RAY CUNHA
BRASÍLIA, 11 DE FEVEREIRO DE 2026 – Não existe ontem nem amanhã. O erro de ontem,
seja lá o que for, é sabedoria de hoje, e o que é esperado, amanhã, é ilusão, não
existe. Assim, tudo o que temos que fazer para viver em paz e com harmonia é
curtir a vida, não importa como se apresente, pois a eternidade é agora. É sobre
isto que trata o livro PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA – Vivências na Medicina Tradicional Chinesa (Clube de Autores/amazon.com.br/Amazon, 2026, 176 páginas), deste que vos escreve.
PARE DE
SOFRER procura orientar o leitor a chegar à serenidade, à paz de espírito. A
interpretação do que é dito neste livro será sempre de cada um que o ler, mas a
verdade é uma só, e a verdade só pode ser desvendada no caminho. A matéria é
impermanente, mas não há problema insolúvel. Nosso corpo é uma máquina com
inteligência artificial magnífica e foi projetado para se auto-curar. Só temos
que nos submeter às leis do Universo, que muitos chamam de Deus.
Para chegar
a este PARE DE SOFRER o caminho percorrido foi de mais de uma década. Formei-me
em Medicina Tradicional Chinesa (MTC) pela Escola Nacional de Acupuntura (ENAc),
em Brasília/DF, de 6 de agosto de 2013 a 12 de julho de 2016, com 2.080
horas/aulas presenciais e 440 horas de estágio nos ambulatórios da ENAc e
Fernando Hessen, em um total de 2.520 horas/aula. O curso então oferecido pela
ENAc era técnico, com carga horária de curso tecnológico, reconhecido pelo
Ministério da Educação (MEC). A carga horária de curso tecnólogo varia de 1.600
a 2.600 horas, com duração média de 2 a 3 anos, uma formação superior mais
curta e focada no mercado de trabalho.
Minha
certificação foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal, de 1 de abril
de 2019, Página 18.
Como jornalista
que sou, desde o início do curso comecei logo a pensar e a escrever sobre a
prática da MTC. Também sou escritor. Assim, apresentei como trabalho de
conclusão de curso o romance FOGO NO CORAÇÃO, sob a orientação do professor
Ricardo Antunes.
Agora, após
mais de uma década de prática, especialmente em trabalho voluntário no
Ambulatório Fernando Hessen e no Centro Espírita André Luiz, onde já atendi
mais de mil pacientes, de ambos os sexos, de todas as idades e acometidos das
mais diversas síndromes, o resultado é este PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA – Vivências na Medicina Tradicional Chinesa.
Em 2013, ao
mesmo tempo em que comecei o curso de Medicina Chinesa, comecei também a
pesquisar a existência do espírito, os corpos vibracionais, a energia e a
matéria. Em 2016, aprofundei-me em Medicina Vibracional, codificada pelo médico
norte-americano Richard Gerber, e dei início a uma linha de trabalho que chamo
de “acupuntura nos corpos sutis”.
Em 30 de dezembro
de 2016, em trabalho voluntário no Centro Espírita André Luiz (Ceal), no Guará
I, em Brasília, atendi o paciente VJC, de quem fora extirpado o intestino
grosso devido a câncer e que vinha sendo hospitalizado toda semana, pois não
conseguia digerir os alimentos. Com apenas uma sessão de acupuntura VJC deixou
de ser hospitalizado. O tratamento continuou e VJC pediu alta em três meses.
Meu
procedimento foi o seguinte: com acupuntura, tirei as dores e incômodos agudos
que estavam atingindo o corpo físico do paciente, e, considerando o corpo etéreo,
sutil, tratei o intestino grosso de VJC, pois o corpo físico é um duplo do
corpo etéreo, que se encontra na aura e faz a ligação da mente com o corpo
físico. Se um órgão, ou membro, é extirpado do corpo físico, ele continua
incólume no corpo etéreo. Com isso, cheguei à conclusão de que a vida se passa
na mente; o corpo físico apenas reflete o que se passa na mente; é,
tão-somente, um instrumento da mente para que ela, a mente, tenha existência no
estado condensado da matéria.
Tanto que a
causa das doenças está localizada sempre na mente, no corpo astral, ou das
emoções. O corpo físico reage às emoções por meio do sistema endocrinológico.
Por exemplo: uma pessoa que sente medo o tempo todo vive 24 horas por dia com excesso de
adrenalina no sangue. Adrenalina é o hormônio que decuplica a força física; é
produzido em situações de enfrentamento ou fuga. Se for constantemente
produzida a pessoa em questão entrará em colapso. A solução: essa pessoa
precisa identificar o objeto do medo e enfrentá-lo. Só assim serenará.
Este livro
foi revisado pela psicóloga Josiane Souza Moreira Cunha, especialista em
cuidados paliativos de pacientes oncológicos e coautora do livro Um dia de cada vez (Editora AJA, 203
páginas, 2023), um guia de suporte emocional da mulher com câncer, escrito por
10 psicólogas oncológicas e 10 pacientes oncológicas de todo o Brasil e
organizado por Tatiane Lima. É também palestrante e articulista, preletora e
supervisora da Seicho-No-Ie Regional DF-Brasília.
Este livro
não poderia ter sido escrito se não fosse a existência de algumas pessoas.
Assim, sou grato: aos meus pais, João Raimundo Cunha e Marina Pereira Silva Cunha;
à minha esposa, Josiane Souza Moreira Cunha; aos meus anjinhos, Juraci Gomes
Cunha e Josafá Moreira Cunha; e à minha filha, Iasmim Moreira Cunha Morya – que
me ensinaram a amar.
Aos mestres
Imperador Amarelo, Giovanni Maciocia, Jorge Bessa, Ricardo Augusto Comelli Antunes
e aos professores da Escola Nacional de Acupuntura (ENAc), em Brasília/DF – que
me ensinaram a dar os primeiros passos na ciência da Medicina Tradicional
Chinesa (MTC).
A Ricardo
André, coordenador do voluntariado em MTC do Ambulatório Fernando Hessen, aos
sábados, no Centro Comunitário da Candangolândia, Brasília/DF; a José Marcelo,
coordenador do voluntariado em MTC, nas manhã de domingo, no Centro Espírita
André Luiz (Ceal), no Guará I, Brasília/DF; aos meus colegas de voluntariado e,
principalmente, aos meus pacientes, pela oportunidade de aprendizagem que me
proporcionam.
À minha
cidade natal, Macapá/AP, na Amazônia Caribenha, e que viceja na confluência da
Linha Imaginária do Equador e a margem esquerda do Canal do Norte do maior rio
do planeta, o Amazonas, que despeja no Oceano Atlântico, a 140 quilômetros de
Macapá, 200 mil metros cúbicos de água por segundo.
Ao Taoismo,
que me ensina o Caminho do Meio.
Ao Éter, ou
Campo (como disse Albert Einstein), ou Lei, ou Deus, como queiram.