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| Carlos Mendes: conservador, destemido, ousado, gentil |
RAY CUNHA
BRASÍLIA, 1 DE JUNHO DE 2026 – Carlos Mendes foi para
o Éter. A estas horas, deve estar batendo papo no Bar do Parque da Belém astral
com Dalcídio Jurandir, Benedicto Monteiro, Vicente Franz Cecim, Walmir Botelho
e tantos outros gigantes. Quem sabe algum ET da Operação Prato também não dê
uma passada no Bar do Parque só para dar um alô a Carlos Mendes? Os bandos de
Lula da Silva e da família Barbalho, e os bandidos em geral travestidos de
políticos estão em festa. Carlos Mendes era membro da AJOIA Brasil (Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados).
Ele tinha 76 anos e um tumor no cérebro, e enfrentou uma infecção
hospitalar. Partiu na manhã de domingo 31 de maio, às 9 horas.
Trabalhei com Carlos Mendes no suprassumo do jornalismo da
Amazônia, o jornal O Estado do Pará, comandado por Oliveira Bastos e Walmir
Botelho. Carlos Mendes era chefe de reportagem e, claro, repórter. Eu era
redator da Editora de Polícia, comandada por um dos repórteres mais célebres do
Brasil: Octávio Ribeiro, o Pena Branca. Mendes foi um dos repórteres mais
destemidos, ousados, inteligentes e corteses que tive, um exemplo a seguir.
Carlos Mendes passou também pela Folha do Norte, O
Liberal e Diário do Pará, foi correspondente em Belém de O Estado
de S. Paulo e criou um dos portais de mídia mais respeitados e visitados do
Pará, o Ver-O-Fato, com o qual eu colaborava com artigos e crônicas.
Mendes chegou a publicar no Ver-O-Fato meu romance A CONFRARIA CABANAGEM
em capítulos.
Entre as reportagens que o tornaram famoso, cobriu o massacre
de Eldorado dos Carajás, o assassinato da missionária Dorothy Stang e o avanço
do desmatamento e do garimpo ilegal na Amazônia, mas virou celebridade na cobertura
da Operação Prato para O Estado do Pará, que rendeu a reportagem Luzes do Medo – Relato de um Repórter na Operação Prato, sobre Objetos Voadores Não
Identificados (OVNIs) no Pará e que inspirou documentários da Netflix e
Globoplay.
Carlos Mendes está nas páginas do meu romance JAMBU. Segue
um corte do livro:
A OPERAÇÃO PRATO, comandada pelo capitão Uyrangê Bolívar
Soares Nogueira de Hollanda Lima, da FAB, tinha a missão de investigar a
aparição, durante dois meses e meio, entre outubro e dezembro de 1977, de
objetos voadores não identificados, Ovnis, na costa paraense, abarcando os
municípios de Colares, Vigia e Santo Antônio do Tauá. Em Colares, foram
registrados casos da aparição de corpos luminosos em grande velocidade e
parados no ar; de um ET que desceu por um raio de luz e examinou vários objetos
em terra; e raios luminosos que atingiram o peito esquerdo de mulheres, ao que
o povo chamou de chupa-chupa.
Entre outubro e dezembro de 1977, foram realizadas duas
missões militares e de agentes de inteligência do antigo Serviço Nacional de
Informação (SNI), atual Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O fenômeno
foi observado desde a Baixada Maranhense, passando pela divisa com o estado do
Pará, na região do rio Gurupi, até a baía do Marajó, passando por Belém, e
tendo Colares, então uma ilha pertencente ao município de Vigia, como
epicentro. A cobertura da imprensa foi ampla, abarcando jornais impressos, televisão
e rádio, dia e noite, divulgando encontros traumáticos de habitantes de
cidades, vilas, povoados e ribeirinhos com Ovinis e ETs, numa onda de terror.
O jornal que melhor cobriu os eventos foi O Estado do Pará, sob o comando do
diretor de redação Walmir Botelho D’Oliveira, que enviou para a costa do Pará
os repórteres Carlos Mendes e Biamir Siqueira, e o fotógrafo José Ribamar dos
Prazeres. A edição de 25 de junho de 1978 de O Estado do Pará publicou que Biamir Siqueira e José Ribamar dos
Prazeres estavam na Baia do Sol, ilha do Mosqueiro, dormindo, de madrugada, dentro
do carro da reportagem, quando foram despertados por um foco de luz, que atravessou
o capô do automóvel. Ao saírem para observar o que estava acontecendo, viram
que “um foco de luz em forma de tubo, com cerca de 10 polegadas de diâmetro,
era dirigido do alto sobre o teto do carro, ultrapassando a chapa metálica”.
No livro Vampiros
Extraterrestres na Amazônia, Daniel Rebisso Giese entrevistou a dupla de
jornalistas. “Fomos acordados por um intenso clarão de cor azulada, tendendo
para o cinza. Sentimos um forte impacto, como se aquela luz tivesse força.
Saímos do carro imediatamente e pudemos ver uma nave sobrevoando o local.
Deveria estar a uns 20 metros de altura e logo recolheu seu feixe luminoso,
desaparecendo em seguida” – contou a dupla. Em março de 2019, Carlos Mendes
publicou Luzes do Medo, uma
reportagem de longo fôlego, em primeira pessoa, sobre a Operação Prato, considerada
a maior investigação ufológica já realizada por órgãos governamentais no Brasil.
O então capitão Hollanda recebeu a missão de desmistificar o
fenômeno na costa paraense do chefe da Segunda Seção do Primeiro Comar, coronel
Camilo Ferraz de Barros, subordinado ao comandante do Primeiro Comar,
brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira. Mas somente duas décadas depois da
Operação Prato, em agosto de 1997, é que o já coronel resolveu falar, em longa
entrevista, à revista Ufo, especializada
em Ovnis.
O testemunho do coronel Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima alicerça o maior fenômeno ufológico já registrado no Brasil, e dois
pesquisadores, Laércio Fonseca e Jorge Bessa, poderão matar o mistério que
cerca a Operação Prato: Por que os ETs resolveram se expor em Colares, na
Amazônia Oriental, ou Atlântica? Ambos os estudiosos do assunto estão certos de
que ETs são espíritos – anjos, pode-se dizer, numa linguagem antiga –, que
estudam a raça humana visando seu bem, e não seus bens. Enquanto os europeus
saquearam a África e as Américas, os ETs não levaram nem uma pedrinha da
Amazônia, mas apenas mostras biológicas.
“Nesta bacia drenada pelo rio por excelência, mais cedo ou
mais tarde, se há de concentrar a civilização do globo” – escreveu, no século
XVIII, o naturalista alemão Alexander von Humboldt, que batizou a Amazônia de
Hileia, palavra grega que quer dizer “zona das selvas”.
No seu relato, Hollanda disse à Ufo que já estava na hora de contar o que acontecera na costa
paraense, pois não estava mais na ativa: “Deve ser dito alguma coisa sobre a
Operação Prato. Esse assunto deve ser propalado e explicado, pois vou fazer 60
anos daqui a pouco. De repente, posso morrer, e aí a história se acaba”. Mas,
para ele, tudo começou bem antes da Operação Prato. Hollanda contou que em
1952, aos 12 anos de idade, viu, da janela de sua casa, em Belém, Ovnis “muito
grandes; uma luz imensa sobre a cidade”.
– No dia seguinte, a imprensa publicou que o Ovni havia
parado sobre uma federação de escoteiros, durante um campeonato de natação, e
todo mundo viu; foi aí que surgiu meu interesse por essas coisas, bem antes de
ser militar e muito antes da Operação Prato. Sempre acreditei em vida
extraterrena e na possibilidade de eles terem a curiosidade de nos observar.
Somos um planeta com vida inteligente, que deve suscitar interesse de
extraterrenos.
O primeiro avistamento de um disco voador pelo coronel
Hollanda, durante a Operação Prato, ocorreu na Baía do Sol, ilha de Mosqueiro,
município de Belém.
– Era por volta das 18h30 daquele dia quando “surgiram três
pontos luminosos alinhados, muito alto, no céu, em grande velocidade. Meia hora
depois, apareceram mais dois estranhos objetos, piscando, alinhados, um atrás
do outro. Pouco depois, chegou uma equipe do SNI. Foi quando observaram um
negócio enorme, bem em cima da gente; era um disco preto, escuro, parado a não
mais que 150 metros de altura, exatamente onde estávamos; ficou parado, mas
tinha uma luz no meio, indo de amarela para âmbar. E fazia um barulho como o de
ar condicionado. Parecia com o ruído de catraca de bicicleta quando se pedala
ao contrário. Aquele negócio era grande, talvez com uns 30 metros de diâmetro.
Olhamos para aquilo por um bom tempo, até que começou a emitir uma luz amarela
muito forte, que clareava o chão, repetindo isso em intervalos curtos mais umas
cinco vezes.
Segundo Hollanda, foram classificados três tipos de Ovnis:
grandes naves, sondas e objetos menores.
– Tudo foi muito bem documentado.
Hollanda contou à Ufo que,
em outra ocasião, encontrava-se numa embarcação ancorada “quando uma coisa
enorme parou a não mais que 70 metros do barco”. Hollanda fora lá para
investigar um acontecimento. Um rapaz, Luís, que trabalhava numa olaria próxima
dali, de propriedade de Paulo Keuffer, de Belém, armou sua rede em cima de uma
árvore e ficou com a lanterna e a espingarda preparadas para tocaiar uma caça,
quando uma luz muito forte parou acima dele.
– Do centro da nave, descrita como sendo similar à cabine de
um Boeing 737, abriu-se uma porta, ou algo assim, e desceu um ser com forma
humana. Luís disse-me que não teria visto escada de corda, nem de metal, mas
que a entidade tinha descido através de um foco de luz, com os braços abertos.
Quando o ser estranho se aproximou, e Luís viu que estava correndo perigo,
pulou fora e se escondeu numa árvore próxima, mas ficou observando o que se
passava. Então o ser chegou com uma luz vermelha – que não era lanterna, mas
estava na palma de sua mão –, e examinou a rede deixada na árvore, como também
o lugar onde estava e tudo mais, mas não procurou Luís nem ficou vasculhando o
local. O ser foi direto para onde o rapaz tinha se escondido, morrendo de medo.
Rapidamente, focou um raio de luz vermelha em sua direção, fazendo-o correr
para dentro da vegetação... saiu por uma margem do rio, tropeçando em troncos e
raízes, com dificuldade de caminhar e tudo mais. Aí o ser voltou para a nave e
a mesma passou a seguir o rapaz dentro do curso do rio, à baixa velocidade e
pouca altitude, talvez à altura da copa das árvores. Luís ia devagar e nem
conseguiu pegar o barco, que estava mais à frente, como pretendia. Não teve
jeito: gritou e atraiu a atenção de algumas pessoas, que vieram ao seu
encontro. Ao verem aquilo, pularam dentro d’água e ficaram observando à
distância, só com os olhos de fora. O que viram foi incrível. A nave parou em
cima do batelão, o ser desceu e examinou todo o barco, exatamente como fez com
a rede. Aí ele foi até a nave, a porta se fechou e o UFO disparou para longe.
Conversei com Luís no Primeiro Comar e decidi ir ao local ver a situação. Ao
chegarmos lá, eram mais ou menos 19 horas e estava chovendo razoavelmente. Os
agentes foram para dentro da casa do zelador da olaria. Como chefe da equipe,
não entrei. Permaneci alerta, esperando para ver se alguma coisa acontecia…
Veio uma coisa escura, da qual não pude ver a forma. Não sei se era discoide.
Sei lá, só se via as luzes daquilo; uma, verde intensa, e outra, vermelha.
Estranho era o barulho que aquele troço fazia, como ar condicionado, porém bem
mais forte. Parecia barulho de turbina, como se houvesse uma coisa girando. O
objeto passou em cima de onde estávamos, mas em tão baixa altitude que não
poderia ser um avião. Nenhum piloto faria aquilo, pois estaria morto. Um voo
rasante daqueles já é perigoso demais num dia claro, imagine com chuva e de
noite.
Então, Hollanda gritou gritei para a sua equipe:
– Acabei de ver um treco muito estranho aqui. Então entramos
no barco e fomos para o tal lugar onde Luís tinha tido o contato. Chegando lá,
fomos até a árvore onde ele havia caçado a tal paca. Ficamos todos ali embaixo.
Mas com a maré enchendo, a gente estava com a água cada vez mais alta...
subindo cada vez mais. Ficamos lá, em cima da árvore, aproximadamente umas 10
horas. Quando decidimos ir embora, fomos em direção ao barco, que estava parado
na outra margem, e guardamos o equipamento. Quando então, a mais ou menos uns 2
mil metros, veio cruzando o rio, de norte para o sul, uma luz muito forte, de
cor amarela, âmbar como o Sol, porém em baixa altitude. Aquilo estava em cima
das árvores e cruzou o rio na mesma posição que a anterior, praticamente onde ficava
a residência do vigia – no local onde eu a tinha visto pela primeira vez...
Isso tudo foi bem filmado.
Hollanda conta que não haviam levado alimento, pois não
pretendiam passar a noite no local.
– Luís se propôs a ir até sua casa – à beira do rio – para
nos trazer café, bolacha e água. Ele saiu com um barquinho em direção a uma
ilhota de uns 15 ou 20 metros de largura, mas muito comprida. Um garoto de uns
9 anos de idade foi com ele. Eles foram remando e sumiram nessa ilha. Logo que
Luís desapareceu ao longe, fiquei em pé em cima do toldo do barco... Foi então,
que, à minha esquerda, próximo ao início do rio, veio uma luz muito forte – a
mesma luz amarela. Enquanto ela se aproximava, fiquei quieto. E como aquela
claridade continuou se aproximando, chamei a atenção dos agentes para o
fenômeno. Logo que notaram a presença do objeto, prepararam máquina
fotográfica, filmadora, tudo. Aquela coisa veio em nossa direção, a uns 200 ou
250 metros de altura. Cruzou por cima da gente e quando chegou perto, na margem
do rio, apagou-se. Era uma luz amarela e muito forte, como se fosse um sol, e a
gente não via seu formato, somente o clarão. De repente, pudemos notar que o
objeto tinha uma forma estranha, de bola de futebol americano, pontuda e grande
– de mais ou menos uns 100 metros. Um aparelho translúcido, com janelinhas em
toda a sua extensão. Porém, não pude perceber se havia alguém lá dentro, apesar
de ter passado devagar, como se fosse de propósito. A filmadora estava
acionada, e, como emitia um ruído, pedi para que o agente que a estava
manejando, um japonês, parasse de filmar, porque eu queria tirar algumas
dúvidas e não desejava interferência de sons. Então o cinegrafista parou.
– Você está ouvindo? – o cinegrafista perguntou.
– Respondi que sim. Era um barulho de catraca, esquisito e
oscilante. Depois continuamos filmando e fotografando, até que a coisa foi
embora, seguindo rumo ao continente. Isso aconteceu entre 11 horas e 11h30. Por
volta de 1 hora ou 1h30, a luz voltou, só que não era mais da cor do Sol. Era
agora de um azul muito forte, e acompanhou a margem oposta do rio. Quando
chegou perto da ilha, foi em direção a Belém, mas estava muito baixa, passando
sobre as copas das árvores. Aparentemente, a luz se aproximou de Belém, depois
voltou em nossa direção. Víamos através das copas das árvores que tinha uma luz
lá em cima e que ela havia penetrado a mata. Como estava à nossa frente, fui
até lá por curiosidade e para colher dados exatos para o relatório. Sua
distância era de uns 70 metros. Aquele monstro azul, embora tivesse um brilho
muito forte, podia ser olhado diretamente sem que ardesse a vista. Não havia
nada, apenas aquela luminosidade forte. Um troço incrível. Ficamos parados a
observá-lo. Então fiquei com medo, porque estava muito próximo, do outro lado
do rio, ou seja, à mesma distância de uma trave à outra num campo de futebol.
Aquele objeto ficou parado durante uns três minutos. Enquanto isso, olhávamos
em silêncio. De repente, a luz se apagou rapidamente e pudemos ver o que estava
por trás dela. Era novamente a bola de futebol americano em pé, a uns 100
metros de altura, parada e sem janela alguma. Devia ser o mesmo UFO, só que com
o interior apagado, sei lá, alguma coisa desse tipo. Todo mundo ficou com medo.
– E agora? E se esses caras vierem e carregarem a gente,
como é que fica? – alguém perguntou.
– Tudo era novidade para nós e ninguém sabia o que poderia
acontecer dali para a frente.
Revista Ufo –
Coronel, o senhor está a par do fato de que esse tipo de ocorrência na Amazônia
não é uma coisa comum em outros lugares do mundo? Na sua opinião, por que essas
naves insistiam tanto em aparecer nas regiões Norte e Nordeste, principalmente
na Amazônia?
Hollanda – Depois que vi uma nave, quis entender o fenômeno,
e, como oficial de operações de selva, quis tirar minhas próprias conclusões.
Mas não podia colocá-las no relatório, porque eram pessoais, resultado de um
estudo aprofundado. Tivemos muito contato com tribos indígenas, por isso
preocupávamo-nos em não transmitir a eles doença de espécie alguma, pois os
índios não tinham anticorpos, ao contrário de nós. Podíamos passar gripe,
sarampo, difteria, tuberculose, enfim... Nosso organismo tem defesas, e o deles
não. Daí minha preocupação de que mesmo cumprindo a missão, involuntariamente
tivéssemos transmitido doenças aos índios. Felizmente nunca houve um caso
desses. Não me lembro de ter prejudicado algum índio dessa maneira. Concluí
outra coisa a respeito de por que aqueles seres estariam fazendo isso. Se eu
fosse eles e precisasse de um aparecimento aberto, franco, direto, o que teria
que fazer? Proteger a mim e a meus companheiros. Mas como? Sabendo o que cada
um possui dentro de seu próprio organismo que possa danificar o meu, entende?
Essa defesa só poderia ser feita se tivesse uma amostra do nosso sangue e
tecidos. Não foi difícil imaginar que eles estivessem fazendo coleta de
material genético, para ver o que contínhamos que pudesse danificá-los num
contato futuro necessário, certo? Não só sangue, mas também nossas células. Não
sei ao certo o que essa luz com alta energia podia fazer, ou se transportava
partículas do corpo humano para serem analisadas mais tarde. Hoje, ainda não
compreendo o tal processo de clonagem. Na época, não pensei em nada disso, a
não ser que eles estavam coletando material que pudesse prejudicá-los num
possível contato próximo. A conclusão sobre a coleta de material para fazer
antídoto, vacina, solução sorológica que inibisse qualquer incidência de
moléstia no corpo desses alienígenas, a partir do sangue ou do material colhido
do corpo humano, foi exposta quando visitei Rafael Durá (ufólogo), em São
Paulo. Depois de uma longa conversa, mostrei minha opinião. Ele disse que era a
mais lógica que ouviu a respeito do chupa-chupa, porque o que se ouvia era
falar em agressão, e eu discordava. Não foi agressão, de forma alguma. Foi
pesquisa, ou coleta de material, como alega Jacques Vallée (ufólogo). Durá me
agradeceu, dizendo:
– Foi a explicação mais lógica que eu ouvi até agora.
Ufo – Mesmo depois
do encerramento da Operação Prato o senhor continuou pesquisando, investigando,
fazendo suas vigílias? Teve alguma outra experiência interessante?
Hollanda – Bem, eu nunca relatei isso. Estou abrindo exceção
para vocês, Gevaerd e Petit (ambos da Ufo),
em altíssima confiança, por sua seriedade. Também porque já estou com 60 anos
de idade, daqui a pouco faço 70. Isso se eu chegar lá e não desaparecer antes.
Eu estava em casa, tinha acabado de receber uns livros que solicitei a Bob
Pratt (jornalista americano) – que me visitou logo no início da Operação Prato
–, quando algo aconteceu. Foi uma coisa surpreendente, que quero relatar com
calma. Sempre empilhava meus livros sobre uma estante. Um dia, estava deitado,
lendo uma obra que não tinha nada a ver com ufologia, enquanto minha filha,
ainda pequena, lia uma revistinha de criança. De repente, os livros se
deslocaram como se tivessem sido pegos, e a pilha inteira caiu no chão.
Ressalto que morava na Vila Militar, bem distante da rodovia, onde não havia
trepidação de carro que justificasse a causa de tal circunstância. Quando eles
bateram no chão, claro que a pilha desmontou, mas os livros não se espalharam.
Eles vieram empilhados até o chão. Minha filha Daniela assustou-se e perguntou:
– Pai, que engraçado... Como é que os livros caíram?
– Nessa mesma hora, minha mulher estava no andar de baixo,
preparando mamadeira para as crianças, quando algo semelhante aconteceu. A
bandeja em que estavam os copos e talheres saiu voando da pia, flutuando por
toda a cozinha, e então caiu, sem quebrar um copo sequer, apesar do barulho de
louça que ouvi de onde eu estava. No momento em que catava os livros do chão,
brinquei com minha filha para que ela não tivesse medo. Coloquei-os no lugar e
falei:
– Vocês estão querendo que eu leia. Então abri um livro numa
página qualquer. Logo em seguida aconteceu o incidente com a bandeja de louças.
Pelo barulho pensei que tivesse machucado alguém, cortado talvez. Desci as
escadas correndo, e, nesse meio tempo, minha esposa vinha subindo com os olhos
arregalados, dizendo que não ficaria sozinha diante daquele fenômeno. Perguntei
a ela o que havia acontecido.
– Não sei. A bandeja saiu voando e foi parar no meio da pia.
– Eu não entendi muito bem a história. Levei, então, um copo
d’água para ela. Dois ou três dias depois, eu estava dormindo, por volta da
meia-noite, quando um novo fato aconteceu. Estava numa espécie de desligamento,
mentalização, deitado junto à minha mulher. De repente, adentrou meu quarto um
clarão muito forte, seguido por um estalido, iluminando tudo. Assustei-me ao
ver um troço tão estranho. Imediatamente, apareceu um ser atrás de mim,
abraçando-me. Achei a situação meio esquisita. Além disso, tinha outro ser na
minha cabeceira, que media 1,5 metro de altura e estava vestido com uma roupa
semelhante a de astronauta ou de mergulho. Era muito fofa, não era colada ao
corpo. Não cheguei a ver seu rosto, mas era cinza, tinha uma máscara parecida
com a de mergulho, e o olho não dava para detalhar. Eu estava muito assustado
por causa daquele bicho que me abraçava e apertava por trás, sussurrando em meu
ouvido em português:
– Calma, não vamos te fazer mal.
– Tinha uma voz metalizada, como som de transmissões
computadorizadas. Logo em seguida, outro estalido, e o clarão desapareceu,
deixando-me muito assustado. Fiquei raciocinando se não foi apenas um sonho.
Mas o troço era muito esquisito e eu ouvi os dois estalidos. Não me recordo se
fui beber água. Acho que desci para tomar alguma coisa, whisky, sei lá. No
outro dia, fui para o quartel hastear a bandeira e bater continência ao som do
Hino Nacional. Minha mulher sempre fechava o portão da garagem quando eu saía
para trabalhar, por causa dos cachorros e das crianças. Eu tinha um Alfa Romeo
azul-marinho naquela época. Quando meti a chave na porta do motorista para
abri-la, a porta do outro lado abriu-se sozinha, sem ao menos eu ter tocado no
veículo. Ao ver aquilo, minha mulher ficou assustada. Eram muitos fenômenos
inexplicáveis que vinham acontecendo. Olhei para meu suposto companheiro e
disse, em tom de gozação:
– Você não vai andar muito. A viagem é curta. Aí eu me
sentei no carro e quando estiquei a mão para fechar a porta, ela o fez sozinha.
Minha esposa assustou-se ainda mais. Fui embora, seguindo rumo ao quartel. Ao
hastearmos a bandeira, meu braço esquerdo começou a coçar muito. Eu já estava
doido para que a cerimônia acabasse, pois não podia tirar a mão da pala para me
coçar. Quando olhei para meu braço, ele estava vermelho. Achei aquilo muito
esquisito... Meu braço continuou coçando. Por curiosidade, num certo dia, apertei
a pele e, ao fazê-lo, apareceu um troço, como se fosse um pedacinho de
plástico. No raio X não apareceu nada... Numa das vezes que fui a São Paulo e
conversei com Rafael Sempere Durá, ele pegou uma bússola pequena e pediu
permissão para dar uma olhada, colocando o aparelho sobre a minha pele. Os
ponteiros da bússola ficaram alterados. Uma evidência física sem precedentes.
O exame radiológico não acusou absolutamente nada. Hollanda
quis abrir a pele para ver o que era aquilo, mas Rafael Sempere Durá o
aconselhou a não fazer isso.
A revista UFO
publicou a entrevista nas edições 54 e 55, de outubro e novembro de 1997. A
edição 54 só circulou a partir de 16 de outubro. No dia 2 daquele mês, Uyrangê
Hollada, que sofria de depressão, se suicidou, enforcando-se, no seu apartamento,
em Cabo Frio/RJ. Quanto aos documentos da Operação Prato, foram parcialmente
postos à disposição de pesquisadores, no Arquivo Nacional, em Brasília. Mas,
segundo Uyrangê Hollanda, a maioria das fotografias está arquivada no I Comar:
quatro filmes e fitas de vídeo.
Para João do Bailique (protagonista, personagem de ficção de
JAMBU), quem esclareceu o mistério foi Jorge Bessa, autor do livro Discos Voadores na Amazônia – Operação Prato,
belenense, residente em Brasília. Pesquisador, autor de 17 livros, graduado em
Economia e pós-graduado em Educação a Distância, formado em Medicina
Tradicional Chinesa e em Psicanálise, especialista em assuntos relacionados à
atividade de inteligência e de planejamento estratégico.
Em 15 de agosto de 1996, foi nomeado para o cargo de
coordenador geral de Contrainteligência da Subsecretaria de Inteligência da
Casa Militar da Presidência da República, o órgão que ficou encarregado pela
área de Inteligência do Governo Federal após a extinção do Serviço Nacional de
Inteligência, e que deu origem à atual Agência Brasileira de Inteligência.
Tinha entre suas responsabilidades a condução da contraespionagem, do
contraterrorismo, a segurança das comunicações e a salvaguarda dos documentos sigilosos
que ao Estado cumpria preservar. Anos mais tarde, Bessa abraçou o estudo de
assuntos metafísicos e espiritualistas, tentando estabelecer pontes entre
ciência e espiritualidade, tema abordado em alguns dos seus livros. Acompanhou
in loco a Operação Prato.
Ao entrar em contato com ele e entrevistá-lo, Bailique
pensava nas eternas perguntas existenciais dos filósofos, teólogos e
cientistas: “Quem somos nós? Qual a finalidade da vida? Por que o Universo foi
criado? Se de fato foi criado, quem o criou e com qual finalidade? Estamos
sozinhos no Universo? Caso contrário, que tipo de vida existe além do nosso
planeta? Qual a constituição física dos outros seres?” Além disso, pensava
também sobre o registro de objetos voadores não identificados desde o início da
nossa civilização, concluindo que os ETs tentam apenas, e, por enquanto, discretamente,
auxiliar a Humanidade.
Embora no livro Discos
Voadores na Amazônia – Operação Prato Bessa tenha defendido a tese de que
os ETs que apareceram em massa em Colares estivessem apenas pesquisando a
Amazônia, ocorreu a João do Bailique, ao ler o livro, que a Amazônia Oriental,
ou Atlântica, que abarca os estados do Pará e Amapá, é a região que melhor
representa o Trópico Úmido, por apresentar todos os ecossistemas amazônicos,
inclusive o mar.
“Aventamos anteriormente a possibilidade de que os
alienígenas tivessem interesse em colher dados relativos a um dos mais
importantes ecossistemas do planeta, a Amazônia, para fins de estudos. A mesma
necessidade de informações sobre possíveis doenças a serem enfrentadas na
hipótese de um futuro contato, justificaria a presumida coleta de sangue humano
verificada em diversas oportunidades” – escreve
Jorge Bessa, em Discos Voadores na
Amazônia – Operação Prato. Mas o pesquisador foi além, na entrevista exclusiva
para a revista Trópico Úmido.
Jorge Bessa – A questão, hoje, não é mais saber se os
extraterrestres existem, mas sim como aproveitar melhor a sua presença, à luz
das últimas descobertas da ciência e dos conhecimentos espiritualistas. Muitos
pesquisadores dão um grande destaque à Operação Prato apenas porque o coronel
Hollanda levou o caso a público, revelando que a Aeronáutica tinha investigado
o fenômeno, o que motivou um especial do Canal History, mas, pelos parcos
resultados palpáveis ou esclarecedores obtidos, o brigadeiro comandante do
Comar, Protásio Lopes, mandou encerrar a operação; e as autoridades do SNI, em
Brasília, não deram a mínima. Minhas hipóteses para o fenômeno continuam as
mesmas que apresentei no livro Discos
Voadores na Amazônia – Operação Prato. Quanto ao sangue, temos que destacar
que não houve comprovação clara de extração de sangue, apenas pequenas marcas
nos seios de algumas mulheres, que, acreditava-se, era resultado do foco de luz
emanado. Já fui convidado para participar como palestrante de três congressos
de ufologia para tratar do caso e sempre respondo que não há o que acrescentar
ao que o coronel Hollanda disse e que tudo o que sei foi expresso no meu livro,
nada mais acrescentando, a não ser a visão espiritualista do fato.
Trópico Úmido – Quem são os ETs?
Jorge Bessa – Seres
como nós, com um nível mais avançado de desenvolvimento tecnológico, mas que
nem sempre têm o mesmo nível de desenvolvimento espiritual. Filhos do mesmo
Deus, e que habitam as diversas casas na Morada do Pai, muitas vezes auxiliando
no processo de evolução antropo-espiritual daqueles que se encontram ainda nas
primeiras classes das diferentes escolas de evolução da consciência.
Trópico Úmido –
Teria a presença dos ETs na Amazônia a ver com a defesa da Hileia frente à
ambição dos europeus, e agora também dos americanos e chineses, pelas riquezas
que o subcontinente guarda, considerando-se que os ETs querem ajudar a
Humanidade, e a Amazônia é o regulador da temperatura do planeta, evitando,
assim, cataclismos com potencial para exterminar a raça humana?
Jorge Bessa – Os
cataclismos vão acontecer inelutavelmente, como acontecem ciclicamente, porque
fazem parte do planejamento superior daqueles que têm a responsabilidade pela
evolução em nosso planeta e em nosso cantinho no Universo. Como existem
cientistas que já discordam da tese de ser a Amazônia o pulmão do mundo, e que
os ETs não estão preocupados com as riquezas materiais que interessam aos
europeus, americanos e chineses, é possível que suas pesquisas façam parte de um
levantamento de ordem global, já que se realiza em diversas partes do globo, e
que tenha por objetivo a realocação dos habitantes do Hemisfério Norte para
essa região, depois da ocorrência dos eventos apocalípticos que deverão se
processar com mais intensidade naquela região do planeta.
Trópico Úmido – Por que os ETs ficaram mais de dois
meses em Colares? O que eles queriam naquela ilha na costa do Pará?
Jorge Bessa – Busco
até hoje resposta para essa questão. Não podemos descartar, também, a
possibilidade de se tratar de viagens de estudos e pesquisas que muitos grupos
de extraterrestres realizam em diferentes regiões do sistema solar, segundo
informações oriundas do plano espiritual.
Trópico Úmido –
Para que os ETs coletariam amostras de sangue da população local?
Jorge Bessa – Essa
é outra questão não respondida. Poderíamos arriscar, como hipótese, que seria
uma pesquisa para ver se aquela população fazia parte do mesmo grupo que sofreu
mutações genéticas realizadas por ocasião da vinda dos degredados de Sirius ou
de Capela, conforme afiança Emmanuel em seu célebre A Caminho da Luz, psicografado por Chico Xavier.
Trópico Úmido –
Comente a tecnologia utilizada nos discos voadores.
Jorge Bessa – A
única afirmação permitida é que se trata de uma tecnologia muito superior à
existente em nosso planeta, considerando a velocidade e a energia que movia as
naves.
Trópico Úmido – A
raça humana teria sido projetada pela espiritualidade?
Jorge Bessa – Segundo
as informações provenientes de centenas de obras espíritas e espiritualistas,
toda a vida que enxameia o Universo é criação de Deus, que se utiliza de seus
auxiliares – consciências cósmicas de conhecimento e capacidade de difícil
entendimento pelo ser humano no atual nível de evolução –, os chamados
Jardineiros Cósmicos, ou Siderais, e que são responsáveis pela realização da
panspermia, ou seja, o plantio e cultura dos Filhos de Deus, que nascem simples
e ignorantes, mas que, partindo do átomo mais simples se desenvolvem até chegar
aos chamados Tronos de Deus, no nível de arcanjos cósmicos. Apesar de todo o
planejamento cósmico, esse processo evolutivo segue por diferentes caminhos,
mas todos os Filhos de Deus um dia chegarão ao ápice da evolução espiritual.
Trópico Úmido – O
corpo humano seria um computador biológico, projetado para que espíritos que
estão nas trevas possam evoluir mais rapidamente, por meio do sofrimento,
principalmente o apego à matéria?
Jorge Bessa – É
claro que o corpo físico é o instrumento, ou farda, que permite aos espíritos
em evolução a ingressar nas salas de aulas das diferentes escolas de evolução,
que servem a todos, indistintamente. Para os espíritos renitentes no egoísmo,
no orgulho, na vaidade, na exploração do próximo, no desamor, e uma série de
outros sentimentos e condutas consideradas nocivas à comunidade e que
atrapalham a evolução, o corpo físico é o que lhes permite atuar em planetas
materiais e atrasados. O amor do Pai permite que esses seres, chamados trevosos
– pois negra é a sua consciência – e que se tornam um entrave à evolução de
seus companheiros de jornada, sejam exilados em planetas primitivos, cujo
ambiente seja mais afim com suas inclinações. Essa reencarnação em planetas
primitivos é uma dádiva que lhes permite realizar a reforma moral e aliviar
suas consciências atormentadas pelos desvios pretéritos, ao mesmo tempo em que
auxiliam aqueles que se encontram nos primeiros passos na longa escalada da
evolução.
Aqui termina a curta entrevista de Jorge Bessa à revista Trópico Úmido.
João do Bailique escreveu na sua matéria que a Amazônia
poderá abrigar parte da Humanidade em prováveis cataclismos no Hemisfério Norte
e na Ásia. As condições climáticas e geográficas da Amazônia a tornam objeto da
cobiça de todos os impérios contemporâneos: americanos, ingleses e chineses. E
povoou os sonhos de Hitler, considerado nos meios espiritualistas como mago
negro.
Uma expedição nazista esteve em Belém em 1935, e, durante
dois anos, estudou a geologia, a fauna e a flora da Amazônia, especialmente o
rio Jari, entre os estados do Amapá e Pará. Um livro de 1938, Mistérios do Inferno da Mata Virgem, do
geólogo e piloto Otto Schulz-Kampfhenker, registra minúcias da expedição,
referindo-se ao Amapá como região estratégica a ser ocupada na Segunda Guerra
Mundial. Os exploradores enviaram para a Alemanha milhares de amostras de
animais e cerca de 1.500 objetos arqueológicos, e produziram milhares de
fotografias e metros de filme 35 mm, sobre tudo o que encontraram. Um dos
alemães, Joseph Greiner, morreu de malária e foi enterrado numa ilhota do rio
Jari. Otto referiu-se a “missões maiores no futuro”.
Só a jazida de nióbio de São Gabriel da Cachoeira, no estado
do Amazonas, tem capacidade para abastecer todo o consumo mundial por 1.400
anos! Estados Unidos, Europa e Japão dependem 100% do nióbio brasileiro, que
representa 98% das jazidas do planeta, mas não detém tecnologia para utilizar a
matéria-prima na indústria. O nióbio é quase dado pelo Brasil para as potências
hegemônicas. A maior jazida de nióbio do mundo, em Araxá, Minas Gerais, está
sob o controle da Niobium Corporation, de Nova Iorque. João do Bailique lembrou
que o nióbio é empregado no fabrico de reatores nucleares, naves espaciais,
satélites, foguetes e aviões.
A exploração e o contrabando de metais e pedras preciosas
brasileiras, que começaram com os ibéricos, atingem, hoje, cifras
estratosféricas.
Bailique chegou à conclusão de que os ETs, que são sempre
discretos, estavam cumprindo, em Colares, uma missão, que durou três meses, documentada
por agentes da Força Aérea Brasileira, da psiquiatra Wellaide Cecim Carvalho,
que atendeu 80 vítimas do chupa-chupa, e da imprensa, pois a missão parecia ter
urgência e data de duração, com aparições à noite e de dia, e coleta de sangue
da população local.
Estariam os ETs presentes, desde sempre, na Amazônia,
guardando suas preciosidades? Estariam os ETs interessados na biodiversidade da
Amazônia? O fato é que sem a Amazônia a Terra seria inadequado para a vida
humana, pois o Trópico Úmido é que equilibra o clima do planeta,
umidificando-o.
A bacia amazônica, formada pelo maior rio do mundo, o
Amazonas, e mais de 7 mil afluentes, alguns, gigantescos, abrange uma área de 7
milhões de quilômetros quadrados, com 25 mil quilômetros de vias navegáveis. É
a maior bacia fluvial do globo, contendo um quinto do fluxo fluvial da Terra,
20% da água doce de superfície do planeta, compreendendo áreas do Brasil,
Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela; 3,89 milhões de
quilômetros quadrados da Bacia Amazônica estão no Brasil, ocupando 49,29% do
território nacional, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão,
Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, localizados em três das cinco
divisões regionais do país: Norte, Centro-Oeste e Nordeste.
A Amazônia é tão extraordinária que em caso de uma guerra
nuclear no Hemisfério Norte seria a região da Terra menos atingida pelos
“efeitos da radiação, em virtude dos ventos alísios de nordeste e de sueste
vindos do Atlântico, portanto sem poeira atômica, e que se chocam próximo à
Linha do Equador, formando imensas correntes ascendentes, que seguirão pela
estratosfera até a latitude do cavalo (cerca de 30 graus sul e norte” – como observou
Gelio Fregapani, em Amazônia – A Grande Cobiça Internacional. “Além disso, a cobertura vegetal e a grande umidade
existente contribuiriam para dissipar e mesmo anular a radiação nuclear.”
A Amazônia é lar de pelo menos 427 espécies de mamíferos;
1.294 de aves; 3 mil de peixes; 428 de anfíbios; 378 de répteis; 2,5 milhões de
insetos; e 40 mil de plantas. Um quilômetro quadrado da floresta amazônica pode
conter mais de mil tipos de árvores, algumas com mais de 50 metros de altura.
Além do dossel, a Amazônia detém os dois picos mais altos do país: o Pico da
Neblina, com 2.993,8 metros, localizado na Serra do Imeri, no Planalto das
Guianas, no estado do Amazonas, fronteira entre Brasil e Venezuela; e o Pico 31
de Março, com 2.972,7 metros, também na Serra do Imeri, na fronteira entre o
estado do Amazonas e a Venezuela. Essa região montanhosa guarda incalculável
riqueza mineral. Além disso, água.
E, para guardar tudo isso, o Estado brasileiro colocou o
Projeto Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), implementado em 1966 e
inaugurado em 25 de julho de 2002, nas mãos da empresa norte-americana Raytheon
– a raposa cuidando do galinheiro. A Raytheon é especialista em sistemas de
espionagem, eletrônica industrial e em guerra, e é dona da E-Systems, de
sistemas de inteligência. É ela que controla o espaço aéreo da Amazônia, apesar
do Instituto Tecnológico de Engenharia (ITA) e do Instituto Militar de
Engenharia (IME). Assim, o controle da Amazônia foi entregue, de mão beijada,
para os americanos.
Bailique pensou na tecnologia ET, pois nada pode ser mais
rápido que a velocidade da luz no vácuo, de 299.792.458 metros por segundo,
praticamente 300 mil quilômetros por segundo, quase 1 trilhão de quilômetros
por hora. Além do mais, mesmo o Universo conhecido já é algo tão grande que só
podemos imaginá-lo infinito. Assim, Bailique só podia pensar em mundos
paralelos, que os ETs se deslocam em velocidade quântica no multiverso e que
sempre estiveram aqui, junto de nós. Segundo o astrofísico e médium Laércio
Fonseca, a raça humana é toda de ETs, e a Terra nada mais é do que um dos
planetas utilizados por comandos astrais para transmigrações de almas dos mais
diversos recantos do Cosmos, conforme seus ciclos cármicos, no processo
evolutivo, das trevas, ou ignorância, para a luz, a verdade.
Bailique repassou mentalmente o teor da matéria sobre a
Operação Prato da edição de agosto de 2019 da revista Enfoque Amazônico:
“É plano das três grandes potências nucleares – Estados
Unidos, Rússia e China – enviar a nata dos seus governantes e cientistas para a
Amazônia em caso de uma hecatombe nuclear. No planeta, somente o Trópico Úmido
oferece condições naturais para sobrevida humana em face da suposta terceira
guerra mundial. Nesse caso, os Estados Unidos levam vantagem sobre seus
concorrentes, porque estão mais pertos da América do Sul e são aliados do
Brasil.
“Estariam os ETs da Operação Prato examinando a região como
possível abrigo ante um iminente confronto nuclear? Basta 1% do arsenal
armazenado pelas potências nucleares para destruir o planeta. Não por acaso, o
oficial de inteligência que testemunhou o fenômeno no Pará, Jorge Bessa,
defende a tese, em vários livros publicados, de que os ETs são apenas algumas
das raças dos espíritos que habitam o multiverso, e que estão de prontidão para
auxiliar os terráqueos em um momento de transição planetária. Tese corroborada
pelo médium e astrofísico Laércio Fonseca, passageiro de viagens astrais,
enquanto seu corpo repousa em sono profundo. Essas viagens quânticas e
intergalácticas são realizadas a bordo de naves do tamanho da capital de São
Paulo.
“Embora situada na borda oriental da Amazônia continental,
ao sul do Marajó, Belém é o centro astral do subcontinente, onde, de leste para
oeste e de norte para sul, Ufos são avistados desde sempre, mas o maior
fenômeno de aparição de Ufos, devidamente registrado pela Força Aérea
Brasileira, pela agência de inteligência do país, pela imprensa belenense e
pela revista Ufo, se deu na costa do
Pará, tendo Belém como centro. As costas do Amapá e do Pará, onde se localizam
Macapá e Belém, são privilegiadas. Tropicais, refrescadas pelos ventos alísios,
que sopram do oceano Atlântico, é por onde fluem 20% da água doce de superfície
do planeta, que vai ficando salobra à medida que mergulha no Atlântico, como o
yin e o yang se amalgamando no fluir incessante, eterno, do caminho da luz”.