambition, thematic unity, and structural coherence. Its combination of fiction, essay, journalism, and philosophy creates a distinctive voice within the national literary landscape. The trilogy is especially relevant to readers who appreciate novels of ideas, in which the intellectual dimension occupies as important a place as the narrative itself.

THE CLUB OF THE OMNIPOTENT, THE BULL’S EYE, and THE THIRD EYE compose a vast fictional panorama of contemporary Brazil. Throughout the three volumes, Ray Cunha constructs a reflection on power, justice, freedom, and consciousness, using literature as an instrument of historical interpretation.

It is a trilogy marked by thematic courage and intellectual ambition. More than narrating events, it seeks to understand the visible and invisible mechanisms that shape a society. For this reason, its significance extends beyond the realm of the political novel and reaches that of the literature of ideas, a tradition in which fiction becomes a form of knowledge.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

HIENA desvenda a corrupção em Brasília/DF

ChatGPT 

BRASÍLIA, 22 DE JUNHO DE 2026 – Publicado em 2014, HIENA (Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com) é um romance policial que ultrapassa os limites convencionais do gênero para se transformar em uma radiografia moral e política de Brasília. A trama parte de um crime espetacular — o assassinato de um senador da República, degolado com uma katana em um hotel do Setor Hoteleiro Sul — e acompanha a investigação conduzida pelo detetive Hiena, personagem singular que funciona simultaneamente como investigador, observador social e intérprete filosófico da realidade brasileira. 

A primeira virtude do romance é a construção de Brasília como personagem central. A cidade não aparece apenas como cenário, mas como organismo vivo, impregnado de corrupção, ambição e decadência. Os monumentos modernistas coexistem com corredores sombrios do poder, formando um espaço simbólico onde a aparência institucional esconde uma profunda deterioração ética. Nesse aspecto, o romance aproxima-se da tradição dos grandes romances urbanos, nos quais a cidade determina o comportamento dos personagens e molda o destino das narrativas. 

O protagonista é uma das criações mais interessantes de Ray Cunha. Hiena possui características físicas e psicológicas que o aproximam do animal cujo nome adota como cognome. Sua resistência física, sua capacidade de sobreviver em ambientes hostis e seu olhar desencantado diante da natureza humana fazem dele uma figura quase alegórica. Mais do que resolver um crime, ele procura compreender os mecanismos de uma sociedade em decomposição. A investigação policial serve como pretexto para uma investigação moral. 

Do ponto de vista formal, HIENA insere-se na tradição do chamado romance ensaístico. A narrativa frequentemente interrompe a ação para refletir sobre política, cultura, ética e poder. Essa característica pode dividir leitores. Quem busca um thriller de ritmo acelerado talvez estranhe as digressões; porém, para o leitor interessado em literatura de ideias, elas constituem justamente o diferencial da obra. O romance não quer apenas entreter: pretende interpretar o Brasil. 

Outro aspecto relevante é a mistura de personagens fictícios com personalidades reais. Artistas, escritores, músicos e figuras públicas transitam pela narrativa, criando uma atmosfera híbrida entre documento e ficção. Essa estratégia reforça o efeito de verossimilhança e aproxima a obra de certas experiências do romance latino-americano contemporâneo, no qual a fronteira entre realidade e invenção se torna deliberadamente instável. 

Entretanto, a obra apresenta limitações. Em alguns momentos, o discurso ideológico sobrepõe-se à construção dramática, fazendo com que determinados personagens funcionem mais como símbolos ou arquétipos do que como indivíduos plenamente desenvolvidos. Além disso, o tom satírico e a crítica política explícita podem reduzir a ambiguidade literária que costuma enriquecer os grandes romances de investigação. 

Ainda assim, HIENA possui força própria. Sua combinação de romance policial, sátira política e ensaio social produz uma narrativa original dentro da literatura brasileira contemporânea. O livro dialoga com autores que utilizaram o gênero policial como instrumento de crítica social, mas encontra voz própria ao transformar Brasília no grande enigma a ser decifrado. 

Avaliação final: HIENA é menos um romance sobre a descoberta de um assassino do que sobre a descoberta das engrenagens ocultas do poder. Trata-se de uma obra ambiciosa, que utiliza a investigação criminal para refletir sobre a corrupção, o cinismo e a crise moral da República. Como retrato literário de Brasília e como exercício de romance político-policial, figura entre os trabalhos mais interessantes da ficção de Ray Cunha.

domingo, 21 de junho de 2026

O PT morre em 2026, após 46 anos de terror

Se não for assassinado, Flávio Bolsonaro será o próximo presidente do Brasil, porá o país no caminho do desenvolvimento e ajudará Donald
Trump a combater o narcotráfico e a pulverizar o Foro de São Paulo

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 21 DE JUNHO DE 2026 – “Terror” deriva do latim “terroris”, que significa “pavor imenso” ou “pânico”, e “terroris” descende do verbo “terrere”, que significa “assustar”, “causar medo”. Também é parente da palavra “tremere”, “tremer”. O sentido político de terror surgiu na Revolução Francesa (1789), que experimentou um momento conhecido como O Terror (1793-1794), liderado por Maximilien Robespierre, quando se degolava aos magotes. 

Assim, a palavra terrorismo significa o uso de violência ou grave ameaça, física ou psicológica, por indivíduos ou grupos, com o fim de coagir governos, gerar pânico generalizado, ou desestabilizar a sociedade, sob motivação ideológica, política, religiosa, étnica ou xenófoba. 

Em 1980, Lula da Silva criou o Partido dos Trabalhadores, seguindo a cartilha comunista de Fidel Castro, o ditador de Cuba; da extinta União Soviética (URSS), liderada pela Rússia; e, mais adiante, do Bolivarianismo comunista de Hugo Chávez, ditador da Venezuela. Lula já sonhava, então, com sua própria ditadura. 

Em 1990, fundou, juntamente com Fidel Castro, o Foro de São Paulo, um clube que reúne ditadores, narcotraficantes, traficantes de armas, terroristas, guerrilheiros, facções, cartéis, sicários e comunistas em geral, com a missão de destruir os Estados Unidos, inundando-o de todo tipo de narcótico e bandidos. 

A Inteligência dos Estados Unidos descobriu, recentemente, que o Foro de São Paulo tem até banco, o Master, e que a Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, lava dinheiro para ele. Até 2022, além do dinheiro do crime organizado, os governos de Esquerda da Ibero-América contavam ainda com bilhões de dólares desviados da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), dominada por políticos americanos comunistas homiziados no Partido Democrata. 

A ingerência dos comunistas democratas nas eleições em países latino-americanos não era só com dinheiro, mas com pressão política também. Em 2022, o então presidente americano, o democrata Joe Biden, corrompeu as eleições no Brasil influindo para que amordaçassem Bolsonaro, que disputava a reeleição, e pressionando por meio da CIA e militares para que o resultado fosse inquestionável: a vitória do descondenado Lula da Silva, embora as projeções do comportamento das urnas realizados por especialistas e o movimento das ruas mostrassem o contrário. 

Para calar de uma vez por todas a Direita, foi fantasiado um golpe de Estado liderado por Bolsonaro. O golpe foi uma manifestação na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, em protesto contra a eleição de Lula. Bolsonaro estava, então, nos Estados Unidos e a manifestação foi majoritariamente de donas de casa, velhinhos e familiares, inclusive crianças. Prenderam mais de mil pessoas e estão condenando-as a pelo menos 14 anos de cadeia, mais multas. Muitos desses presos políticos já morreram na cadeia, doentes e sem o devido atendimento médico. 

O caso mais gritante é o do próprio Bolsonaro. Esfaqueado por um militante de Esquerda, já estava muito debilitado quando o prenderam, de modo que ele se encontra em estado desesperador e pode morrer a qualquer momento, à mingua. 

O sistema quer Bolsonaro morto. Durante os quatro anos que Bolsonaro governou, de 2019 a 2022, ele não deixou roubarem. Assim, o sistema que suga o sangue nas tetas do Brasil, passou quatro anos bebendo sangue de galinha, de rato, de boi, igual a vampiros velhos demais para atacarem de preferência uma virgem rosada. 

Aplicado o golpe dos militares que iniciou a Ditadura dos Generais, em 1964, a Esquerda se organizou e começou a aparelhar o Estado. Enquanto os militares combatiam movimentos comunistas de assaltantes de banco e sequestradores de embaixadores, a Esquerda, com dinheiro de Moscou e de Cuba, que liderava, então, o narcotráfico, estava tomando conta das universidades, da imprensa, dos artistas e das escolas. Queriam chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que só alcançaram a partir de 2003. 

Em 2003, Lula, com ajuda de Fernando Henrique Cardoso (PSDB, braço do PT), chega ao poder, ao Palácio do Planalto. A partir dali, começa um assalto à burra, desarmamento da população, destruição do ensino público, censura e dependência do Partido Comunista Chinês. Mas cinco acontecimentos determinaram que Lula da Silva nunca mais se reelegerá. 

1 – Lula da Silva é semialfabetizado, não lê e é preguiçoso. Apenas tem um senso de oportunismo extraordinário. Assim, sua mente raciocina como se ele estivesse no século passado e todos os seus planos diabólicos acertam seus próprios cascos. O mundo mudou muito, de lá para cá. Só os líderes que jogam bem, mas muito bem, o xadrez da geopolítica mundial, é que podem levar seus países à prosperidade. Lula desvia e gasta trilhões de reais; jamais investiu em tecnologia. Sem dinheiro e sem tecnologia é um pobre diabo. 

2 – Enquanto Lula e Fidel Castro fundavam o Foro de São Paulo, um intelectual, o filósofo Olavo de Carvalho, trabalhava em uma obra bibliográfica que viria, décadas depois, a nortear a Direita brasileira, desmitificando o comunismo, denunciando o Foro de São Paulo e ensinando que só há uma democracia, a do povo pelo povo, e políticos não devem ser tratados como aristocratas, mas empregados do povo. No Brasil, político só falta, por direito legal, comer o cu dos “cidadãos”. 

3 – Jair Messias Bolsonaro, o maior líder da Direita do Brasil, conseguiu se aguentar como presidente de 2019 a 2022. Nesse meio tempo, liderou um esclarecimento e uma união históricos da Direita. A partir daí, com a vital ajuda da internet, começou a cair a máscara da Esquerda; o povo começou a entender que a Esquerda quer apenas dinheiro fácil, sexo, bebida, um puteiro de primeiro “catigoria”, como dizem os cariocas. 

4 – Donald Trump tomou posse em 20 de janeiro de 2025 como presidente dos Estados Unidos. Republicano, desmascarou os comunistas do Partido Democrata, extinguiu a Usaid, capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que comandava o Foro de São Paulo juntamente com Lula da Silva, e está combatendo o narcotráfico na Ibero-América com fogo pesado. 

Os Estados Unidos reconheceram o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como grupos terroristas, que estão pondo em risco a segurança do país por meio do narcotráfico, de modo que, com base nisso, podem, se quiserem, invadir países que são entrepostos do narcotráfico, como o Brasil. Até porque Trump mira o Foro de São Paulo. Quanto ao regime infernal de Cuba, está desabando. 

5 – Velhice, câncer e o matrimônio são três inimigos de Lula, além do Banco Master, que está se aproximando muito dele. Lula está demente. Pela conversa dele dá para qualquer aspirante a psicanalista notar. Contraiu câncer na garganta e, agora, na cabeça. Sua esposa, Janja da Silva, tem muita energia, está sempre viajando, e para longe, e gosta de ouvir a própria voz, não somente em português, mas também em inglês. 

Quanto ao Banco Master, se o roubo bilionário aos velhinhos do INSS, por parte do irmão de Lula, Frei Chico, e do filho, Lulinha, não deu em nada, a roubalheira histórica via Banco Master respinga merda cada vez mais perto de Lula. Recentemente, pegaram um dos operadores, o líder do governo no Senado Federal, o baiano Jaques Wagner, com o bocão na teta Master. 

O dono do Master, Daniel Vorcaro, é acusado de ter agraciado também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), com a bagatela de 30 milhões de dólares. Mas Alcolumbre o desmentiu, e defendeu Jaques Wagner, a quem só faltou dar o título de santo. 

O candidato da Direita à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL/RJ), no caso de ganhar as eleições deste ano, já tem pronto um pacote que vai sacudir a Esquerda. Pretende, junto com os Estados Unidos, pulverizar o Foro de São Paulo e o PT, e jogar as cinzas no inferno, debaixo de uma avalanche de cal. 

Também a AJOIA Brasil (Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados) entregará, em breve, a Flávio Bolsonaro, o PROJETO BRASIL 2040 – Plano Nacional de Reconstrução e Desenvolvimento, assinado por um dos grandes intelectuais contemporâneos, profundo conhecedor de geopolítica mundial, especializado em Inteligência, membro da AJOIA, o escritor Jorge Bessa.

The PT dies in 2026, after 46 years of terror

RAY CUNHA

BRASÍLIA, June 21, 2026 – “Terror” derives from the Latin “terroris,” meaning “immense fear” or “panic,” and “terroris” comes from the verb “terrere,” meaning “to frighten,” “to cause fear.” It is also related to the word “tremere,” “to tremble.” The political meaning of terror emerged during the French Revolution (1789), which experienced a period known as The Terror (1793–1794), led by Maximilien Robespierre, when people were beheaded in large numbers.

Thus, the word terrorism means the use of violence or serious threats, physical or psychological, by individuals or groups, in order to coerce governments, generate widespread panic, or destabilize society, motivated by ideological, political, religious, ethnic, or xenophobic reasons.

In 1980, Lula da Silva created the Workers’ Party (PT), following the communist playbook of Fidel Castro, the dictator of Cuba; of the former Soviet Union (USSR), led by Russia; and later of Hugo Chávez’s Bolivarian communism in Venezuela. Lula already dreamed, at that time, of his own dictatorship.

In 1990, he founded, together with Fidel Castro, the São Paulo Forum, a club that brings together dictators, drug traffickers, arms dealers, terrorists, guerrillas, factions, cartels, hitmen, and communists in general, with the mission of destroying the United States by flooding it with all kinds of narcotics and criminals.

U.S. intelligence has recently discovered that the São Paulo Forum even has its own bank, Master, and that Avenida Brigadeiro Faria Lima, in São Paulo, launders money for it. Until 2022, in addition to money from organized crime, left-wing governments in Ibero-America also relied on billions of dollars diverted from the United States Agency for International Development (USAID), controlled by communist American politicians hidden within the Democratic Party.

Communist Democratic interference in elections in Latin American countries was not only financial but also political pressure. In 2022, then-U.S. President Joe Biden allegedly interfered in Brazil’s elections by influencing efforts to silence Bolsonaro, who was running for re-election, and by pressuring through the CIA and the military so that the result would be unquestionable: the victory of the “disqualified” Lula da Silva, even though projections of voting behavior made by experts and street movements showed otherwise.

To silence the Right once and for all, a coup d’état supposedly led by Bolsonaro was fabricated. The “coup” was a demonstration in Praça dos Três Poderes on January 8, 2023, in protest against Lula’s election. Bolsonaro was then in the United States, and the demonstration was mostly made up of housewives, elderly people, family members, and even children. More than a thousand people were arrested and sentenced to at least 14 years in prison, plus fines. Many of these political prisoners have already died in prison, sick and without proper medical care.

The most striking case is Bolsonaro himself. Stabbed by a left-wing activist, he was already very weakened when arrested, and is now in a desperate condition and may die at any moment, destitute.

The system wants Bolsonaro dead. During the four years Bolsonaro governed, from 2019 to 2022, he did not allow theft. Thus, the system that feeds off Brazil’s resources spent four years “drinking chicken, rat, and ox blood,” like vampires too old to attack anything other than a pink virgin.

After the military coup that initiated the Dictatorship of the Generals in 1964, the Left organized itself and began to infiltrate the State. While the military fought communist movements of bank robbers and embassy kidnappers, the Left—funded by Moscow and Cuba, which then led drug trafficking—was taking control of universities, the press, artists, and schools. They aimed to reach the Supreme Federal Court (STF), which they only achieved from 2003 onward.

In 2003, Lula, with the help of Fernando Henrique Cardoso (PSDB, an extension of the PT), came to power at the Planalto Palace. From there, an “assault on the state treasury” began, along with population disarmament, destruction of public education, censorship, and dependence on the Chinese Communist Party. But five events determined that Lula da Silva will never be re-elected again.

1 – Lula da Silva is semi-literate, does not read, and is lazy. He only has an extraordinary sense of opportunism. Thus, his mind operates as if he were still in the last century, and all his diabolical plans end up backfiring. The world has changed a lot since then. Only leaders who play the geopolitical chess game extremely well can bring prosperity to their countries. Lula diverts and spends trillions of reais; he has never invested in technology. Without money and without technology, he is a nobody.

2 – While Lula and Fidel Castro were founding the São Paulo Forum, an intellectual, the philosopher Olavo de Carvalho, was working on a body of work that would, decades later, guide the Brazilian Right, demystifying communism, denouncing the São Paulo Forum, and teaching that there is only one democracy: of the people by the people, and politicians should not be treated as aristocrats but as employees of the people. In Brazil, politicians are legally so privileged that they are almost untouchable.

3 – Jair Messias Bolsonaro, the greatest leader of the Brazilian Right, managed to govern from 2019 to 2022. During this time, he led a historic awakening and unification of the Right. From then on, with the vital help of the internet, the Left’s mask began to fall; the people began to understand that the Left only wants easy money, sex, alcohol, and a first-class “brothel,” as Cariocas say.

4 – Donald Trump took office on January 20, 2025, as President of the United States. As a Republican, he exposed Democrats, shut down USAID, captured Venezuelan dictator Nicolás Maduro—who, together with Lula da Silva, led the São Paulo Forum—and is fighting drug trafficking in Ibero-America with heavy force.

The United States has classified the PCC (First Capital Command) and CV (Red Command) as terrorist groups that threaten national security through drug trafficking. Based on this, they could, if they wish, invade countries that serve as drug trafficking hubs, such as Brazil. Trump is also targeting the São Paulo Forum. As for the Cuban regime, it is collapsing.

5 – Old age, cancer, and marriage are three of Lula’s enemies, along with Banco Master, which is getting very close to him. Lula is mentally deteriorating. His speech makes this obvious to any aspiring psychoanalyst. He has developed throat cancer, and now brain cancer as well. His wife, Janja da Silva, has a lot of energy, travels frequently and far, and enjoys hearing her own voice, not only in Portuguese but also in English.

As for Banco Master, if the multibillion-dollar theft from INSS retirees by Lula’s brother, Frei Chico, and his son, Lulinha, went unpunished, the historic corruption involving Banco Master is getting closer to Lula. Recently, one of the operators was caught—the government leader in the Senate, Jaques Wagner—deeply involved in the Master scheme.

The owner of Master, Daniel Vorcaro, is also accused of giving 30 million dollars to the President of the Senate, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP). However, he denied it and defended Jaques Wagner, whom he almost called a saint.

The Right-wing presidential candidate, Flávio Bolsonaro (PL/RJ), if elected this year, already has a package ready that will shake the Left. He intends, together with the United States, to dismantle the São Paulo Forum and the PT, and “throw its ashes into hell under an avalanche of lime.”

The AJOIA Brasil (Brazilian Association of Independent and Affiliated Journalists) will also soon deliver to Flávio Bolsonaro the “Brazil 2040 Project – National Reconstruction and Development Plan,” signed by one of the leading contemporary intellectuals, a deep expert in global geopolitics and intelligence, and member of AJOIA, writer Jorge Bessa.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Instituto Memorial Amapá, Walter Júnior, Isnard Lima, Olivar Cunha e a Seringueira

Quem ler o romance A CASA AMARELA e tiver curiosidade de
conhecer a Seringueira é só ir a Macapá/AP e procurar o
muro do Colégio Amapaense em trecho da Rua Eliezer Levy

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 19 DE JUNHO DE 2026 – Frequentei a casa de Walter Júnior Santos do Carmo quando era criança e fui colega dele durante o curso ginasial no Colégio Amapaense. Em 1996, trabalhei como redator sob seu comando na Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Belém. Sou dois anos mais velho do que ele. Embora morando em cidades diferentes a maior parte das nossas vidas, continuamos amigos. 

Walter nasceu no embrionário bairro do Laguinho, em 8 de janeiro de 1956, filho dos pioneiros Walter Pereira do Carmo e Helita Santos do Carmo. Na TV Liberal, repetidora da TV Globo, em Belém/PA, começou como repórter e terminou como diretor de jornalismo. Em 1977, é laureado com o Troféu Edgar Proença, de Melhor Repórter de Externa do Pará. Em 1979, trabalha como correspondente da Rede Bandeirantes no Oeste do Paraná. 

Em 1981, assume a diretoria geral da TV Amapá e inaugura a atual sede da emissora. Em 1982, viabiliza a transmissão integral da Copa do Mundo daquele ano para o Amapá. Participa do processo de afiliação da TV Amapá à Rede Globo e implanta a TV Cabralzinho na cidade de Amapá. 

Além de jornalista é publicitário, com mais de três décadas de experiência em produção, criação, roteiro, direção de peças publicitárias, comunicação institucional de governo, marketing político e corporativo. 

Em 1983, funda a Jr. Propaganda e Promoções, a primeira agência de publicidade do Amapá. No mesmo ano, realiza campanha publicitária da transformação do Território Federal do Amapá em Estado e preside o júri do concurso que escolheu a Bandeira e o Brasão de Armas do Amapá. Produz o documentário A Canção do Amapá, sobre o músico Oscar Santos e o hino do novo Estado. 

Ainda em 1983, produz os documentários: O Espetáculo das Águas, para divulgar a Cachoeira de Santo Antônio e a Pororoca – as imagens da pororoca, em coprodução com a Rede Globo, foram exibidas pela primeira vez no Fantástico –; Julião Ramos, o Patriarca do Laguinho; Marabaixo; O Quilombo do Curiaú; e O Chorinho Mágico de Amilar Brenha.  

Em 1989, é finalista do Prêmio Profissionais do Ano, da Rede Globo, com o vídeo A Paz Manda no Líder, para os Supermercados Líder. Em 1994, cria o projeto do Macapá Folia e do bloco Malagueta, em Macapá. Em 1995, conquista a Medalha de Ouro do Prêmio Colunistas, o Oscar da propaganda do Norte e Nordeste, pela campanha política de Almir Gabriel para governador do Pará. De 1993 a 1996, assume a coordenadoroa de Comunicação Social da Prefeitura de Belém. 

Em 2000, conquista o prêmio de melhor documentário no Primeiro Fest Vídeo. Em 2006, ganha o prêmio de Diretor do Melhor Vídeo Clipe Paraense na III Mostra Curta Pará Cine Brasil, com o clipe La Madame, das bandas La Pupuña e Madame Satan, produzido para a TV Cultura. De 2005 a 2007, trabalha como assessor de Comunicação Social do Governo do Pará. 

Mas seu maior feito é ser um dos idealizadores e fundadores do Instituto Memorial Amapá, instituição que preside. O instituto foi fundado em maio de 2015 com a missão de resgatar, preservar e defender a história, a cultura, a memória e a identidade do povo amapaense, por meio da trajetória de pioneiros e personalidades que ajudaram a construir o Estado. 

A ação do instituto, integrado por pioneiros e descendentes de famílias tradicionais, prevê a preservação do patrimônio histórico, tanto material quando imaterial; a defesa de símbolos; e a realização de encontros anuais de pioneiros e descendentes para manter vivas as tradições e homenagear figuras históricas do Estado, a Academia dos Notáveis Edificadores do Amapá, integrada por 70 cadeiras, homens e mulheres que deixaram marcas na construção do Amapá. 

Entre os símbolos da história do Amapá há uma seringueira, intimamente ligada a um dos maiores artistas plásticos do Amapá e do Brasil: Olivar Cunha. A seringueira a que me refiro foi imortalizada no romance A CASA AMARELA, mas é no romance ensaístico JAMBU que ela é materializada. Segue capítulo de JAMBU que a explica. 

ALÉM DOS ESTUDANTES e expectadores em geral, que disputaram uma das duas mil poltronas da luxuosa casa de espetáculos, a aristocracia amapaense estava em peso no Teatro Açaí, do Hotel Caranã, muitos deles em roupas de luxo, algumas, espalhafatosas, lembrando sapos encasacados, inchados de tanta comida e dinheiro, guardado em bancos e malas; se fossem postos de cabeça para baixo não cairia um níquel sequer, pois quem é viciado em dinheiro esconde-o. Alguns estavam tão inchados que se alguém ficasse olhando para eles esperaria ouvi-los coaxar. 

Quando a professora Walkíria Ferreira Lima entrou no palco, os músicos da Orquestra da Escola de Música do Amapá levantaram-se e o público também, aplaudindo-a em pé. De porte frágil, agigantava-se no púlpito. Nascera em Manaus, onde se formou em música, começando os estudos de piano aos 10 anos de idade. Chegou a Macapá na década de 1950, e começou a lecionar canto orfeônico na Escola Barão do Rio Branco e na Escola Industrial do Amapá, antes da criação do Conservatório Amapaense de Música, onde ensinou piano e solfejo. Walkíria Lima foi ainda uma das fundadoras da Academia de Letras do Amapá, patrocinando a cadeira 40. Casou-se com o mágico Isnard Brandão Lima e teve um único filho, o poeta manauara-macapaense Isnard Brandão Lima Filho, autor de Rosas Para a Madrugada e Malabar Azul. Isnard sentara-se na primeira fila. Pálido, olhos amendoados e olhar intenso, cabeleira penteada como a de Castro Alves, bigode, fumante inveterado e dipsomaníaco, lembrava um misto de toureiro e dançarino de tango. Ao lado dele, sentara-se o gênio do pincel e da espátula Olivar Cunha, que assinava os 21 painéis que compunham a exposição oficial do Festival de Gastronomia do Pará e Amapá. 

A etimologia da palavra “cunha” é remota. Vem do latim “cuneus”. Colonizadores romanos fixaram-se na Península Ibérica, que, mais tarde, foi invadida pelos visigodos e depois pelos árabes, em 711 DC. No decorrer dos séculos e várias invasões, a língua latina foi perdendo a pureza, surgindo as línguas neo-latinas, entre as quais o português. A palavra “cunha” tem conotação guerreira: fender, ferir madeira e pedra. O avô paterno de Olivar Cunha se chamava Manuel Raimundo Cunha, nasceu em 1875, em Portugal, e migrara para Pernambuco; e sua avó paterna, Rosa Maria Cunha, nasceu em 1882, em Sobral, Ceará, e faleceu em Manaus, em 1973, aos 91 anos, vítima de congestão; era negra. Os bisavós maternos do grande pintor eram Domingos Pereira Silva, pernambucano, e Francisca de Oliveira Bessa, cearense; e seus avós maternos eram Pedro Pereira Silva (1895-1952), apelidado de Pedro Correto, pela sua retidão de caráter, e Alice Pereira Silva (1898-1961), nascida na cidade do Crato, Ceará. Pedro Correto era moreno-claro e de cabelos encarapinhados, feição negroide, cearense; migrou, ainda rapaz, para a Amazônia, atraído pela febre da borracha no início do século 20. Quando se casou, tornara-se fazendeiro abastado e residia em Porto Velho, mas vendeu todos os seus bens e entrou na Companhia Ford Motors, em Fordlândia, então distrito de Santarém, Pará. Em 1932, separou-se da esposa, Alice Pereira Silva, e mudou-se para Belém, onde morreu. Nos últimos anos da sua vida foi guarda-costas do general Magalhães Barata, nas suas andanças políticas pelo interior do Pará. Magalhães Barata foi revolucionário do Movimento Tenentista, duas vezes governador e duas vezes interventor federal no Pará. Alice Pereira Silva continuou em Fordlândia. Branca, loura e de olhos claros, era uma mulher com a fibra necessária para enfrentar o Inferno Verde. O início da vida do casal foi nas proximidades do rio Abunã, tributário pela margem esquerda do rio Madeira, no extremo oeste da Amazônia; tiveram nove filhos, a maioria deles natimortos, assassinados ou mortos por doença na juventude. A caçula era Marina Pereira Silva Cunha, “a mulher mais bonita, forte, corajosa, poderosa e eterna como as rosas que eu já tive a oportunidade de conhecer” – escreveu João do Bailique, irmão de Olivar Cunha. 

Marina Pereira Silva Cunha nasceu na região do rio Abunã, em 2 de março de 1924. Ela se casou em Belterra, em 22 de junho de 1947, com João Raimundo Cunha, que nasceu em 16 de maio de 1915, em Sobral, Ceará. Ainda criança, migrou para Santarém, com a mãe, Rosa Maria Cunha, e três irmãs; seus irmãos morreram em tenra idade. Perdeu cedo o pai e começou a trabalhar na lavoura. Foi capataz de quadreiro, que era o capinador de campo de seringal, e serrador, na Companhia Ford Motors, no distrito de Belterra, e depois começou a trabalhar nos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, em Belterra, em 1 de setembro de 1946; depois na cidade de Santarém, e, finalmente, em Macapá, onde chegou em janeiro de 1950, sucedido pela família, em outubro do mesmo ano. Trabalhou nos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul até 15 de outubro de 1972. Em 1 de maio de 1973, começou a trabalhar na empresa Irmãos Zagury e Cia. Ltda., como ajudante de mecânico, até 6 de março de 1977, quando se aposentou, somando 35 anos de serviço ativo. 

Alguns trechos da crônica “Papai faz 100 anos”, que João do Bailique publicou na Trópico Úmido: 

“Alguns dos meus ídolos – Ernest Hemingway, Jack London, Antoine de Saint-Exupéry – manifestam duas características em comum: são escritores classe A e foram homens de ação. Um homem de ação é aquele que pensa e age simultaneamente, e também não vive quieto, pois está sempre metido em alguma aventura. A própria vida é sua grande aventura, até que, no caminho, é derrotado pela barreira da dimensão física, mas não é vencido, e passa a povoar o universo azul. Meu pai, o maior dos meus ídolos, não era escritor, mas era homem de ação, e me contou histórias eternas. 

“Meu pai media 1,68, era seco e forte, o rosto oval, olhos castanhos e oblíquos, e usava uma loção à base de pinho após raspar, com navalha, o rosto, deixando apenas o bigode. Foi o homem mais corajoso que já encontrei; nada o intimidava. Internava-se na selva dias seguidos, sozinho, e era capaz de meter uma bala no buraco de outra, a mais de 100 metros de distância. Ele não era escritor, mas escreveu alguns poemas, que se perderam no tempo. 

“Um dia, peguei os originais dos poemas que o papai escrevia de vez em quando e li alguns na Rádio Educadora, em um programa do Luiz Tadeu Magalhães. Papai soube e me passou uma reprimenda. Mas senti, ali, naquele momento, que, de alguma forma, ele não se importou muito que eu tivesse lido publicamente seus poemas, e isso me deixou feliz, pois agradar o ídolo é para o fã o sonho mais ousado. 

“Papai não era escritor, mas foi um extraordinário contador de histórias. Leu Tarzan, de Edgar Rice Burroughs, e contava a história para nós, meus irmãos e eu, como se Tarzan fosse real. Porém o que mais me fascinava eram as aventuras do próprio papai, especialmente quando se internou na selva profunda e foi atraído por uma sucuri. Tonto, quase desmaiando, foi salvo pelo seu anjo da guarda; conseguiu avistar a cabeça da sucuri, apoiou o rifle numa forquilha e estourou a cabeça da serpente, uma cabeçorra do tamanho de uma lata de leite Ninho. 

“Papai chefiava todo o trabalho pesado no Aeroporto de Macapá, nos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul, como faz-tudo, oficialmente como feitor de pista, sinalizando a descida e subida dos Douglas DC-3, abastecia os aviões e os despachava. A primeira vez que o vi fazendo isso fiquei deslumbrado, e quando fui autorizado a entrar no avião foi como se houvesse entrado numa nave espacial. Meu pai conversava com os pilotos da nave e entrava no avião como se estivesse em casa, e serviram-me sanduíches e biscoitos inimagináveis. 

“Apenas uma vez o vi fraquejar. Foi quando a tragédia invadiu a Casa Amarela, a casa da minha infância, na esquina das ruas Iracema Carvão Nunes e Eliézer Levy, onde hoje uma seringueira plantada por meu pai no ano de nascimento do gênio do pincel Olivar Cunha, intercepta o muro do Colégio Amapaense. Foi quando anunciaram a morte do meu irmão Francisco Pereira Cunha. Era 22 de novembro de 1965. Francisco tinha 18 anos e era belo como Zeus, e imortal como todo jovem. Meu pai foi atingindo por um raio. Caiu numa cadeira, mole, sem tônus, os olhos, sempre tão interessados pela vida, gritavam de dor. E logo depois veio o segundo choque: o corpo chegando. Não compreendi bem aquilo. Para mim, a matéria era para sempre, e só fui entender o que se passara quando, no Cemitério São José de Macapá, vi todos se sacudindo em choro, como chuva que não passa nunca. 

“Meu pai morreu com a mesma idade que Ernest Hemingway, aos 61 anos, mas, naquela época, eu já conversava com Papa nos bares da mente, quando o desejo de também bater longos papos com papai começou a se avolumar na minha alma. Meu quarto, na Casa Amarela, a casa da minha infância, era conhecido como Quartinho; é lá que costumo encontrar-me com papai, Ernest Hemingway, Jack London, Antoine de Saint-Exupéry e todos os mortos que amo, num bate-papo interminável.” 

Em outro artigo de memórias, João do Bailique escreveu sobre o gênio Olivar Cunha: 

“Nasceu pesando 3,5 quilos e mamou até aos dois anos. Depois que começou a articular as primeiras palavras, quando queria mamar, pedia “piti”. Pode ser por isso que se tornou o xodó da mãe, a bela Marina Pereira Silva Cunha. Morávamos na Rua Iracema Carvão Nunes, esquina com a Rua Eliezer Levy, numa casa amarela, remanescente do antigo aeroporto, ao lado do Colégio Amapaense. No dia do nascimento do Olivar, 31 de março de 1952, nosso pai, João Raimundo Cunha, plantou a Seringueira que intercepta o muro oeste do Colégio Amapaense, na Rua Eliezer Levy, e que escapou de ser decepada graças à intervenção do engenheiro florestal Luiz Guilherme Dias Façanha, nascido em 18 de julho de 1952, e amigo de infância do Olivar. 

“Em 1983, Luiz Façanha trabalhava como especialista em seringueira (Hevea brasiliensis) na extinta Superintendência da Borracha (Sudhevea), um dos órgãos federais absorvidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A Seringueira apresentava uma grande lesão no tronco. Debilitada, foi atacada por fungos e insetos. Segundo Luiz Façanha, estudantes fizeram forte pressão junto à Prefeitura de Macapá e ao Governo do Estado para que autorizassem abater a árvore, alegando risco de vida para quem por ali transitava. Foi então que o repórter da Rede Globo, Antônio de Pádua, solicitou a Luiz Façanha que fizesse uma gravação no local, para dar sua opinião sobre o caso. Após minuciosa inspeção, Façanha verificou que a árvore estava se recuperando do ferimento, embora muito lentamente, e em razão disso posicionou-se contrário ao abate. “É claro que pesou na minha decisão todo o histórico da nossa infância brincando em volta daquela árvore: Olivar, João, Chico e eu.” O fato é que a Rede Globo e Luiz Façanha salvaram a Seringueira. Minha convivência com o Olivar foi, basicamente, no nosso período de infância. Estudamos juntos no então Grupo Escolar Anexo da Escola Normal e lá fizemos todo o Curso Primário, nos idos dos anos 1950/1960. Após as aulas, dividíamos nosso tempo brincando pelos quintais do seu João (pai do Olivar), correndo por cima dos muros e se pendurando nas árvores do quintal. Tempo bom que não volta mais” – lembra Luiz Façanha. 

“Olivar Cunha foi uma dessas crianças que as mulheres adoram apertar nos braços, beijar, acariciar. Não lembro quantos anos ele tinha quando sua então professora, que morava sozinha e que se manifesta, hoje, na minha memória, como uma mulata sensualíssima, se ofereceu para dar reforço escolar a ele na sua casa e ele não quis de jeito algum, porque, segundo pude intuir, mais tarde, de declarações suas, ela era exageradamente carinhosa para com ele, e ele ainda muito criança. O gênio do artista plástico começou a se revelar no curso primário; seus trabalhos eram formalmente impecáveis, e já revelavam criatividade. Encarava também os trabalhos de educação artística de sua irmã Lindomar Cunha, então se preparando para trabalhar no jardim de infância. Pré-adolescente, começou a brincar com seu pequeno prato de massas coloridas e pincéis de tamanhos variados. 

“Aos 14 anos, em 1966, ele já pintava profissionalmente, saía à noite e bebia. Aos 15, expôs pela primeira vez, e andava na companhia dos artistas mais conhecidos da cidade: o poeta Isnard Brandão Lima Filho, o escritor Alcy Araújo e o pintor Raimundo Peixe, além do nosso irmão Pedro Cunha, então com 22 anos, e que era, naquele momento, uma espécie de guru para o Olivar. 

“Olivar Cunha se tornou um rapaz muito bonito, apolíneo, ariano, bom de porrada que só ele mesmo, hedonista, e que cada vez mais dominava as cores e a luz. Sua filosofia era: “Viver é um tesão”. Podia tomar um litro de Run Bacardi sozinho ao longo de um bate-papo, podia sair para a porrada contra dois oponentes e se saía bem, podia fumar três maços de cigarros em uma noite, beber durante 48 horas seguidas, pintar madrugada adentro. Na juventude, era beberrão, machão, idealista, bom de porrada, belo, amado, adorado, incansável como Pablo Picasso e esquizofrênico como Van Gogh. 

“Uma madrugada, um marchand francês acordou todo mundo, em casa, porque teria que viajar para a França naquela manhã e queria porque queria levar alguns quadros do Olivar, e levou o que estava disponível. Acho que foi mais ou menos por essa época que ele pintou os Beatles, 1969. Juntou na tela vários momentos diferentes do Beatles, recortando fotos de várias revistas, reproduzindo-as naquele óleo. Mais ou menos em 1970, vendeu o quadro dos Beatles para Luiz Façanha, que o mantém na casa dele, no Recife, onde mora. 

“Nas décadas de 1970/1980, casado com Maria da Glória Nascimento Cunha, o artista morou em Belém, quando produziu algumas dezenas de telas que o colocam como um dos mais importantes artistas plásticos contemporâneos: seus mendigos do Guamá, subúrbio da Cidade das Mangueiras, são chocantes. Olivar e Glória namoraram durante 7 anos e foram casados por 7 anos. Ela partiu cedo para o mundo espiritual. Em Belém, Olivar ganhou um novo nome: Lili, batizado pela sua filha Tatiana, assim que ela aprendeu a falar, e que lhe deu um neto: Bernardo Cunha Barros. Lili teve outra princesa com Glória: Taiana, que lhe deu um neto: Alexandre Cunha de Sousa. 

“Viúvo, Lili foi para o Rio de Janeiro, estudar artes plásticas no Parque Lage. De volta a Macapá, conhece a capixaba Célia Maria Rocha Cunha, em 1986, casam-se no ano seguinte, e, em agosto de 1988, mudam para o Espírito Santo, onde nascem os filhos Ângelo Ticiano Rocha Cunha e Luciano Rocha Cunha. 

“Nos anos de 1990, consolida sua posição como um dos grandes expressionistas contemporâneos, com a série de animais agonizando nos esgotos das grandes cidades, como na impressionante acrílica sobre tela Tuiuiú Crucificado, sobre a baía de Guanabara – talvez o berro mais fovista, o grito mais expressionista de Olivar Cunha. Ele pintou esse quadro em três meses, em 1992, em seu apartamento na praia atlântica de Jacaraípe, distrito do município de Serra, na grande Vitória do Espírito Santo. Trata-se de uma acrílica sobre tela, em espátula e pincel, de 120 por 100 centímetros. Pertence à fase que o pintor chama de Habitat Transform, desenvolvida no Rio de Janeiro e em Jacaraípe, após pesquisa sobre a devastação da flora e da fauna do Amapá, do Pará e do Pantanal. Depois que se mudou para Jacaraípe, começou também a recuperar obras sacras de igrejas da região. 

“Apesar de contar com o mar onde foi fisgado o maior marlim azul do mundo, o Atlântico ao largo do Espírito Santo, é a Amazônia que pulsa nas telas do gênio, recriada à base de espilantol, o princípio ativo do jambu. O tacacá, que leva jambu, é gostoso servido naquele momento de transição em que a tarde escoa como um rio de planície, que vai se esvaindo, lentamente, ao mergulhar nas luzes do anoitecer. É o espilantol que dá aquela sensação de dormência nas papilas gustativas, ativando as papilas da alma. Então, sentimos gosto de Cerpinha, Run Bacardi, a vertigem do beijo, som de merengue. 

“O gênio pinta a alma das suas criaturas, sejam elas pessoas ou paisagens. Assim, as telas de Olivar Cunha gritam como o coração das trevas, mas também pulsam no rio da tarde, prenhes do perfume dos jasmineiros noturnos. O artista dá à luz a Amazônia eternamente viva, a Hileia que só os cabocos entendem – os apreciadores de merengue, de mapará assado na brasa servido com pirão de açaí, os que se emocionam com o trotar da mulher amazônida no calor equatorial, o mergulho no rio que deságua na tarde, os segredos que se encerram na Fortaleza de São José de Macapá, no Trapiche Eliezer Levy, no Ver-O-Peso, na Estação das Docas, em Mosqueiro, em Salinas, no Bailique, em Caiena. 

“A presença dele, sua simples lembrança, me causa sempre alegria, uma espécie de sensação de coisa nova, de descoberta, de novas possibilidades, de viagem, de aventura. Ele emana uma força poderosa até no repouso, no silêncio, na simplicidade. Mas seu grande poder se manifesta ao usar a paleta, o pincel e a espátula, ao conceder à luz o triunfo”. 

No palco, Uirapuru, de Heitor Villa-Lobos. Trata-se de um poema ou balé sinfônico, composto em 1917 e concluído em 1934, com 20 minutos e 33 segundos de duração, que teve sua gênese em um poema sinfônico de 15 minutos, intitulado Tédio de Alvorada, composto em 1916. Uirapuru foi incluído no programa do último concerto de Villa-Lobos, em 12 de julho de 1959, no Empire State Music Festival, em Nova York. O impressionante é que quem conhece a selva amazônica profunda, sente, nesta composição de Villa-Lobos, o tédio que a grande floresta pode provocar, pela mesmice do terror que o Inferno Verde impõe a quem não se familiariza com o ventre da besta. Mas, para quem ama o abismo, ouvir o próprio uirapuru, na eternidade da grande floresta, é como ouvir Mozart, o som da Terra girando sobre si mesma, gravitando em torno do Sol a 108 mil quilômetros por hora, o sistema solar girando em volta do núcleo da Via Láctea a 830 mil quilômetros por hora, a Via Láctea indo para o Grupo Local a 144 mil quilômetros por hora, o Grupo Local voando para o aglomerado de Virgem a 900 mil quilômetros por hora, tudo isso seguindo em direção ao Grande Atrator, a 2,2 milhões de quilômetros por hora; o Grande Atrator fica para além de Centauro, a 137 milhões de anos-luz da Terra. Walkíria Lima deixou o palco e voltou sob uma avalanche de aplauso.

A CASA AMARELA e JAMBU estão à venda no Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com

quinta-feira, 18 de junho de 2026

A Ditadura da Toga em O CLUBE DOS ONIPOTENTES e O OLHO DO TOURO

ChatGPT 

BRASÍLIA, 18 DE JUNHO DE 2026 – Os romances O CLUBE DOS ONIPOTENTES (2022) e O OLHO DO TOURO (2025), de Ray Cunha, compõem os dois primeiros volumes da trilogia Assassinato de Bolsonaro a Conta-Gotas. As obras se inserem no gênero do thriller político e do romance-reportagem, fundindo personagens fictícios e figuras públicas reais em uma narrativa que busca interpretar os acontecimentos políticos brasileiros das últimas décadas sob a ótica daquilo que o autor denomina “ditadura da toga”. 

Em O CLUBE DOS ONIPOTENTES, a trama começa quando um jornalista investiga uma rede de tráfico de crianças em Brasília e acaba descobrindo uma conspiração destinada a impedir a permanência do presidente da República no poder. O romance utiliza uma estrutura típica dos thrillers de espionagem e conspiração, na qual os bastidores do Estado, da imprensa e das organizações clandestinas se entrelaçam em uma disputa pelo controle político do país. A narrativa apresenta um ambiente de permanente tensão institucional, no qual magistrados, burocratas, políticos e grupos ideológicos formariam um sistema de poder acima dos mecanismos tradicionais da democracia. 

Já em O OLHO DO TOURO, a investigação ganha contornos ainda mais sombrios. O mistério nasce de um detalhe aparentemente insignificante na pintura Navio Negreiro, de Emiliano Di Cavalcanti, transformado pelo autor em chave simbólica para desvendar perseguições, assassinatos e conspirações políticas. O romance amplia o universo do primeiro volume, acompanhando a suposta perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro e explorando a ideia de que o poder se revela nos detalhes quase invisíveis da realidade política. 

O principal mérito da dupla de romances está na capacidade de construir suspense a partir de temas contemporâneos. Cunha emprega capítulos curtos, ritmo acelerado e frequentes mudanças de cenário, criando uma narrativa cinematográfica que mantém o leitor em constante estado de expectativa. A experiência jornalística do autor aparece na abundância de referências históricas, políticas e geopolíticas, conferindo verossimilhança ao enredo. 

O conceito de “ditadura da toga” funciona como eixo central das duas obras. Na visão apresentada pelos romances, determinadas instituições judiciais teriam ultrapassado seus limites constitucionais, assumindo funções políticas e influenciando diretamente os rumos da nação. Independentemente da concordância do leitor com essa interpretação, trata-se de uma hipótese narrativa explorada com coerência interna e vigor dramático. A ficção transforma debates jurídicos e institucionais em matéria romanesca, convertendo decisões judiciais, investigações e disputas eleitorais em elementos de suspense. 

Do ponto de vista literário, a prosa privilegia a clareza e a velocidade. Não há preocupação com experimentalismos formais; a linguagem é direta, influenciada pelo jornalismo e orientada para a ação. Essa escolha aproxima Cunha de autores clássicos do thriller político, para os quais a trama e o conflito ideológico ocupam lugar central. 

Uma possível limitação das obras reside justamente em sua forte orientação ideológica. Em alguns momentos, personagens e grupos tendem a ser apresentados de forma polarizada, reduzindo nuances psicológicas e complexidades políticas. Por outro lado, essa mesma característica confere intensidade à narrativa e reforça seu propósito de intervenção no debate público. 

Em conjunto, O CLUBE DOS ONIPOTENTES e O OLHO DO TOURO constituem uma das mais ambiciosas tentativas recentes de transformar a crise política brasileira em ficção de suspense. São romances que dialogam diretamente com a atualidade, combinando investigação, conspiração, ação e crítica institucional. Para leitores interessados em política, jornalismo investigativo e narrativas sobre os bastidores do poder, a série oferece uma leitura provocadora, intensa e deliberadamente controversa. 

O CLUBE DOS ONIPOTENTES e O OLHO DO TOURO, em português e em inglês,  estão disponíveis no Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com

Dr. Furlan agraciará a Academia Amapaense de Letras com sede própria? Atenção, Paulo Guerra!

Ray Cunha autografa JAMBU para Walter Júnior do Carmo,
presidente do Instituto Memorial Amapá, e Paulo Guerra,
presidente da Academia Amapaense de Letras (AAL)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 18 DE JUNHO DE 2026 – O instrumento que melhor arquiva a memória e tradições de um povo é a literatura. Memória é identidade. Assim, a Academia Brasileira de Letras (ABL) é o cofre, o armazém, o arquivo da identidade brasileira. E as academias dos Estados é a mesma coisa. A questão da sede própria da ABL já foi resolvida. A instituição, depois de rolar pelo Rio de Janeiro, recebeu um presente da França, o Petit Trianon, um palacete doado pelo governo francês para sediar a academia, na Avenida Presidente Wilson 203, coração do Rio de Janeiro. 

O Petit Trianon foi o pavilhão da França durante a Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, em 1922. Foi no ano seguinte que o governo francês doou o prédio à ABL. O palacete, réplica do Petit Trianon de Versalhes, assinado pelo arquiteto Ange-Jacques Gabriel, entre 1762 e 1768, foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, em 9 de novembro de 1987. É lá que os acadêmicos se reúnem, tomam posse e realizam seu tradicional chá das quintas-feiras. 

A sede da ABL é também um museu, pois guarda inúmeras obras de artes plásticas, além de uma biblioteca que atende aos acadêmicos e a pesquisadores. 

Após uma peregrinação para conseguir financiamento, foi inaugurado, anexo ao Petit Trianon, em 20 de julho de 1979, o Palácio Austregésilo de Athayde, com 28 andares, 13 elevadores sociais e 112 vagas de estacionamento. A academia utiliza uma pequena parte deste arranha-céu, o restante é alugado, o que dá autonomia financeira à ABL, que, assim, não precisa mais viver de pires na mão. Os acadêmicos assíduos recebem até 10.200 reais por mês, o que dá para uma pessoa viver tranquilamente no Rio, em termos financeiros, sustentando até uma pequena família. 

Geralmente, nos Estados, acadêmicos se reúnem em instalações públicas ou de instituições de classe ou privadas. É o caso da Academia Amapaense de Letras (AAL), que se reúne da Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, no centro de Macapá. 

Fernando Canto, o escritor mais famoso e prestigiado do Amapá, em todos os tempos, foi presidente da AAL, de 2022 a 2024. Durante seu mandato, no qual me tornei o primeiro sócio correspondente da AAL, baseado em Brasília/DF, Fernando Canto priorizou a sede própria da academia. Assim, reuniu-se, durante todo esse intervalo, com políticos do Amapá, principalmente o governador Clécio Luís (Solidariedade) e o prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD). Segundo Fernando Canto confidenciou a mim, chegaram a cogitar vários endereços de terrenos ou de prédios prontos, para agraciar a academia. 

Durante os festejos de 70 anos de fundação da AAL, em 21 de junho de 2023, fui convidado pelo Fernando Canto para proferir uma palestra, na qual adverti que era preciso jogar duro com políticos. Eles só se interessam por votos e escritores são péssimos cabos eleitorais. Contei, na palestra, como a ABL resolveu seu problema de sede própria e financeiro. 

De modo que é necessária a produção de documento em cartório com o compromisso do político, pressioná-lo no Congresso Nacional, na Assembleia Legislativa ou na Câmara de Vereadores, dependendo da instância, ou cobrar dele na Justiça, se for o caso. 

No caso do Amapá, parece que, se a AAL estiver atenta, agora, terá sua sede própria. Dr. Furlan (Antônio Paulo de Oliveira Furlan), 53 anos, belenense, cirurgião cardiovascular de reconhecida competência, prefeito de Macapá de 2021 até março de 2026, fez a melhor administração municipal de todos os tempos em Macapá. 

Político de Direita, tem compromisso não somente com o desenvolvimento de Macapá e, por extensão, do Amapá, mas também com a identidade amapaense. Assim, eleito governador, é a pessoa certa para resolver a questão, doando a sede da AAL. 

O presidente da AAL, Paulo Guerra, sabe disso. Formado em Letras pela Universidade Federal do Pará, o professor Paulo Guerra foi Reitor da Universidade Federal do Amapá, Secretário de Educação do Estado, deputado federal e senador. É o homem certo para conversar com o Dr. Furlan. 

Dr. Furlan só não será eleito se o assassinarem ou houver fraude nas eleições. Amado pela população, aparece eleito governador no primeiro turno em todas as pesquisas eleitorais. Sua esposa, Rayssa Furlan (Podemos), aparece como favorita para o Senado, seguida pelo senador Lucas Barreto (PSD), que tentará a reeleição. 

Segundo as pesquisas, o senador Randolfe Rodrigues (PT/AP), que tentará se reeleger, deverá ser despachado para sua cidade natal, Garanhuns/PE, a mesma do seu guru, Lula da Silva (PT). 

Quanto a Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), presidente do Senado e guardião da ditadura da toga, está atolado até o pescoço, pois Daniel Vorcaro, banqueiro do sistema corrupto, afirma que presenteou Alcolumbre com 30 milhões de dólares. Verdade ou mentira? Por que Vorcaro inventaria isso? De qualquer modo, isto é investigado pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito que apura as fraudes do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Vamos ver. 

Quanto ao Dr. Furlan, sugiro que leia meu romance ensaístico JAMBU, à venda no Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com, em português e traduzido para inglês. Trata-se de um mergulho no Amapá e na Amazônia, despindo-os de qualquer mito. 

Também JAMBU está disponível para leitura na Biblioteca Pública Elcy Lacerda e na Biblioteca da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

Fernando Canto registra a entrega de JAMBU à Biblioteca da Unifap