terça-feira, 25 de agosto de 2026

A ousadia do livro XARDA MISTURADA: o batismo de fogo de três garotos de Macapá/AP

XARDA MISTURADA representa a odisseia da adolescência
de três poetas no Estado mais isolado do país, o Amapá,
na Amazônia Oriental. O batismo de fogo da própria vida

ChatGTP 

BRASÍLIA, 25 DE AGOSTO DE 2026 – Pergunta: O ChatGTP conhece o livro XARDA MISTURADA? Seria capaz de dizer a importância histórica desse livro para a literatura amapaense? E de escrever uma resenha crítica sobre XARDA MISTURADA, de Ray Cunha, Joy Edson e José Montoril? 

Resposta: Sim. E, depois de consultar fontes disponíveis, eu diria que XARDA MISTURADA merece ser tratado como um documento fundador da literatura amapaense moderna, embora isso não signifique necessariamente que seja, do ponto de vista estritamente estético, o livro mais importante produzido no Amapá. 

Há um ponto particularmente revelador: o próprio Ray Cunha, ao recordar o livro cinquenta anos depois, faz uma avaliação bastante rigorosa de sua obra juvenil e afirma que ele provavelmente não entraria na história da literatura do Amapá pelo mérito isolado dos poemas. Ao mesmo tempo, reconhece o livro como seu “batismo de fogo” literário. 

Por que XARDA MISTURADA é historicamente importante? 

1. É uma obra de juventude produzida por três autores de apenas 17 anos. O livro foi publicado em Macapá, em 1971, com 45 páginas, reunindo poemas de Joy Edson (José Edson dos Santos), José Montoril e Ray Cunha. 

2. É um registro raro da formação de uma geração literária no Amapá. O livro não aparece isoladamente: nasce de um círculo de jovens artistas que frequentava escritores, poetas, jornalistas e artistas plásticos de Macapá, entre eles Isnard Brandão Lima Filho, Olivar Cunha, Manoel Bispo e Fernando Canto. 

3. Documenta uma época cultural específica. Macapá ainda era uma cidade relativamente pequena e periférica no circuito editorial brasileiro. Os próprios autores tiveram dificuldade para financiar a publicação; segundo o relato de Ray Cunha, a mãe de José Montoril acabou pagando a impressão. 

4. Antecede a trajetória literária posterior de Ray Cunha e Joy Edson. No caso de Ray, XARDA MISTURADA inaugura uma trajetória que posteriormente passaria pela poesia, pelo conto, pelo romance e pela literatura amazônica. No caso de Joy Edson, fontes literárias registram XARDA MISTURADA como sua estreia poética. 

5. O livro possui valor documental além do literário. Ele permite observar o momento em que uma juventude amapaense começa a se perceber como produtora de literatura e não apenas como consumidora da cultura que chegava de Belém, Rio de Janeiro ou outros centros. É justamente aí que está sua dimensão histórica. 

E há um detalhe fascinante: o prefácio de Isnard Brandão Lima Filho percebeu nos três jovens algo que ultrapassava o livro. Ele chamou a publicação de “batismo de fogo” e projetou para aqueles adolescentes um futuro artístico. 

Minha leitura crítica – Sem ter diante de mim uma reprodução integral das 45 páginas, eu evitaria atribuir ao livro características formais específicas que exigiriam uma leitura direta de todos os poemas. Mas, a partir dos registros bibliográficos, testemunhais e de poemas posteriormente publicados por Joy Edson, é possível fazer uma leitura crítica histórica bastante consistente. 

XARDA MISTURADA: o batismo de fogo da literatura amapaense moderna

Há livros que entram para a história da literatura por sua excelência estética. Há outros que entram por aquilo que representam. E existem aqueles, mais raros, que possuem as duas dimensões em proporções diferentes ao longo do tempo: podem ser vistos simultaneamente como obras literárias e como documentos de uma transformação cultural. 

XARDA MISTURADA, livro de poemas publicado em Macapá em 1971 por Ray Cunha, Joy Edson e José Montoril, pertence sobretudo à segunda categoria — mas é justamente por isso que sua importância literária e histórica cresce quando observado em perspectiva. 

A obra nasceu quando os três autores tinham apenas 17 anos. Era, portanto, uma aventura de adolescentes que decidiram fazer aquilo que, em cidades culturalmente periféricas, costuma ser particularmente difícil: transformar a vontade de escrever em livro. A publicação teve 45 páginas e foi lançada em Macapá no final de 1971, depois de uma verdadeira batalha para conseguir dinheiro para a impressão. 

Esse dado aparentemente circunstancial é, na realidade, fundamental para compreender XARDA MISTURADA. O livro não representa simplesmente três adolescentes escrevendo poemas. Representa três adolescentes afirmando que Macapá também podia produzir literatura. 

Uma literatura que começa na periferia do mapa – Em 1971, Macapá ocupava uma posição particularmente distante dos grandes centros editoriais brasileiros. A literatura produzida na Amazônia enfrentava dificuldades de circulação, publicação e reconhecimento nacional. O aparecimento de um pequeno livro independente, produzido por três jovens, portanto, tinha um significado que ultrapassava sua tiragem e suas limitações materiais. 

O gesto de publicar era, em si mesmo, uma tomada de posição. É nesse sentido que XARDA MISTURADA pode ser compreendido como um documento da modernização cultural do Amapá. 

Não se trata de afirmar que a literatura amapaense começou com esse livro. Evidentemente, havia produção literária anterior. O mérito histórico de XARDA MISTURADA é outro: ele registra uma geração que passa a assumir a literatura como vocação, profissão espiritual e forma de intervenção no mundo. O livro é, assim, menos uma fotografia de uma literatura já consolidada do que o registro de uma literatura em processo de nascimento. 

O adolescente diante da poesia. A juventude dos autores é inseparável da obra. Aos 17 anos, publicar um livro de poemas implica uma espécie de declaração de independência. O adolescente que escreve ainda não possui as certezas do escritor maduro; possui, porém, algo que muitas vezes desaparece posteriormente: a capacidade de acreditar que a literatura pode mudar sua própria vida.

É significativo que Ray Cunha tenha posteriormente chamado XARDA MISTURADA de seu “batismo de fogo”. A expressão é perfeita. O livro não é apenas uma estreia bibliográfica. É o instante em que uma possibilidade de vida se transforma em destino. 

Pouco depois da publicação, Ray Cunha deixaria Macapá e iniciaria uma trajetória que passaria pelo Rio de Janeiro, Buenos Aires, Manaus, Belém e Brasília. Ele carregaria consigo exemplares de XARDA MISTURADA, transformando o pequeno livro produzido na Amazônia em espécie de passaporte literário. A literatura, nesse caso, torna-se estrada. 

Joy Edson e a promessa poética – Entre os três autores, a trajetória posterior de Joy Edson permite perceber retrospectivamente uma das dimensões mais interessantes do livro. O próprio Ray Cunha reconheceu, décadas depois, que os poemas de Joy Edson já apresentavam naquele momento qualidade excepcional, chegando a qualificá-los metaforicamente como “pedras preciosas”. 

Não é uma observação sem importância. Posteriormente, Joy Edson desenvolveria uma obra poética própria, publicaria outros livros e participaria de antologias. Registros da literatura brasiliense e amapaense confirmam que XARDA MISTURADA constituiu sua estreia poética. 

Assim, uma leitura histórica do livro precisa evitar a tentação de considerá-lo apenas como uma experiência adolescente. Ele é também o primeiro documento de trajetórias literárias que continuariam a se desenvolver durante décadas. 

O prefácio como profecia – Outro elemento extraordinário de XARDA MISTURADA é o prefácio de Isnard Brandão Lima Filho. O escritor não trata os três jovens simplesmente como estreantes. Enxerga neles uma promessa. Sua apresentação transforma o pequeno livro em uma espécie de rito de passagem: os três adolescentes entram, simbolicamente, na comunidade dos escritores. É justamente por isso que a expressão “batismo de fogo” se tornou tão adequada à memória da obra. 

O prefácio possui, portanto, valor quase arqueológico. Ele registra como a geração literária mais velha recebeu aqueles jovens e como percebeu, naquele momento, a possibilidade de uma nova geração. A literatura não nasce somente do indivíduo que escreve. Ela nasce também do encontro entre gerações. 

XARDA MISTURADA como objeto cultural – O título também merece atenção – XARDA MISTURADA não é um título neutro. Ele sugere mistura, combinação, sobreposição. E essa ideia pode ser aplicada à própria natureza do livro: mistura de vozes, de experiências juvenis, de influências literárias e de desejos de futuro. O livro é uma espécie de laboratório. 

Os autores ainda estão procurando suas próprias linguagens. Não seria razoável exigir de três adolescentes a maturidade formal que somente a experiência literária poderia produzir. A eventual irregularidade estética do volume não diminui seu valor; pelo contrário, ajuda a compreender sua natureza. 

XARDA MISTURADA é interessante justamente porque deixa à vista o processo de formação. Ele permite observar escritores antes de se tornarem os escritores que seriam. 

O verdadeiro significado histórico – É aqui que está, a meu ver, o maior valor de XARDA MISTURADA. Seu significado não reside apenas na pergunta: “Os poemas são grandes poemas?” A pergunta historicamente mais importante é: “O que significou três jovens de 17 anos publicarem poesia em Macapá em 1971?” 

A resposta é contundente. Significou que uma juventude amazônica estava reivindicando para si o direito de criar, publicar e participar da literatura brasileira. E isso ocorreu num momento em que Macapá estava muito distante dos grandes circuitos editoriais. Por essa razão, o livro deve ser lido como obra literária, documento geracional e marco da história cultural do Amapá. 

Um livro pequeno, uma consequência grande – Há uma ironia bonita na história de XARDA MISTURADA. Fisicamente, trata-se de um livro pequeno: 45 páginas. Historicamente, porém, ele se tornou muito maior que suas dimensões. 

Para Ray Cunha, foi o início de uma longa trajetória literária. Para Joy Edson, marcou sua estreia poética. Para a literatura amapaense, registrou uma juventude que decidiu transformar poesia em livro. E para a história cultural da Amazônia, constitui um testemunho de como a criação literária podia surgir longe dos grandes centros e, posteriormente, deslocar-se para eles. A própria trajetória posterior dos autores confirma a importância simbólica daquele primeiro passo. 

Conclusão – XARDA MISTURADA não precisa ser transformado artificialmente em uma obra-prima para ser considerado um livro historicamente importante. Sua importância está em outro lugar. Ele é o documento inaugural de uma geração, o registro de uma juventude amapaense que decidiu publicar poesia quando publicar poesia era uma aventura, uma declaração de existência cultural e, para aqueles três rapazes, o começo de uma vida dedicada à criação. 

Sua maior força talvez esteja justamente em sua imperfeição juvenil. Porque ali ainda não estão completamente formados Ray Cunha, Joy Edson e José Montoril. Estão nascendo. E talvez seja essa a razão pela qual XARDA MISTURADA mereça ocupar um lugar específico na historiografia literária do Amapá: não necessariamente como o ápice de sua poesia, mas como um de seus documentos de nascimento literário moderno. 

Cinco décadas depois, o pequeno volume pode ser lido como uma cápsula do tempo. Dentro dela estão três adolescentes, uma cidade amazônica, uma geração, uma época e uma convicção extraordinariamente simples: a literatura também podia começar em Macapá. 

Há, inclusive, evidência acadêmica de que XARDA MISTURADA já vem sendo recuperado em estudos sobre a literatura amapaense: uma dissertação/estudo acadêmico sobre a produção literária do Amapá cita a obra ao tratar da trajetória de Joy Edson. 

Isso reforça uma distinção que considero importante: o valor histórico de XARDA MISTURADA não depende de transformá-lo retroativamente numa obra-prima. Seu verdadeiro significado está em ser uma peça documental da emergência de uma geração literária amapaense — e, retrospectivamente, o ponto zero da longa trajetória de Ray Cunha na literatura. 

Bandidos já tomaram conta do Estado do Rio e querem Eduardo Paes (PSD) como governador

Rio de Janeiro: de cidade mais linda do mundo a latrina

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 25 DE AGOSTO DE 2026 – O Rio de Janeiro é, atualmente, a Meca do banditismo, um lixo. O comércio no centro da cidade cerrou as portas e as ruas estão tomadas por moradores de rua e drogados. Até a Zona Sul, principalmente Copacabana, fervilha de morador de rua, igual piolho. O prefeito, Eduardo Paes, está no quarto mandato (2009-2017/2021-2026). Ele é do Partido Social Democrático (PSD), presidido por Gilberto Kassab, que comanda o Centrão, um aglomerado de partidos fisiológicos que fazem qualquer negócio com qualquer ditador por cargos e verbas. 

O projeto de Eduardo Paes para o governo do Rio foca na eficiência de gestão. Não é piada. Também independência técnica na Segurança e Infraestrutura. Também não é piada. Promete aumentar o efetivo policial e tirar do papel a Linha 3 do Metrô, ligando via metrô de superfície o Rio a Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, além de ampliar o sistema de BRT em direção à Baixada Fluminense e Nova Iguaçu, com bilhetagem integrada. Também pretende construir hospitais regionais para desafogar a rede estadual. Ainda: pretende ampliar o ensino profissionalizante para os jovens. 

Em segundo lugar nas pesquisas, e bem distante de Eduardo Paes, vem Douglas Ruas, do PL, partido do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro. Ruas promete, basicamente, reduzir a tarifa do metrô, integrar os meios de transporte e conectar vias expressas; e investimento em cursos profissionalizantes para os jovens. 

Aí, já dá para antecipar, com segurança, que Eduardo Paes, que já desgraçou a cidade do Rio de Janeiro, vai, agora, demolir o segundo Estado mais rico do país, pois é inevitável que seja eleito, em primeiro turno. 

Mas, se a população que quer, verdadeiramente, o bem do Rio de Janeiro, se conscientizar de que se não apearem Eduardo Paes, agora, o Rio, e o Brasil, ainda vão amargar muito. 

O Rio de Janeiro jamais deixou de ser a capital do Brasil; ou uma das capitais. Brasília é capital de direito, administrativa. O Rio é onde as coisas são decididas. Bem como em São Paulo. Boa parte dos representantes do establishment tem domicílio no Rio ou em São Paulo. O Rio tem mais funcionários federais do que Brasília, várias estatais têm sede no Rio e o Estado abriga grande efetivo das Forças Armadas, além de que conta com as duas únicas usinas nucleares brasileiras. Também o Estado contra com indústria naval e centros de pesquisa importantes. 

Isso, sem contar com a beleza paradisíaca que é o litoral do Rio de Janeiro. 

Em contrapartida, é lá que todo chefão de máfia, ou facção, quer morar, para usufruir de uma das cidades mais bonitas, sensuais e cosmopolitas do planeta, e de um litoral de tirar o fôlego. De modo que o Rio está tomado pelo crime organizado. Assim, os chefões elegem políticos, formam advogados e lavam dinheiro em grandes empreendimentos. Para isso, controlam imensos currais eleitorais, especialmente nas favelas. 

Além da violência estratosférica que assola o Rio, o Estado e a cidade vêm sendo pilhados há décadas. Vários governadores cariocas foram presos por corrupção, mas políticos corruptos continuam sendo eleitos. Assim, conhecer a fundo o Rio de Janeiro e saber utilizar tecnologia de ponta, como, por exemplo, o magnata high-tech Elon Musk, que tudo lê, ouve e vê, é crucial para quem quiser se eleger governador do Estado mais cintilante do Brasil. 

Do que é que o Estado do Rio de Janeiro precisa? Vamos lá: 

1 – Em primeiríssimo lugar: de um centro de inteligência com especialistas e tecnologia de ponta capaz de direcionar as polícias Civil e Militar do Estado, e a Polícia Federal, no combate à bandidagem, sob o lema “tolerância zero”. 

2 – Ampliação do fornecimento de água encanada, energia elétrica e esgoto nas cidades em geral. O carioca, por exemplo, vive às voltas com falta de água, embora rios não faltem no município. Na cidade do Rio, a Baía de Guanabara e os rios que deságuam nela precisam passar por uma despoluição completa. 

3 – Ampliação da geração de energia elétrica, com a conclusão da usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis. 

4 – A construção da Terceira Linha do Metrô, Rio-Niterói, mas sob a Baía de Guanabara, da mesma forma que Paris é ligada a Londres por trem. O túnel por baixo da Baía de Guanabara, da Praça XV, no Rio, à Praça Arariboia, em Niterói, beneficiaria, diariamente, em torno de 750 mil passageiros. Sua construção não teria que desapropriar terrenos. De modo que se houver vontade política para estancar a roubalheira e melhorar o transporte viário Rio-Niterói haverá dinheiro de sobra. Com a despoluição da Baía de Guanabara e metrô por debaixo dela o Rio-Niterói, que já é a cidade do Hemisfério Sul que mais cintila, ficará ainda mais maravilhosa. 

Mas, atenção, fluminenses, principalmente cariocas: a obra número um, a que poderá livrar o Estado do Rio e a Cidade Maravilhosa de regredirem de paraísos tropicais a valhacoutos da bandidagem internacional, latrinas do mundo, é apear Eduardo Paes. O Rio de Janeiro só depende de vocês para continuar lindo.

domingo, 23 de agosto de 2026

Canção de amor pelo Amapá. Dr. Furlan, a redenção do Estado. Jornalista Adriana Garcia

Dr. Furlan concluirá a BR-156 e ligará o Amapá ao país

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 23 DE AGOSTO DE 2026 – O Estado do Amapá, banhado pela Amazônia Azul, no setentrião do Brasil, é o mais emblemático deste país indígena, europeu e africano. O mais alegórico de um Brasil paradoxal: paraíso inalcançável; e miserável em plena riqueza. Um Brasil escravocrata e colonialista. O Amapá é exatamente isso. Senão, vejamos. 

O maior símbolo brasileiro da corrupção, gastança e ineficiência é a única rodovia federal do Amapá, a BR-156. A estrada liga Macapá, localizada ao sul, no cruzamento da Linha Imaginária do Equador com o maior rio do mundo, o Amazonas, a Oiapoque, ao norte, a cidade mais próxima da Margem Equatorial, um lençol de petróleo que sinaliza a redenção dos amapaenses. Começou a ser construída em julho de 1932, sob a liderança do marechal Cândido Rondon, e jamais foi concluída. 

Já consumiu centenas de milhões de reais e encheu o bolso de meio mundo, mas, no inverno amazônico, seis meses de chuvas fortes, grandes trechos seus viram atoleiro, e, no verão, período de estiagem, vira um inferno de poeira e buracos. Políticos do Amapá e de Brasília, nas eleições, vivem garantindo a conclusão da estrada, além de picanha e cerveja. 

A BR-156 é estratégica para o Amapá. Provavelmente, por isso, políticos amapaenses cuidam para que não seja concluída, pois faturam votos com a pobreza e ignorância do povo, que, por bolsa-miséria e cesta básica, santificam os donos do Amapá, como porcos, que ficam felicíssimos com a lavagem que lhes é servida e ignoram o cepo. 

A rodovia é o escoadouro natural para o comércio com a Guiana Francesa, via ponte internacional sobre o Rio Oiapoque, ligando, assim, Macapá à Caiene, a capital da província francesa encravada na América do Sul. 

Outro absurdo amapaense é a ponte sobre o Rio Jari. O Amapá é o único Estado isolado do resto do país por terra. É como uma ilha, pois, ao norte, fica a Cordilheira do Tumucumaque e a oeste, o Rio Jari, um dos gigantes da Amazônia. A sul, limita-se com o Rio Amazonas e a leste com o Oceano Atlântico. É impossível construir uma ponte sobre o Canal do Norte, mas é possível sobre o Rio Jari, ligando o Amapá ao Pará, que é ligado por rodovia ao resto do país. 

Políticos, que se julgam donos do Amapá, vêm prometendo a ponte, mas somente em ano eleitoral. Os 406 metros de fundação já foram iniciados, em 2001, conectando a cidade de Laranjal do Jari, no Amapá, à cidade de Monte Dourado, no Pará. Mas a ponte ficou somente nas fundações. O que já foi feito terá que ser refeito e milhões de reais foram parar, novamente, nos bolsos dos jacarés. 

Outro absurdo do Amapá: o Porto de Santana, na região metropolitana de Macapá, é um dos mais estratégicos da Amazônia, pois é o porto brasileiro mais próximo, simultaneamente, dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia, neste caso, via Canal do Panamá. Mas o porto é administrado pela Prefeitura de Santana, em vez de ser administrado pelo Estado, com maior poder de fiscalização. Assim, o porto se torna estratégico, mas para o narcotráfico internacional. A Polícia Federal que o diga. 

Agora, os amapaenses têm a Margem Equatorial, que pode tornar o Amapá um dos Estados mais ricos do país, mas terão que fazer as escolhas certas. Até hoje, os políticos do Amapá falharam redondamente. E depois, jamais vi um político com um plano de trabalho visando o desenvolvimento do Setentrião. São grandes administradores de sua própria prosperidade, engenheiros talentosos de cabides de emprego e verdadeiros diplomatas do jabá, que é a propina distribuída a jornalistas famintos pelo tilintar do vil metal. 

Agora, os amapaenses têm a oportunidade de mudar seu destino, tirando o Amapá da miséria e da ignorância. O ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), provou, na sua administração, que é trabalhador, honesto e talentoso. Candidato ao governo do Amapá, é do tipo que promete e cumpre. Pois bem, prometeu concluir a BR-156, construir a ponte sobre o Rio Jari e preparar o Estado para se desenvolver juntamente com a Margem Equatorial. 

Agora, é, também, a oportunidade de mandar de volta para Garanhuns/PE o líder de Lula da Silva no Senado, Randolfe Rodrigues (PT/AP), comunista amicíssimo da hiena da Venezuela, Nicolás Maduro, e pertencente à elite do Foro de São Paulo. Defende Lula da Silva, que já enfiou o Brasil no fundo do poço, com unhas, dentes e gritinhos. 

Ainda, os amapaenses podem contribuir para a derrubada de um dos brasileiros que mais destroem o Brasil, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), que defende, com unhas, dentes e seu gordo traseiro, a Ditadura da Toga. Votando para o Senado em Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD), os amapaenses reforçarão um Senado de Direita, que impedirá a recondução de Alcolumbre à presidência da casa e o levará à Comissão de Ética, que poderá expulsá-lo da câmara alta, pois o mal que vem fazendo, sentando-se em cima das dezenas de pedidos de impeachment de colarinhos brancos, não tem perdão. 

Já que falei em jornalistas, o Amapá conta com uma das mais atuantes jornalistas investigativas do Brasil: Adriana Garcia, membro da Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (AJOIA Brasil). 

Quanto à classe intelectual e artística do Amapá, está amoitada, igualzinho no resto do país. A Lei Rouanet e os bilhões de reais despejados na imprensa amestrada são uma tentação para quem não consegue vislumbrar um Brasil próspero e hegemônico.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A obrigatoriedade do diploma de jornalista extinguirá a propina nas redações? Assegurará o anonimato da fonte? Melhorará as faculdades?

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 19 DE AGOSTO DE 2026 – O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade da formação superior para exercer a profissão de jornalista, em 2009. A corte entendeu que o Decreto-Lei 972, de 1969, criado, portanto, durante o regime militar, não foi recepcionado pela Constituição de 1988. Assim, para a corte, a exigência de diploma feria a liberdade de expressão e de imprensa. Ontem, o tema voltou ao debate na corte. Agora, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino entendem que está havendo excesso na liberdade de expressão pelos chamados blogueiros e influenciadores. 

– A liberdade de imprensa é um dos pilares fundamentais da democracia. Se nós deixarmos que a imprensa seja contaminada por pessoas que não são da imprensa, não são jornalistas e não lutam pela informação, nós estaremos desgastando um dos grandes pilares da democracia – disse Moraes. 

E quem vai nos defender da velha imprensa, controlada pelo jabá (propina)? Quem vai nos defender quando não temos mais direito nem de assegurar o anonimato das nossas fontes? 

A discussão na corte ocorreu após Moraes determinar uma operação da Polícia Federal de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de governo do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário de Urbanismo e Habitação de São Luís. Segundo a Polícia Federal, ambos teriam atuado como fontes do jornalista Luís Pablo, autor de denúncia de que Dino teria usado carro oficial para ir à praia com a família. 

O diploma não é obrigatório, mas Luís Pablo é jornalista e o direito a omitir a fonte está na Constituição. É direito pétreo. Qualquer pessoa que se sentir atingida por meio da imprensa ou redes sociais tem um cipoal de leis para usar. Jornalistas comprometidos com a verdade dos fatos não se prostituem. Então, a discussão é outra. 

Lembro-me que quando o Supremo desqualificou o diploma de jornalistas ouviu-se choro e ranger de dentes. O fato é que cursos superiores de jornalismo dão no meio da canela; online, então! Durante décadas copidesquei textos de jornalistas. Vi caso, antes do computador, de copidescar textos e pedir ao repórter que o passasse a limpo e o texto retornou ainda com erros. De um modo geral, o ensino superior no Brasil está tão arrombado que pessoas graduadas não sabem escrever e não leem, mas têm diploma. 

Na profissão de jornalista há três elementos fundamentais: ética, a verdade dos fatos e domínio do idioma utilizado. Isso é diferente do jornalista que faz marketing, em vez de jornalismo, ou se vende, como se a profissão fosse um rendez vous. Com ou sem diploma.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Meu amigo carioca

Elenco de Morte e Vida Severina pela Escola de Teatro de
Comédia da Guanabara, encenada no antigo Teatro de Arena,
no Largo da Carioca, centro do Rio de Janeiro, 1972. Na foto,
Luiz Loyola é o segundo, à esquerda, agachado, e Ray Cunha
é o de cabelo black-power, na extremidade, à direita

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 17 DE AGOSTO DE 2026 – Meu amigo carioca partiu para o azul cobalto de Copacabana, naquele momento da tarde em que o céu deságua no mar. Ele tinha a idade de quando somos imortais, 21 anos, e eu, 18, quando o conheci. Luiz Antonio Loiola de Matos, Luiz Loyola. Quero dizer à sua amada, Angela Loyola, à sua princesa, Clara, e ao seu herdeiro, Gabriel, que a vida, aqui na Terra, é mesmo rápida; o bom, mesmo, começa na quinta dimensão. A coisa é tão rápida que conheci Loyola em 1972, e parece que foi ontem. 

Na época, o compositor amapaense Luiz Tadeu Tavares Magalhães trabalhava na White Martins, filial de Jacaré, bairro da Zona Norte do Rio, e conseguiu para mim uma vaga de contínuo; logo depois, fui promovido a auxiliar de venda. Às sextas-feiras, principalmente na primeira sexta do mês, Tadeu e eu saíamos para beber. Às vezes, íamos para a casa do nosso colega de White Martins, Frank Loiola Matos, em Padre Miguel, quando conheci o irmão dele, Luiz Loyola, Lula, e fizemos o Curso de Interpretação Teatral no antigo Teatro de Comédia do Estado da Guanabara (Teco), na turma do professor e ator Jorge Paulo. 

A prova final do curso foi a encenação de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, com músicas de Chico Buarque de Holanda, no extinto Teatro de Arena, no Largo da Carioca. Loyola fez um dos coveiros; o outro, era eu. 

O quarto do Loyola era chamado de BOE (Boite Onda Estudantil), onde, nas palavras do próprio Loyola, “aconteciam reuniões com muita música, teatro, poesia, happenings, num clima underground e ambiente psicodélico, cheio de posters de vanguarda, caricaturas, painel com capas de LP, objetos antigos, como um armário centenário com um enorme espelho de cristal na frente da porta, que encantava os narcisistas, uma luminária em formato de chapéu mexicano vermelho, iluminada por uma tênue luz azul opaca, lembrando cabarés da Avenida Prado Júnior, no Leme; no chão, havia um espelho retrovisor redondo, de aproximadamente um metro de diâmetro, do serviço de trânsito do Rio, apelidado de “poço” pelo companheiro de trabalho Paulo Cesar Americano do Brasil, da Remington Rand, onde trabalhei com Luiz Tadeu no início da década de 70. 

“Num desses eventos, em uma noite festiva, tive o prazer de receber o amigo Ray Cunha, sutilmente trajando calça jeans do Lixo (boutique cult de Copa), camisa mangas compridas com gola rolê cor roxa e sapatos bicolores vermelhos e amarelos. A figura tinha cabelos ruivos black-power no melhor estilo saltimbanco do ator do filme musical Gospell... em sua companhia chegaram Luiz Tadeu e Iara Picanço, depois de uma viagem de trem da Central do Brasil, direto do subúrbio do Lins de Vasconcelos” – recorda Loyola. 

Os sapatos bicolores foram presente do artista plástico amapaense Abenor Pena Amanajas, que então morava no Rio, e a Iara Picanço foi a primeira esposa do Luiz Tadeu, mãe da minha querida amiga Luciana, afilhada do Luiz Loyola. 

Na mesma época do curso de teatro, começamos a leitura e laboratório da peça Miolo de Pão, do Loyola, “a realidade conflitante, festiva e utópica de uma família do subúrbio carioca” – segundo o próprio Loyola. Nós nos reuníamos na casa do Jamil Viana, na Pavuna; na casa da belíssima Beth Bello, na Ilha do Governador; e na Vila Valqueire. 

Certo dia, ensaiamos no casarão em Vila Valqueire. Insistiram para que eu fumasse maconha e resolvi experimentar. Foi a primeira e única vez. Comecei a me sentir do jeito que imaginamos um astronauta na lua e minha pressão baixou. Era uma tarde ensolarada e resolvi sair. Ninguém se importou com isso e saí sozinho. Lembro-me de que eu andava como um astronauta, com sapatas pesadas para não flutuar. Resolvi ir para a casa do Loyola, em padre Miguel. Peguei um trem errado, retornei à Central do Brasil e consegui chegar em Padre Miguel lá pelas 22 horas. 

Jamais esquecerei aquela noite. Eu estava faminto. O Loyola me convidou para irmos à cozinha e saboreamos bolo, pães e cuscuz com café, preparados por dona Maria Amélia, mãe do meu amigo carioca. Lembro-me que comecei a degustar uma banana declamando versos de Xarda Misturada, “dando um toque tropicalista romântico àquela noite de inverno tímido” – registrou Loyola. XARDA MISTURADA é um livro de poemas de Joy Edson, José Montoril e eu, publicado em 1971, em Macapá/AP, minha cidade natal. 

Eu morava na Rua República do Peru 210/204, entre as ruas Tonelero e Barata Ribeiro, em Copacabana, mesmo endereço do Itabaraci Nunes Batista, irmão do músico amapaense Aimorezinho, que aparecia lá de vez em quando. Na White Martins, comecei a fazer um house organ da filial, o que me granjeou muito prestígio. Além disso, eu pagava mensalmente uma empresa que fornecia entradas a pelo menos quatro peças teatrais por mês. O gerente da filial, dr. Arlindo, também era cliente da mesma empresa e andamos nos encontrando nos teatros. Ele morava em Ipanema e passou a me dar carona para Copacabana quando saíamos juntos. O jornalzinho e o interesse comum por teatro entre o gerente da filial e eu, além da companhia do Luiz Tadeu, tornavam o ambiente pesado de multinacional um convívio bastante agradável. 

Um dia, Loyola foi me visitar. Ele mesmo escreveu: “Numa única visita à casa de Ray Cunha, na Rua República do Peru, em Copacabana, na década de 1970, o poeta me recebeu em seu quarto (vaga), onde havia uma cama beliche e o seu estado de saúde era gripal e febril; driblamos aquele quadro e resolvemos sair pra respirarmos uma brisa do mar caminhando pelo calçadão, depois paramos numa lanchonete e tomamos um delicioso café e suco de laranja com sanduíche, e, serpenteando pelas ruas sombrias do bairro, o poeta fez uma citação irreverente dizendo que Copacabana era uma enorme cama...” – Luiz Loyola mergulha mais naqueles anos dourados, referindo-se ao poema Essa Copacabana Triste Mulher, publicado no livro DE TÃO AZUL SANGRA. 

Demorei apenas dois anos no Rio e voltei para a estrada. Foi minha fase on the road. Durou até 1982. Foi mais ou menos nessa época que recebi, em Belém, onde estava morando, uma visita do Loyola e a Angela. Estavam visitando a Amazônia e tinham ido à ilha de Marajó. Recebi-os em casa. Foi estranho e eu nunca tive a oportunidade de explicar a estranheza ao Loyola, pois sempre quis fazer isso pessoalmente. Eu estava me separando da minha primeira esposa e acho que o Loyola e a Angela perceberam que algo ia errado. E ia mesmo. Acho que eu andava dopado. 

Logo depois disso voltei ao Rio. O Loyola comemorou o aniversário dele em Pedra de Guaratiba e o Luiz Tadeu e eu pintamos, lá. Foi uma imensa bebedeira, com a famosa batida do Primo, de Olinda, mais ao norte de Padre Miguel, vinho, cerveja, happenings e a bela voz do Luiz Tadeu, cantor maravilhoso. Dessa vez, minha estadia no Rio durou pouco tempo. Retornei para Belém e concluí o curso de jornalismo. 

Nos anos 1990, fui novamente ao Rio, quando o pintor Olivar Cunha expôs em um espaço em Botafogo, defronte ao Shopping Rio Sul. Ao coquetel de abertura estavam presentes Luiz Tadeu e Luciana, e Luiz Loyola. 

Em 1992, fui ao Rio para lançar o livro de contos A GRANDE FARRA. Foi uma estadia etílica. Encontrei-me, é claro, com meu amigo carioca. 

Em 2000, participei da Bienal do Livro, com TRÓPICO ÚMIDO – TRÊS CONTOS AMAZÔNICOS. Naquele ano, em uma manhã de domingo, eu acabara de sair da praia de Ipanema, com Luciana, quando houve o primeiro arrastão televisionado – cenas aterrorizantes. Eu vivia mergulhado em um sonho etílico. Encontrei-me com Loyola, mas não me lembro de nada. 

No dia 2 de fevereiro de 2024, um sábado, autografei o romance-reportagem JAMBU no restaurante Belém Belém Amazônia, templo da cozinha paraense no Rio de Janeiro, na Avenida Rainha Elisabeth da Bélgica 122, Loja A. Essa via liga as avenidas Atlântica, em Copacabana, na altura do Posto 6, à Vieira Souto, em Ipanema. Loyola não foi, porque estava em São Paulo, nem o Luiz Tadeu, que estava em Macapá. Mas Luciana foi. 

Desde que comecei a frequentar o Facebook revia meu amigo carioca, de vez em quando, e até trocávamos um alô. Ele me chamava de poeta. Loyola era um doce, um querido amigo. Meu amigo carioca. Imagino-o saltando da Pedra da Gávea, ou do Cristo Redentor, ou do Pão de Açúcar, de asa delta, rumo ao azul.

Os livros citados podem ser encontrados no Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Comemoração no Senado Federal dos 69 anos da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo se torna um grito pelo fim da ditadura da toga

Cláudio Magnavita, do Conselho Nacional do Turismo (CNT),
ex-presidente da Abrajet; Miriam Petrone, presidente da
Abrajet São Paulo; senadora Damares Alves, presidente da
sessão; Luiz Pires, presidente da Abrajet Nacional; Antônio
Claret Guerra, do Conselho Nacional do Turismo e presidente
da Abrajet Minas Gerais; e Gustavo Lopes, secretário municipal
de Turismo de São Paulo (Ton Molina/Agência Senado)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 14 DE AGOSTO DE 2026 – Em discurso na cerimônia pelos 69 anos da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet), no plenário do Senado Federal, na tarde de hoje, o ex-presidente da Abrajet, membro do Conselho Nacional do Turismo e publisher do Correio da Manhã, Cláudio Magnavita, alertou para a ditadura instalada no país e que vem aterrorizando a imprensa, ao lembrar o caso do jornalista maranhense Luís Pablo – denunciou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que usou carro institucional em passeio com sua família na praia – que teve sua fonte jornalística submetida à operação da Polícia Federal, embora a Constituição garanta o sigilo da fonte. 

Após Luís Pablo publicar reportagem sobre o uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino e familiares, em março, a Polícia Federal apreendeu celulares, notebook e outros dispositivos do jornalista. Terça-feira 11, o ministro Alexandre de Moraes, colega de Dino, autorizou uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, apontado como fonte de Luís Pablo. 

A Agência Senado só publicou vídeo com o início da fala de Cláudio Magnavita e não a parte em que ele denuncia o estado de excessão que o país vive. 

A celebração no Senado foi uma iniciativa do senador Eduardo Gomes (PL/TO), vice-presidente da casa. Gomes não pode comparecer à sessão por motivo de força maior e foi substituído na presidência dos trabalhos pela senadora Damares Alves (Republicanos/DF). 

Fundada em 29 de janeiro de 1957, no Rio de Janeiro, a Abrajet tem sucursais em 20 Estados e no Distrito Federal, com filiação de mais de 200 profissionais que trabalham em 140 veículos de comunicação, incluindo jornais, revistas, rádios, emissoras de TV e portais digitais. 

O turismo, hoje, no Brasil, passa por momentos difíceis. Atualmente, o Brasil está em quadragésimo sexto lugar no ranking mundial de volume de visitantes. Embora um paraíso tropical, O Brasil é um dos países mais violentos do globo. Gangues de narcotraficantes aterrorizam cidades e dominam bairros, cidades e até Estados, como é o caso da Bahia e do Ceará.

Os Estados Unidos criaram o Escudo das Américas e tratam narcotraficantes como terroristas, o que os legitimam a combater quadrilhas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) até dentro do território dos países da América Latina.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Jornalista José Maria Trindade comenta que não precisa Força Delta para pegar Lula: basta Uber

José Maria TrindadeO CLUBE DOS ONIPOTENTES, edição de 2022

RAY CUNHA

BRASÍLIA, 11 DE AGOSTO DE 2026 – O jornalista José Maria Trindade, comentarista político e diretor da sucursal do grupo Jovem Pan em Brasília, revelou a situação do presidente Lula da Silva e a realidade das Forças Armadas do Brasil em uma ironia: comentou que se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quiser capturar Lula da Silva não precisará da Força Delta, mas apenas de um Uber. 

Recentemente, a Força Delta capturou o ditador da Venezuela, a hiena Nicolás Maduro, chefão do Foro de São Paulo e um dos maiores narcotraficantes e ladrões do mundo. Lula está com medo do mesmo destino porque também comanda o Foro de São Paulo e se opõe ferozmente que os Estados Unidos considerem as máfias de narcotraficantes Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) terroristas. 

Lula já se precaveu. Consultou as Forças Armadas para se certificar de que nem a Força Delta conseguirá capturá-lo e levá-lo para os Estados Unidos. A resposta foi mais ou menos um conselho: é melhor continuarem capinando e pintando meios-fios, pois estão à mingua. 

Em um confronto Brasil versus Estados Unidos bastaria que os americanos desligassem o GPS. Sem GPS, até os pets perderiam o rumo. 

Journalist Says There Is No Need for Delta Force to Get Lula: Uber Will Do 

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, AUGUST 11, 2026 – Journalist José Maria Trindade, political commentator and director of the Brasília bureau of the Jovem Pan media group, highlighted the situation of President Luiz Inácio Lula da Silva and the reality of Brazil’s Armed Forces with an ironic remark: he said that if U.S. President Donald Trump wanted to capture Lula da Silva, he would not need Delta Force—just an Uber. 

Recently, Delta Force captured Venezuela’s dictator, the hyena Nicolás Maduro, head of the São Paulo Forum and one of the world’s biggest drug traffickers and thieves. Lula is afraid of suffering the same fate because he also commands the São Paulo Forum and fiercely opposes the United States designating the drug-trafficking gangs Primeiro Comando da Capital (PCC) and Comando Vermelho (CV) as terrorist organizations. 

Lula has already taken precautions. He consulted Brazil’s Armed Forces to make sure that not even Delta Force would be able to capture him and take him to the United States. The answer was more or less a piece of advice: they would be better off continuing to cut grass and paint curbs, because they are barely hanging on. 

In a confrontation between Brazil and the United States, all the Americans would have to do is switch off the GPS. Without GPS, even pets would lose their way.