quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Ray Cunha e a filosofia da Medicina Chinesa

Ray Cunha busca respostas sobre a vida na Medicina Tradicional Chinesa

ChatGPT 

BRASÍLIA, 3 DE SETEMBRO DE 2026 – PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA – VIVÊNCIA NA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA (Clube de Autores, amazon.com.br e amazon.com), de Ray Cunha, publicado em Brasília, em 2025, é uma obra de natureza híbrida que ultrapassa os limites de um manual de Medicina Tradicional Chinesa. Resultante da experiência do autor como estudante e praticante de MTC, o livro articula memória, relato clínico, reflexão filosófica, espiritualidade, metafísica e linguagem literária. 

Seu eixo fundamental é uma pergunta que antecede a própria medicina: o que é o ser humano? A partir dessa questão, Ray Cunha estabelece um diálogo particular com o Taoismo, com Masaharu Taniguchi, Carl Gustav Jung e Richard Gerber, construindo uma concepção na qual corpo, mente, consciência e realidade constituem dimensões interdependentes da existência. 

Este ensaio sustenta que PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA deve ser lido menos como tratado médico e mais como uma obra de fronteira, na qual a experiência terapêutica se transforma em investigação sobre a consciência e o sentido da vida. Ao mesmo tempo, a própria obra contém uma importante consciência de seus limites ao reconhecer que a MTC não substitui a medicina de emergência, a cirurgia ou os transplantes. O resultado é um livro singular dentro da produção de Ray Cunha e uma peça importante para compreender a dimensão filosófico-espiritual de sua literatura. 

1. Introdução: quando a medicina deixa de ser apenas medicina – Há livros que explicam uma prática. Há outros que relatam uma experiência. E existem aqueles que, partindo de uma experiência concreta, acabam por interrogar a própria condição humana. PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA pertence a esta terceira categoria. 

Publicado em Brasília, em 2025, o livro nasce da experiência de Ray Cunha com a Medicina Tradicional Chinesa, mas rapidamente se desloca para territórios muito mais amplos: o sofrimento, a consciência, a espiritualidade, a natureza da realidade, a relação entre mente e corpo, a existência de dimensões não materiais e a possibilidade de uma medicina entendida como caminho de equilíbrio. O próprio percurso do autor ajuda a explicar essa amplitude: sua formação na Escola Nacional de Acupuntura, em Brasília, ocorreu entre 2013 e 2016, com 2.520 horas entre aulas e estágio. 

O aspecto decisivo, porém, é que Ray Cunha não se contenta com a dimensão técnica da acupuntura. Ao longo do livro, percebe-se uma insatisfação intelectual diante de uma formação que, segundo ele próprio, não teria aprofundado suficientemente a filosofia da Medicina Tradicional Chinesa. É justamente dessa lacuna que nasce a investigação filosófica que sustenta a obra. 

A pergunta passa, então, da técnica para a existência: O que é a vida? E, consequentemente: O que é o sofrimento? O que é o corpo? O que é a consciência? Onde termina a matéria e começa aquilo que chamamos de espírito? É nesse ponto que PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA deixa de ser simplesmente um livro sobre acupuntura e se transforma em uma obra de investigação existencial. 

2. O Tao como horizonte filosófico – O pensamento taoista constitui uma das matrizes mais importantes para compreender a arquitetura intelectual do livro. Historicamente, o Daoismo articula a ideia de dào — caminho, via ou modo de viver — a uma concepção de existência na qual a realidade não deve ser compreendida apenas por meio de categorias rígidas e separações absolutas. O Daodejing e a tradição associada a Laozi tornaram-se fundamentais para essa reflexão sobre o caminho, a naturalidade e a relação do ser humano com a ordem da existência. 

Em Ray Cunha, essa influência aparece condensada na ideia do Caminho do Meio, mencionado explicitamente nos agradecimentos da obra em associação ao Taoismo. O conceito é particularmente adequado à proposta do livro porque PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA procura superar dualismos absolutos: corpo e espírito, matéria e consciência, doença e saúde, sofrimento e felicidade. 

Não se trata, entretanto, de afirmar que Ray Cunha esteja simplesmente reproduzindo Laozi. Seu procedimento é outro: ele apropria-se de elementos de diferentes tradições para construir uma cosmologia pessoal. O Tao, nesse contexto, funciona menos como sistema teórico fechado e mais como horizonte de compreensão. 

A saúde deixa de ser somente ausência de doença e passa a significar harmonia. A doença deixa de ser somente uma alteração orgânica e passa a ser investigada também como possível expressão de desequilíbrios mais amplos. E a existência humana deixa de ser interpretada exclusivamente pela anatomia para ser pensada como percurso. O corpo torna-se caminho. A consciência torna-se caminho. A própria vida torna-se caminho. 

3. Do corpo biológico ao corpo como manifestação da consciência – Uma das teses mais provocadoras do livro é a inversão da perspectiva convencional segundo a qual a consciência seria simplesmente um produto do cérebro e do organismo. Ray Cunha propõe uma leitura diferente: o corpo físico seria uma manifestação ou expressão de uma realidade mais profunda. 

Essa concepção aparece quando o autor relaciona corpo físico, mente, aura, campo energético e aquilo que denomina corpos sutis. Em sua interpretação, a realidade humana não se esgota na matéria visível. 

É uma afirmação filosófica de grande alcance. Se o corpo não constitui a totalidade do ser, a medicina também não poderia limitar-se àquilo que é imediatamente mensurável pelo corpo. A terapia passaria a envolver não somente órgãos, tecidos e sintomas, mas também estados mentais, emoções, energia e consciência. 

É aqui que o livro se aproxima de uma filosofia holística da pessoa. Entretanto, há uma distinção fundamental que deve ser preservada numa leitura crítica: uma coisa é apresentar uma hipótese metafísica ou uma experiência terapêutica; outra é demonstrá-la cientificamente. 

O mérito do livro está justamente em tornar visível essa fronteira. Seu discurso pertence a uma tradição espiritual e metafísica específica e deve ser compreendido dentro dela, sem que seus relatos clínicos sejam automaticamente transformados em evidência científica. Essa distinção não diminui a obra. Ao contrário: permite que ela seja lida com maior rigor. 

4. Taniguchi e a primazia da mente – Entre as influências explicitamente reconhecidas pelo autor está Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie. A tradição de Taniguchi enfatiza a relação entre mente, realidade e uma concepção espiritual da existência; entre seus princípios encontra-se a ideia de que os fenômenos são manifestações da mente. 

Essa perspectiva encontra uma afinidade evidente com o projeto de Ray Cunha. O autor relata que, antes de sua imersão na Medicina Tradicional Chinesa, já havia entrado em contato com a Seicho-No-Ie e com a obra de Taniguchi, aprofundando posteriormente sua investigação sobre espírito, consciência, corpos vibracionais, energia e matéria. 

Assim, a Medicina Tradicional Chinesa não aparece em sua trajetória como um acontecimento isolado. Ela é incorporada a uma busca intelectual que já vinha sendo construída. O resultado é uma espécie de cadeia conceitual: mente → consciência → energia → corpo → experiência humana. Essa cadeia é essencial para compreender o título do livro. 

Pare de Sofrer não significa simplesmente eliminar sintomas. Viva a Vida não significa simplesmente prolongar a existência biológica. O imperativo é mais profundo: modificar a relação do indivíduo com a própria existência. 

5. Jung e a fronteira entre psicologia e espiritualidade – A aproximação possível com Carl Gustav Jung é igualmente fecunda, embora deva ser entendida como convergência temática, e não necessariamente como filiação direta. Jung dedicou parte significativa de sua obra à relação entre consciência, inconsciente, símbolos, arquétipos e processos de transformação interior. Em Ray Cunha, encontra-se uma preocupação semelhante: aquilo que aparece exteriormente no corpo pode ser interpretado como expressão de uma realidade interior mais profunda. 

O interesse pela dimensão invisível do ser aproxima os dois autores. Mas a diferença também é importante. Jung construiu sua investigação dentro do campo da psicologia profunda, ainda que tenha dialogado intensamente com religião, mitologia e espiritualidade. Ray Cunha, por sua vez, avança deliberadamente para uma linguagem metafísica na qual aparecem Deus, espírito, karma, encarnação, campo, éter e corpos vibracionais. 

O diálogo entre ambos, portanto, não deve ser entendido como identidade conceitual, mas como encontro de preocupações: qual é a parte invisível do ser humano? Essa pergunta atravessa tanto a psicologia profunda quanto a espiritualidade presente em PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA. 

6. Richard Gerber e a Medicina Vibracional – Outro nome decisivo para compreender a obra é Richard Gerber. O livro declara que, a partir de 2016, Ray Cunha aprofundou seus estudos na chamada Medicina Vibracional, associando essa investigação ao conceito de corpos sutis e à possibilidade de uma “acupuntura nos corpos sutis”. Gerber tornou-se conhecido por apresentar uma visão de terapias baseadas em energias sutis e por explorar uma interpretação energética e espiritual da saúde. 

Ray Cunha incorpora essa perspectiva à sua própria experiência. O que emerge não é uma simples repetição de Gerber, mas uma síntese autoral. O escritor parte da acupuntura tradicional, passa pela experiência clínica, aproxima-se do Taoismo, dialoga com Taniguchi, encontra pontos de contato com a psicologia profunda e incorpora a linguagem da Medicina Vibracional. 

Essa trajetória explica por que PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA é difícil de classificar. É livro de medicina? Sim, em sua origem. É livro de filosofia? Também. É livro de espiritualidade? Inegavelmente. É literatura? Em vários momentos, sim. Mas ele não cabe integralmente em nenhuma dessas categorias. 

7. O livro e a consciência dos limites da MTC – Um dos aspectos intelectualmente mais interessantes da obra é que Ray Cunha não apresenta a Medicina Tradicional Chinesa como solução universal. Esse ponto é fundamental. Ao discutir “mitos e verdades sobre acupuntura”, o autor observa que alguns estudantes chegam a considerar a medicina chinesa capaz de resolver praticamente todos os problemas de saúde. Sua própria experiência, entretanto, conduz a uma posição mais cautelosa. Ele reconhece que a MTC não substitui procedimentos como cirurgia, transplantes ou atendimento de emergência diante de determinadas situações agudas. 

Essa passagem fortalece a dimensão crítica do livro. O autor poderia simplesmente construir uma defesa apologética da acupuntura. Não o faz. Ao contrário, reconhece a coexistência de diferentes sistemas terapêuticos. Essa atitude permite uma leitura mais sofisticada da obra: Ray Cunha não propõe necessariamente uma guerra entre medicina ocidental e medicina chinesa. O que propõe é uma ampliação da percepção sobre o ser humano. 

A questão deixa de ser: “Qual medicina é a verdadeira?” E passa a ser: “Que dimensões do ser humano cada modelo consegue perceber?” Essa é uma pergunta filosófica, e não apenas médica. 

8. O relato clínico como experiência narrativa – A presença de pacientes e experiências terapêuticas dá ao livro uma dimensão testemunhal. Um dos casos narrados é o de um paciente identificado pelas iniciais VJC, que havia passado por cirurgia para retirada do intestino grosso em razão de câncer e sofria com problemas digestivos e internações frequentes. Segundo o relato do autor, após uma sessão de acupuntura houve uma mudança significativa em seu quadro e o paciente deixou de ser hospitalizado com a mesma frequência. Em outro caso, o autor narra a experiência de um idoso submetido à retirada de um órgão em razão de câncer de cólon e interpreta sua condição também a partir da existência de um corpo energético ou etérico. 

Esses relatos devem ser lidos simultaneamente em dois níveis. No primeiro, são memórias e testemunhos de uma prática terapêutica. No segundo, funcionam como narrativas exemplares, através das quais o autor tenta demonstrar sua concepção de ser humano. É nesse segundo nível que a literatura começa a penetrar no livro. O paciente deixa de ser apenas um caso clínico e transforma-se em personagem de uma narrativa sobre a fragilidade humana, a doença, a esperança e a possibilidade de transformação. 

9. O escritor por trás do terapeuta – Talvez um dos aspectos menos evidentes — e mais importantes — de PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA seja que seu autor nunca deixa de ser escritor. A linguagem científica não domina completamente o livro. Em determinados momentos, Ray Cunha abandona a terminologia terapêutica e mergulha numa prosa essencialmente poética. A descida pela “ladeira da existência material”, o mar, as rosas, o jasmim, as crianças, a luz, o primeiro beijo e Mozart aparecem como elementos de uma memória sensorial e espiritual da existência. 

É nesses momentos que o livro encontra sua maior força literária. O autor parece dizer que a vida não pode ser reduzida ao funcionamento orgânico. Viver é também lembrar. É amar. É sofrer. É contemplar. É ouvir música. É sentir o perfume das flores. É experimentar o tempo. É perguntar o que existe para além daquilo que os olhos conseguem ver. 

A referência ao iceberg de Hemingway, utilizada como metáfora para aquilo que se encontra oculto sob a superfície, reforça essa estrutura: a realidade visível seria apenas uma parcela de algo muito maior. Essa imagem poderia, inclusive, ser tomada como uma chave de leitura para toda a obra. O corpo seria a parte visível do iceberg humano. Abaixo dele estariam memória, emoção, consciência, imaginação, espiritualidade e mistério. 

10. “Não existe ontem nem amanhã” – Entre as formulações mais fortes do livro encontra-se a ideia de que “não existe ontem nem amanhã” e de que “a eternidade é agora”. Aqui, o livro abandona definitivamente a condição de tratado terapêutico. Estamos diante de uma filosofia da existência. O passado aparece como experiência transformada em sabedoria. O futuro, como expectativa e ilusão. O presente, como único território efetivamente vivido. 

Essa concepção converge novamente com o espírito do pensamento taoista: em vez de uma luta permanente contra a realidade, busca-se uma relação mais harmoniosa com o fluxo da existência. O sofrimento, nessa perspectiva, não é somente algo que deve ser eliminado externamente. É também algo que precisa ser compreendido interiormente. Daí a força do título: PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA. O segundo verbo é tão importante quanto o primeiro. O objetivo não é simplesmente deixar de sofrer. É aprender a viver. 

11. A metafísica de Ray Cunha – O capítulo dedicado à vida, ao sofrimento e à iluminação apresenta talvez a parte mais explicitamente metafísica do livro. Deus aparece associado à lei universal e à Grande Consciência; o éter, o campo, a matéria escura e a vibração são apresentados como elementos de ligação entre dimensões espiritual e física; aparecem ainda conceitos como mônadas, espírito, encarnação, karma e corpo vibracional. 

Aqui, é necessário fazer uma distinção metodológica. Essas proposições pertencem ao universo filosófico-metafísico do autor. Não devem ser apresentadas, sem demonstração adicional, como fatos científicos estabelecidos. Essa ressalva é particularmente importante para uma eventual leitura acadêmica da obra. 

O valor de PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA não depende de transformar sua metafísica em ciência. Seu valor está, em grande medida, justamente no fato de registrar uma tentativa contemporânea de reunir diferentes sistemas de interpretação da realidade. O livro documenta uma busca. E uma busca filosófica não perde sua relevância porque ainda não encontrou respostas definitivas. 

12. A posição de PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA na obra de Ray Cunha – Quando colocado no conjunto da produção de Ray Cunha, o livro adquire uma importância ainda maior. O escritor que, em sua ficção, investiga poder, história, identidade, Amazônia, violência, política e condição humana encontra aqui outro território: o interior do indivíduo. Se seus romances frequentemente investigam o homem diante das estruturas históricas e políticas, PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA investiga o homem diante de si mesmo. 

Essa perspectiva permite estabelecer uma ponte particularmente interessante com O TERCEIRO OLHO (romance), que, enquanto símbolo, representa justamente a possibilidade de enxergar além da aparência imediata. Em PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA, esse olhar para além da aparência ocorre no plano filosófico e espiritual. Na ficção, o escritor pode dramatizar o conflito. No ensaio vivencial, pode investigá-lo diretamente. As duas dimensões pertencem, portanto, a uma mesma preocupação de fundo: o que existe por trás da realidade que percebemos? 

13. Da Amazônia ao interior do ser – Existe ainda uma dimensão biográfica e cultural que não deve ser negligenciada. Ray Cunha nasceu em Macapá, na Amazônia, e construiu parte significativa de sua trajetória jornalística e literária entre diferentes espaços amazônicos e Brasília. Essa experiência de deslocamento entre territórios ajuda a compreender uma literatura marcada pela procura de fronteiras. Em PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA, a fronteira deixa de ser apenas geográfica. Ela passa a ser ontológica. 

O escritor que atravessou fronteiras entre Macapá, Manaus, Belém, Rio de Janeiro e Brasília passa agora a investigar outras fronteiras: matéria e espírito; corpo e mente; doença e saúde; ciência e metafísica; realidade e percepção; vida e transcendência. Nesse sentido, o livro pode ser incorporado à compreensão mais ampla da obra de Ray Cunha como uma espécie de cartografia interior. Se a Amazônia constitui um dos grandes territórios de sua literatura, a consciência humana constitui outro. 

14. Uma obra de fronteira – É possível, finalmente, definir PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA por aquilo que ela não é. Não é um tratado acadêmico de Medicina Tradicional Chinesa. Não é um manual de acupuntura. Não é um tratado científico sobre energia. Não é um livro exclusivamente espiritual. Não é uma autobiografia convencional. E não é propriamente um romance. Sua originalidade está justamente na interseção desses gêneros. É uma obra de fronteira. 

De um lado, encontra-se a experiência concreta: formação profissional, pacientes, tratamentos, observações e prática terapêutica. De outro, encontra-se a especulação: Deus, consciência, espírito, karma, corpos sutis, energia e realidade. Entre ambos está o escritor. E o escritor introduz no debate aquilo que nenhuma técnica consegue eliminar completamente: a pergunta pelo sentido. 

15. Conclusão: a medicina como caminho de consciência – A grande contribuição de PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA para a obra de Ray Cunha talvez esteja menos nas respostas que oferece do que nas perguntas que ousa formular. O livro parte da acupuntura, mas chega à metafísica. Parte do corpo, mas chega à consciência. Parte da doença, mas chega à existência. Parte do sofrimento, mas procura chegar à vida. 

Seu itinerário intelectual pode ser sintetizado em quatro grandes diálogos: Laozi oferece o caminho e a ideia de harmonia; Taniguchi reforça a centralidade da mente e da realidade espiritual; Jung fornece um horizonte de reflexão sobre consciência e interioridade; Richard Gerber oferece a linguagem das energias sutis e da medicina vibracional. 

Ray Cunha, entretanto, não desaparece atrás dessas referências. Ao contrário: utiliza-as para construir uma síntese própria, alimentada por sua formação em Medicina Tradicional Chinesa, por suas experiências terapêuticas e pela sensibilidade de escritor. 

É justamente essa síntese que confere singularidade ao livro. Seu maior mérito literário talvez esteja em lembrar que o homem não é apenas um organismo que funciona. É também um ser que recorda, deseja, sofre, ama, imagina, acredita e pergunta. E seu maior mérito filosófico está em colocar a medicina diante dessa pergunta fundamental: o que significa estar vivo? 

Por isso, PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA ocupa uma posição particular dentro da obra de Ray Cunha. É o livro em que o romancista abandona temporariamente os personagens para investigar diretamente aquilo que está por trás de todos eles: a consciência humana. 

Pode-se discordar de suas concepções metafísicas. Pode-se exigir, legitimamente, que afirmações terapêuticas sejam submetidas aos critérios da medicina baseada em evidências. Pode-se separar experiência pessoal de comprovação científica. Mas não se pode ignorar a pergunta que move o livro. Porque, no fundo, Ray Cunha não está apenas perguntando como tratar o corpo. Está perguntando como viver. 

E é nessa passagem — da medicina para a existência, do sintoma para a consciência, do corpo para o ser — que PARE DE SOFRER – VIVA A VIDA encontra sua verdadeira dimensão literária e filosófica. A medicina pode tratar o corpo; a consciência, para Ray Cunha, precisa aprender a viver.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Alexandre de Moraes na Praça do Pau Mole

Quanto a mim, não bebo mais, tomei apenas uma garrafa de água mineral, sem gás. Fiquei mais um pouco por ali e fui para casa

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 2 DE SETEMBRO DE 2026 – A Praça do Pau Mole registrava cerca de meia dúzia de velhotes, no início de noite daquela terça-feira quente. 

– Acho que vai chover! – disse um dos velhotes, sorvendo um grande gole de chope. Parecia um maracujá de gaveta saudoso. 

A Praça do Pau Mole são as mesas próximas ao Stalinho, na Praça de Alimentação do Conjunto Nacional. 

– A natureza é sábia, está na hora! – eu disse. 

– Lá vem o filósofo – Chico, um jornalista aposentado, como quase todos nós, se meteu na conversa. 

– O rabo do cabeça de ovo está mais cozido do que a cabeça dele – Siri riu; chargista dos bons. Continuava publicando suas charges em um blog. Mas estava para morrer. Câncer. 

 A Polícia Federal bateu o martelo: Daniel Vorcaro, o gangster do Banco Master, comprou o ministro Alexandre de Moraes – disse Chico. – O relatório, de 218 páginas, foi tornado público pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master. É um evangélico com colhão. 

– Ouvi dizer que Alexandre de Moraes quis partir para cima de Mendonça e Mendonça não recuou – disse Osvaldo, jornalista aposentado, mas que dava assessoria para alguns políticos neófitos em Brasília. 

– Mendonça vai levar o caso do Al Capone a plenário, ao vivo, para todo o Brasil – disse Chico. – O bunda mole do Senado já está sentado sobre mais de 50 pedidos de impeachment do piroca, mas não tira o bundão dele de cima dos pedidos nem a pedido da mãe dele. 

– Ele recebeu quanto do Vorcaro? – perguntou o chargista. 

– Parece que 30 milhões de dólares, algo assim – disse Osvaldo. 

– E os filhos do pirocolino? Cada um recebeu um cartão do Master de 300 mil reais, para gastarem como quiserem – disse o cara de maracujá de gaveta. 

– Centro e trinta milhões só para a patroa! – disse Siri. 

– E aí, vai sair alguma charge? – perguntei a Siri. 

– Estou aqui pensando em pedir para o ChatGPT para desenhar um ovo na beirinha de uma mesa – Siri respondeu. 

No dia 15 de novembro de 2025, dois dias antes de ser enjaulado, Vorcaro perguntou a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?” E, no dia seguinte: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?” Vorcaro foi preso em 17 de novembro, quando se preparava para embarcar em um avião particular no Aeroporto de Guarulhos com destino a Dubai. 

– Pode cair a chuva que for, Brasília já está pegando fogo – gemeu o cara de maracujá de gaveta. 

– Quem vai empurrar o ovo da beira da mesa é Donald Trump. Precisamos ir para as ruas no 7 de Setembro, eleger Flávio Bolsonaro, desinfectar o Estado de 60 anos de aparelhamento, enviar os narcotraficantes e bandidos do colarinho branco para El Salvador e entrar de cabeça na Pax Americana – disse Alex, jornalista da ativa, membro da AJOIA Brasil, a Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados. A AJOIA foi fundada porque os verdadeiros jornalistas deste país não aguentavam mais ver tanta puta se passando por jornalista. 

Três mulheres de parar o trânsito sentaram-se a uma mesa próxima aos velhotes, que, imediatamente, se concentraram no vampirismo. Alguns do clube eram cariocas e, certamente, sentiram, no perfume que fluía da mesa das beldades o cheiro do mar de Copacabana, nos anos 1960. 

Quanto a mim, não bebo mais, tomei apenas uma garrafa de água mineral, sem gás. Fiquei mais um pouco por ali e fui para casa.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Jornalistas Independentes realizam conferência em São Paulo e entregam a Flávio Bolsonaro o Plano Brasil 2040, para tirar o país da UTI

Flávio Bolsonaro é convidado de honra da conferência da AJOIA Brasil

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 1 DE SETEMBRO DE 2026 – A Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (AJOIA Brasil) realiza conferência no dia 21 de setembro, uma segunda-feira, em comemoração ao seu primeiro ano de aniversário, no Palácio Fiorentino (entre a Avenida Paulista e o Estádio do Pacaembu), em São Paulo, quando entregará ao candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), o Plano Brasil 2040, um projeto abarcando todas as atividades de Estado, visando tirar o Brasil do atoleiro onde agoniza e guindá-lo ao clube dos países hegemônicos. 

O projeto é de autoria de um dos maiores intelectuais e estrategistas do país, o economista, escritor e especialista em Inteligência e contrainteligência Jorge Bessa, com revisão de Ray Cunha, ambos membros da AJOIA Brasil, instituição presidida pelo jornalista José Aparecido Ribeiro, criada para investigar a realidade dos fatos e divulgá-la nestes tampos de ditadura da toga, com centenas de prisioneiros políticos, censura, perseguição a jornalistas e a grande mídia com o rabo sacudindo para a avalanche de verbas públicas. 

Haverá sessão de autógrafos com os escritores Dan Berg, Alexandre Siqueira, Hilton James Kutscka, Lena Brandão, Fernando Pinheiro Pedro e Ana Paula Rocha. 

Entre os nomes dos convidados estão os jornalistas Augusto Nunes, Alexandre Garcia, Jorge Serrão, Cristina Graeml, José Carlos Bernardi, Bosco Foz, Luiz Carlos Belém e Ivan Kleber. 

Também estão entre os convidados o Príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Valéria Bolsonaro, Coronel Tadeu, Major Mecca e o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. 

Inscrições para o evento são feitas pelo WhatsApp (31) 99823-5151. Curadoria e informações: Alexandre Siqueira – vice-presidente da AJOIA Brasil – (31) 99823-5151. Organização: Dan Berg – CEO da ImperyAll – (11) 97392-4436.

domingo, 30 de agosto de 2026

Seis livros para entender a ditadura da toga

Ray Cunha sobreviveu como jornalista aos anos de chumbo da
Ditadura dos Generais (1964-1985) e, agora, à Ditadura da Toga

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 30 DE AGOSTO DE 2026 – Disse o jurista Rui Barbosa: “A investida reacionária da nulificação da justiça, que se esboça no grandioso projeto de castração do Supremo Tribunal Federal, tem por grito de guerra, conclamado em brados trovejantes, a necessidade de pôr trancas ao edifício republicano contra a ditadura judiciária”. Ao que a internet traduziu como: “A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer”. É o que está acontecendo no Brasil, neste momento. 

Uma ditadura não começa da noite para o dia, mas pelo menos 66 anos antes. Para entender tudo isso, há seis livros fundamentais: O Foro de São Paulo: A Ascensão do Comunismo Latino-Americano, de Olavo de Carvalho; Deu no New York Times, de Larry Rohter; Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos, de Jorge Bessa; e a trilogia O Clube dos Onipotentes, O Olho do Touro e O Terceiro Olho, deste que vos escreve. 

O Foro de São Paulo: A Ascensão do Comunismo Latino-Americano, de um dos maiores intelectuais brasileiros, o filósofo Olavo de Carvalho, é uma coletânea de artigos e ensaios com a tese central de que o Foro de São Paulo – fundado em 1990 por iniciativa de Fidel Castro e Luiz Inácio Lula da Silva, atua, desde então, como eixo central de articulação entre partidos políticos de Esquerda, governos e organizações armadas ou criminosas na América Latina. 

Hoje, já se tem um raio-X do Foro: trata-se de um clube de comunistas, ditadores, narcotraficantes, terroristas, guerrilheiros e mafiosos, com o objetivo de saquear o continente americano, especialmente o Brasil e os Estados Unidos. Recentemente, um de seus líderes foi preso pelos Estados Unidos: o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Supõe-se que Lula da Silva é quem está no comando, agora, sozinho. 

Os brasilianistas, gringos que estudam o Brasil, têm uma qualidade que os brasileiros não têm. Os brasileiros estão no olho do furacão; os brasilianistas, não – examinam o Brasil de fora para dentro, e, alguns, com bisturi amoladíssimo. É o caso do norte-americano Larry Rohter. Casado com uma brasileira, Clotilde Amaral, viveu no Brasil uma década e meia e fala português com fluência. 

Rohter foi um dos primeiros jornalistas a investigar as mortes estranhas ligadas a escândalos envolvendo o Partido dos Trabalhadores (PT), mas ficou famoso ao registrar, em matéria publicada no New York Times, que Lula da Silva é alcoólatra. Por isso, Lula mandou expulsá-lo do país. Mas, vendo que sua ditadura ainda não dava para isso, bebeu sua 51 calado. 

Deu no New York Times (2007) é muito mais do que o Lula da Silva delirando. É um passeio pelo Brasil, sob a lente anglo-saxônica. Nele, Rohter fala sobre literatura, música, Nordeste, Amazônia, comportamento dos brasileiros e, claro, Rio de Janeiro, sempre com a objetividade dos jornalistas da escola inglesa e americana. 

O autor de Marxismo: O Ópio dos Intelectoides Latino-Americanos, o paraense Jorge Bessa, é um dos escritores brasileiros mais produtivos. Ex-espião em Moscou, durante a Guerra Fria, chefiou os Departamentos de Contra-Espionagem e de Contra-Terrorismo da antiga Secretaria de Inteligência da Presidência da República, atual Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Marxismo é um raio-X do comunismo no planeta, desde suas raízes até o Foro de São Paulo. Bessa traça também um perfil psicológico de Lula da Silva, mostrando o que há por trás da carapaça do molusco. 

Durante a comemoração do aniversário da AJOIA Brasil (Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados), no Palácio Fiorentino, em São Paulo, dia 21 de setembro, a partir das 19 horas, será entregue ao candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), o Projeto Brasil 2040 – Plano Nacional de Reconstrução e Desenvolvimento, assinado por Jorge Bessa, como contribuição da Ajoia Brasil visando tirar o país do atoleiro em que a Esquerda o enfiou. 

Finalmente, o que eu chamei de A Ditadura da Toga – a trilogia O Clube dos Onipotentes, O Olho do Touro e O Terceiro Olho – abarca os acontecimentos no Brasil desde o Foro de São Paulo, passando pelo assassinato a conta-gotas de Jair Messias Bolsonaro e o fantasioso golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, até o general da Pax Americana, Donald Trump, entrar em campo. 

Six Books to Understand the Robed Dictatorship 

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, AUGUST 30, 2026 — The Brazilian jurist Rui Barbosa once warned of “the reactionary assault aimed at nullifying justice,” embodied in a grand project to emasculate the Federal Supreme Court. Its battle cry, he said, was the need to lock the doors of the republican edifice against judicial dictatorship. 

The internet later reduced the warning to a blunt maxim: “The worst dictatorship is a dictatorship by the Judiciary. There is no one to appeal to.” 

That is precisely what is happening in Brazil today. 

Dictatorships do not emerge overnight. They are usually decades in the making—sometimes at least 66 years in the making. To understand what is happening in Brazil, five books are essential: The São Paulo Forum: The Rise of Latin American Communism, by Olavo de Carvalho; It Made the New York Times, by Larry Rohter; Marxism: The Opium of Latin American Intellectualoids, by Jorge Bessa; and my own trilogy, The Club of the Omnipotent, The Bull’s Eye, and The Third Eye. 

The São Paulo Forum: The Rise of Latin American Communism, by philosopher Olavo de Carvalho, one of Brazil’s most important intellectuals, is a collection of essays and articles built around a central thesis: founded in 1990 on the initiative of Fidel Castro and Luiz Inácio Lula da Silva, the São Paulo Forum has served as a key platform for coordinating left-wing political parties, governments, and armed or criminal organizations throughout Latin America. 

Today, the Forum can be viewed in something resembling an X-ray: a network bringing together communists, dictators, drug traffickers, terrorists, guerrillas, and mafiosi, allegedly united by the objective of plundering the American continent, particularly Brazil and the United States. 

Recently, one of its most prominent figures was arrested by the United States: Venezuela’s dictator, Nicolás Maduro. The assumption now is that Lula da Silva is calling the shots on his own. 

Brazilianists—foreign scholars and journalists who study Brazil—have one advantage Brazilians themselves generally lack: distance. 

Brazilians live inside the hurricane. Brazilianists stand outside it. They examine Brazil from the outside in, and some wield a remarkably sharp scalpel. American journalist Larry Rohter is a case in point. 

Married to a Brazilian woman, Clotilde Amaral, Rohter spent a decade and a half living in Brazil and became fluent in Portuguese. He was among the first journalists to investigate a series of suspicious deaths connected to scandals involving the Workers’ Party (PT). 

But Rohter became internationally notorious after publishing an article in The New York Times stating that Lula da Silva was an alcoholic. Lula responded by ordering his expulsion from Brazil. 

The problem was that Lula’s dictatorship had not yet become powerful enough to make that happen. 

So he quietly drank his 51 beer. 

It Made the New York Times (2007) is about much more than Lula da Silva and his political delirium. It is a journey through Brazil seen through an Anglo-American lens. Rohter writes about literature, music, Brazil’s Northeast, the Amazon, Brazilian behavior and, naturally, Rio de Janeiro. Throughout, he brings the detached eye associated with the British and American journalistic tradition. 

Jorge Bessa, a native of Pará and the author of Marxism: The Opium of Latin American Intellectualoids, is one of Brazil’s most prolific writers. During the Cold War, he worked as a spy in Moscow. Later, he headed the Counterintelligence and Counterterrorism Departments of the former Secretariat of Intelligence of the Presidency of the Republic, today known as the Brazilian Intelligence Agency, Abin. 

Marxism offers an X-ray of communism around the world, tracing its roots all the way to the São Paulo Forum. Bessa also sketches a psychological portrait of Lula da Silva, attempting to reveal what lies beneath the mollusk’s shell. 

On September 21, beginning at 7 p.m., during a celebration of the anniversary of AJOIA Brasil—the Brazilian Association of Independent and Affiliated Journalists—at the Fiorentino Palace in São Paulo, presidential candidate and Senator Flávio Bolsonaro (PL/RJ) is scheduled to receive Projeto Brasil 2040 – Plano Nacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Brazil Project 2040 – National Reconstruction and Development Plan). 

Signed by Jorge Bessa, the document is being presented by AJOIA Brasil as a contribution aimed at helping pull Brazil out of the quagmire into which, in the organization’s view, the Left has plunged the country. 

And finally there is what I have called The Robed Dictatorship. 

My trilogy—The Club of the Omnipotent, The Bull’s Eye, and The Third Eye—follows Brazil’s political trajectory from the São Paulo Forum through what I describe as the slow-motion assassination of Jair Messias Bolsonaro and the fanciful coup narrative surrounding January 8, 2023, until the general of the Pax Americana, Donald Trump, finally enters the field. 

The robe, in this story, is not merely a piece of clothing. 

It is a symbol of power. 

And when power no longer recognizes limits, democracy itself becomes the defendant.

sábado, 29 de agosto de 2026

Eleitor, saiba o que Brasília mais precisa

Buritinga, um elefante branco na sala do GDF (Divulgação)

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 29 DE AGOSTO DE 2026 – O eleitor brasiliense já tem idade e experiência suficientes para saber escolher quem vai dar as cartas nos próximos quatro anos no Palácio do Buriti. Os candangos, fartos de corrupção, cabides de emprego, gastança desenfreada, violência, ruas esburacadas, ônibus imundos, hospitais leprosos e promessas, já têm uma ideia de quem são os piores candidatos e de quem mais se aproxima do governante que poderá realizar um trabalho voltado para o que o Distrito Federal mais precisa. 

Como jornalista que já trabalhou em todos os jornais impressos do DF, desde 1987, e que já cobriu o DF e o Entorno e várias instituições locais, inclusive o Congresso Nacional, faço, aqui, uma relação do que Brasília e região mais precisam. 

1 – Transferência de toda a administração do DF para o Buritinga, o Centro Administrativo do DF (Centrad), um complexo arquitetônico que comporta, folgadamente, todas as secretarias de Estado, em Taguatinga, com estação do Metrô na porta. O Palácio do Buriti ficaria para atividades diplomáticas. O Buritinga gerará uma economia de 1 bilhão de reais, gastos, atualmente, em contratos de aluguel para instituições do governo. 

2 – Ampliação do metrô para a Asa Norte e, por superfície, até Planaltina, passando por Sobradinho, e até o Gama, passando por Santa Maria. 

3 – Ligação por trem metropolitano do eixo Brasília-Goiânia, passando pelas cidades do Entorno Sul. 

4 – Criação do Vale do Silício. 

5 – Criação de um centro de inteligência para combate ao crime organizado e investimento nas Polícias Civil e Militar, principalmente em armamentos e treinamento. 

6 – Mais ônibus, e limpos. Há linhas com ônibus tão sujos que dá nojo. 

7 – Calçadas bem conservadas. 

8 – Contratação de mais profissionais da área da Saúde. 

9 – Urbanização das favelas do DF. 

10 – Investimento maciço nas escolas.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Jornalistas explicam o Brasil. Daniel Perez, assim que assumir a embaixada americana em Brasília, receberá a trilogia A Ditadura da Toga

Alexandre Siqueira, vice-presidente da AJOIA Brasil: o
jornalista e escritor na sua trincheira, em Belo Horizonte

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, 27 DE AGOSTO DE 2026 – Um dos jornalistas mineiros sem rabo preso mais atuantes nestes anos de chumbo da Ditadura da Toga, Alexandre Siqueira, autografará dois livros – Perdeu, Mané! – Documentário e Jornalismo: a um Passo do Abismo..., neste sábado 29, às 11 horas, na Livraria Da Rua – Rua Antônio de Albuquerque 913 – Funcionários – Belo Horizonte/MG. R$ 70 o exemplar. 

Siqueira também autografará seus livros na Primeira Conferência da AJOIA Brasil, em São Paulo, no Palácio Fiorentino, à Rua Angatuba 703, Pacaembu, dia 21 de setembro, às 20 horas. O evento celebra um ano da fundação da AJOIA Brasil (Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados), da qual Siqueira é vice-presidente. 

Em Perdeu, Mané! – Documentário o autor faz uma revisão da história do Supremo Tribunal Federal (STF) e em Jornalismo: a um Passo do Abismo... faz uma análise crítica dos caminhos percorridos pelo jornalismo, um dos quais desemboca em uma charcutaria. Jabá é uma gíria que quer dizer jornalista receber presente, o mesmo que aceitar propina, ou seja, jabá significa corrupção, prostituição, especialmente quando o jornalista mente em troca de emprego para si ou sua esposa e filhos, ou de grana viva. 

Nestes tempos de Ditadura da Toga é preciso ter gônadas funcionando para escrever certos assuntos. 

– Escrever sobre o STF e sobre o jornalismo, em tempos sombrios, teve um objetivo comum e inquietante: ajudar a prevalecer a verdade. O primeiro, pelos corredores da república, o outro, pelos corredores das redações – confirma Alexandre Siqueira. 

Alexandre Siqueira é um mineiro grandalhão, com voz pausada e profunda, tranquilo. É um desses jornalistas éticos e cultos. Ele me confidenciou, há algum tempo, que estava sofrendo da síndrome da Polícia Federal batendo na porta às 6 horas, para prender jornalistas que têm opinião, de pijama ou nu. Jornalistas que criticam a Ditadura da Toga são monitorados e acabam entre as centenas de presos políticos que estão morrendo no cárcere por crime de opinião. 

A toga é a ponta do iceberg da ditadura comunista que Lula da Silva vinha costurando há 46 anos, desde a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, passando pela criação do Foro de São Paulo, em 1990, a chegada do PT ao poder, em 2003, até o golpe de Estado, em 2023. 

Alexandre Siqueira é um dos jornalistas que atuam no front, no combate à ditadura e ao comunismo, como Allan dos Santos, Paulo Figueiredo, Augusto Nunes, Alexandre Garcia, José Aparecido Ribeiro, presidente da AJOIA, e tantos outros, com o objetivo de “resgatar as origens profissionais, a ética e moralidade do jornalismo brasileiro, combater a militância política e a cooptação ideológica nas redações”. 

Diz a amazon.com.br na apresentação Perdeu, Mané! – Documentário: “Em momento perigoso para a democracia, a república e a liberdade, que o brasileiro vivencia desde a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, não poderia deixar de abordar o comportamento da mais alta corte do país. E, para simbolizar este comportamento afrontoso, o título do livro é uma reprodução da malfadada resposta proferida por um dos ministros do STF, Luís Roberto Barroso, em plena via pública de Nova York, ao ser interpelado, com toda educação, diga-se de passagem, por um cidadão brasileiro: Perdeu, mané! 

“O autor, o jornalista Alexandre Siqueira, inicia a obra traçando os primeiros movimentos da esquerda contemporânea no Brasil, a história da Suprema Corte desde os períodos colonial e imperial, suas curiosidades e fatos. Mostra dados e passagens de cada um dos onze ministros do STF, e, em capítulos especiais, rememora temas graves e nebulosos, como a facada, a pandemia e as urnas eletrônicas. O trabalho é finalizado no final de 2022, num momento que o país vivia uma reação popular que antecedeu tristes fatos que vitimaram milhares de brasileiros”. 

Jornalismo: A Um Passo do Abismo... “tem a Imprensa brasileira como tema. Mais uma vez o autor, o jornalista Alexandre Siqueira, preocupa-se em registrar fatos de um dos braços mais importantes da democracia: a imprensa. Diz o autor: Resolvi registrar esse período recheado de senões, contrassenso, estupidez, afronta e antiprofissionalismo da nossa imprensa. 

“O livro conta um pouco sobre o surgimento da imprensa no mundo e no Brasil, passeando pela evolução da imprensa brasileira desde o período colonial e do império, e suas passagens por tempos marcantes da história política e social do país. Na obra, marcantes episódios vergonhosos, pensamentos, declarações e posicionamentos de vários personagens da imprensa, alguns, outrora, renomados e respeitados. 

“Profissionais do jornalismo, do verdadeiro jornalismo, num capítulo dedicado a depoimentos, marcam presença com grandes nomes: Claudio Lessa, Cristina Graeml e José Carlos Bernardi, entre outros”. 

Eu também estou na mesma trincheira de Alexandre Siqueira, a AJOIA Brasil, com a trilogia A Ditadura da Toga – O Clube dos Onipotentes, O Olho do Touro e O Terceiro Olho –, que será entregue ao novo embaixador dos Estados Unidos em Brasília, Daniel Perez, assim que ele assumir. O presidente Lula da Silva não quer nem ouvir falar em Daniel Perez, pois, como líder do Foro de São Paulo, tem medo de sofrer o mesmo destino da hiena da Venezuela, o ditador Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos e enjaulado em uma prisão americana, onde vem confessando seus crimes de arrepiar os cabelos e dar ânsia de vômito. 

A trilogia tem como fio da meada a tentativa de assassinato do presidente Jair Messias Bolsonaro. Depois de ser esfaqueado quase até à morte, Bolsonaro está preso e morrendo à míngua, acusado de um golpe de Estado tão fantasioso que nem Kafka seria capaz de criá-lo. 

A Ditadura da Toga abarca um período da História desde a derrocada do czarismo até o Escudo das Américas. São três romances ensaísticos, ou jornalísticos, com trama ficcional e fundo real, com foco na história política recente do Brasil. O presidente americano, Donald Trump, está também convidado à leitura da trilogia, que será entregue a Daniel Perez em inglês. 

Em dezembro de 1823, o presidente americano James Monroe criou a Doutrina Monroe, princípio de política externa dos Estados Unidos resumido pelo lema: “A América para os americanos”, no sentido de que acaba ali a colonização europeia no continente americano. Em 1917, a máfia comunista chegou ao poder na Rússia por meio de uma revolução. Era o começo da invasão de vários países e da doutrina de dominação do planeta. Em 1990, foi criado o Foro de São Paulo, que reúne ditadores, guerrilheiros de Esquerda, terroristas e narcotraficantes visando à dominação da América Latina, especialmente o Brasil, para, então, varrerem os Estados Unidos do mapa. 

Nos Estados Unidos, os comunistas se aninharam no Partido Democrata e usavam dinheiro da Usaid (United States Agency for International Development – Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) para instalar ditaduras na América Latina. No Brasil, tiraram o presidente Lula da Silva da cadeia e o colocaram na Presidência, com ajuda do ex-presidente americano Joe Biden, acusaram de golpe de Estado o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, de Direita, e o condenaram a 27 anos de prisão, não sem antes tentarem matá-lo de outra maneira, com uma facão enferrujado que quase transfixou o Mito, como Bolsonaro é conhecido. 

Só que, em 20 de janeiro de 2025, o republicano Donald Trump foi empossado presidente dos Estados Unidos. Aí, tudo mudou. Trump fechou a Usaid e prendeu, em 3 de janeiro deste ano, um dos dois chefões do Foro de São Paulo, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. O outro chefão é Lula. 

Em 7 de março de 2026, Trump cria a coalizão militar Escudo das Américas, com 12 governos latino-americanos alinhados à Direita, para combater os cartéis de drogas e o narcoterrorismo na região, além de conter a influência de potências como China, Rússia e Irã. A China já tem verdadeiros feudos dentro do Brasil, principalmente no Nordeste, além de Lula ter cedido ao Partido Comunista Chinês uma mina de urânio. 

Para combater o Foro de São Paulo, que está por trás do narcoterrorismo na Ibero-América, Lula escalou Marco Rubio, secretário de Estados norte-americano. Rubio entende a fundo a geopolítica latino-americana e é um estrategista. E como homem no Brasil, Trump escalou Daniel Perez, outro conhecedor da geopolítica da América Latina. Só que Lula não deu as credenciais para o novo embaixador e vem trabalhando para uma ruptura com os Estados Unidos. 

Na cabeça do batráquio, Trump não mandaria capturá-lo como fez com Maduro. No fundo da sua demência ele acha que o Brasil tem poder de dissuasão contra a Pax Americana. O Brasil já está cercado. Narcotraficantes da Colômbia estão fugindo para o Brasil com militares americanos no seu encalço. 

Enquanto isso, Lula da Silva abastece de alimentos o Irã, que está em guerra contra os Estados Unidos, e entrega o Brasil à China, uma das ditaduras mais brutais de toda a história da Humanidade. 

Journalists Explain Brazil: Daniel Perez Will Receive The Robed Dictatorship Trilogy Upon Taking Over as U.S. Ambassador in Brasília 

RAY CUNHA 

BRASÍLIA, AUGUST 27, 2026 — Alexandre Siqueira is one of the most outspoken journalists from Minas Gerais working during Brazil’s current “Years of Lead” under what I call the Robed Dictatorship. This Saturday, August 29, at 11 a.m., he will sign two of his books—Perdeu, Mané! – Documentário (You Lost, Man! – A Documentary) and Jornalismo: a um Passo do Abismo... (Journalism: One Step from the Abyss...)—at Livraria Da Rua, 913 Antônio de Albuquerque Street, Funcionários, Belo Horizonte, Minas Gerais. The price is R$70 per copy. 

Siqueira will also sign his books at the First Conference of AJOIA Brasil in São Paulo, at Palácio Fiorentino, 703 Angatuba Street, Pacaembu, on September 21 at 8 p.m. The event marks the first anniversary of AJOIA Brasil—the Brazilian Associationof Independent and Affiliated Journalists—which Siqueira serves as vice president. 

In You Lost, Man! – A Documentary, Siqueira revisits the history of Brazil’s Federal Supreme Court (STF). In Journalism: One Step from the Abyss..., he delivers a critical examination of the paths Brazilian journalism has taken—one of which, in his view, leads to a slaughterhouse. 

The Brazilian slang jabá refers to perks or gifts given to journalists. In Siqueira’s usage, it is tantamount to accepting a bribe: corruption and journalistic prostitution, particularly when a journalist lies in exchange for a job for himself or members of his family, or simply for cash. 

In these days of the Robed Dictatorship, writing about certain subjects requires something more than courage. It requires functioning gonads. 

“Writing about the STF and about journalism during dark times had a common and unsettling purpose: helping truth prevail. One through the corridors of the Republic, the other through the corridors of newsrooms,” Siqueira says. 

Alexandre Siqueira is a large, imposing man from Minas Gerais, with a deep, measured voice and an unhurried manner. He is one of those journalists who combine professional ethics with culture. Some time ago, he told me that he was suffering from what he jokingly called “the Federal Police-at-six-in-the-morning syndrome”—the fear of hearing agents knocking on the door to arrest journalists simply for having opinions, whether they are in pajamas or even naked. 

Journalists who criticize what I call the Robed Dictatorship, he argues, are monitored and can end up among political prisoners serving sentences for expressing their opinions. 

The robe, in my view, is merely the tip of the iceberg of the communist dictatorship that Lula da Silva has been stitching together for 46 years—beginning with the founding of the Workers’ Party (PT) in 1980, followed by the creation of the São Paulo Forum in 1990, the PT’s rise to power in 2003, and, ultimately, what I describe as the 2023 coup d’état. 

Alexandre Siqueira is one of the journalists on the front lines of this struggle against dictatorship and communism, alongside Allan dos Santos, Paulo Figueiredo, Augusto Nunes, Alexandre Garcia, José Aparecido Ribeiro, president of AJOIA, and many others. 

Their stated objective is to “restore the professional origins, ethics, and morality of Brazilian journalism, and to combat political activism and ideological co-optation in newsrooms.” 

According to the presentation of You Lost, Man! – A Documentary on Amazon Brazil, the book addresses the conduct of Brazil’s highest court at a moment the author considers dangerous for democracy, the Republic, and individual freedom. 

The title refers to the notorious words allegedly uttered by STF Justice Luís Roberto Barroso on a public street in New York when confronted, politely, by a Brazilian citizen: “You lost, man!” 

Siqueira begins his book by examining the origins of the contemporary Brazilian Left and tracing the history of the Supreme Court back to the colonial and imperial periods. He also examines the careers and records of the STF’s eleven justices and revisits controversial subjects, including the stabbing of Jair Bolsonaro, the COVID-19 pandemic, and Brazil’s electronic voting system. 

The work was completed at the end of 2022, when Brazil was experiencing a wave of popular reaction that preceded events the author considers tragic and consequential for thousands of Brazilians. 

Journalism: One Step from the Abyss... turns its attention to the Brazilian press. 

Once again, Siqueira is concerned with documenting what he considers one of democracy’s most important institutions: journalism. 

“I decided to record this period, filled with reservations, contradictions, stupidity, affronts, and unprofessionalism in our press,” he writes. 

The book traces the emergence of journalism in the world and in Brazil, following the evolution of the Brazilian press from the colonial and imperial periods through decisive moments in the nation’s political and social history. It also examines embarrassing episodes, statements, opinions, and positions taken by prominent figures in the Brazilian media—some of whom were once highly respected. 

A chapter devoted to testimonies features journalists from what Siqueira regards as the tradition of genuine journalism, including Claudio Lessa, Cristina Graeml, and José Carlos Bernardi. 

The Same Trench 

I, too, stand in the same trench as Alexandre Siqueira and AJOIA Brasil. 

My contribution is the trilogy The Robed Dictatorship—The Club of the Omnipotent,The Bull’s Eye, and The Third Eye. The trilogy will be presented to Daniel Perez, the new U.S. ambassador to Brazil, as soon as he takes office. 

The books will be delivered to Perez in English. 

President Lula da Silva does not want to hear Daniel Perez’s name. As a leading figure in the São Paulo Forum, Lula fears that he could suffer the same fate as Venezuela’s dictator Nicolás Maduro, whom I describe as the Venezuelan hyena: captured by the United States and imprisoned on American soil, where, according to this narrative, he has been confessing to crimes capable of making one’s hair stand on end and turning one’s stomach. 

The thread running through the trilogy is the attempted assassination of President Jair Messias Bolsonaro. 

After being stabbed and nearly killed, Bolsonaro is imprisoned and wasting away, accused of a coup d’état so fanciful that even Kafka might have struggled to invent it. 

The Robed Dictatorship covers a historical arc stretching from the collapse of tsarism to the Shield of the Americas. 

The three books are essayistic—or journalistic—novels: fictional narratives built against a real historical and political backdrop, with particular emphasis on Brazil’s recent history. 

U.S. President Donald Trump is also invited to read the trilogy. 

From the Monroe Doctrine to the Shield of the Americas 

In December 1823, U.S. President James Monroe articulated the Monroe Doctrine, a principle of American foreign policy commonly summarized as “America for the Americans.” Its central message was that European powers should no longer seek to colonize or intervene in the Western Hemisphere. 

In 1917, communists seized power in Russia through revolution. In my interpretation, this marked the beginning of a broader project of expansion and ideological domination. 

In 1990, the São Paulo Forum was established. I argue that it brought together dictators, left-wing guerrillas, terrorists, and drug traffickers with the objective of dominating Latin America—particularly Brazil—and eventually eliminating U.S. influence from the continent. 

In the United States, I argue, communists found shelter within the Democratic Party and used money from USAID—the United States Agency for International Development—to support dictatorships in Latin America. 

In Brazil, according to this interpretation, Lula da Silva was released from prison and returned to the presidency with the assistance of former U.S. President Joe Biden. Meanwhile, right-wing former President Jair Bolsonaro was accused of plotting a coup and sentenced to 27 years in prison. 

Before that, an attempt was made on his life with a rusty knife that nearly pierced the man his supporters call “the Myth.” 

But everything changed on January 20, 2025, when Republican Donald Trump was sworn in as president of the United States. 

Trump shut down USAID and, on January 3 of this year, captured one of the two alleged leaders of the São Paulo Forum: Venezuela’s dictator Nicolás Maduro. 

The other, I argue, is Lula. 

On March 7, 2026, Trump created the Shield of the Americas military coalition, bringing together 12 Latin American governments aligned with the Right to fight drug cartels and narco-terrorism in the region and to contain the influence of powers such as China, Russia, and Iran. 

China, meanwhile, already has what I describe as genuine fiefdoms inside Brazil, particularly in the Northeast. Lula has also, according to this account, ceded a uranium mine to the Chinese Communist Party. 

To confront the São Paulo Forum, which I argue lies behind narco-terrorism in Ibero-America, Lula turned his attention to Marco Rubio, the U.S. Secretary of State. 

Rubio understands Latin American geopolitics deeply and is a strategist. 

As Trump’s representative in Brazil, Daniel Perez was chosen as another figure with extensive knowledge of Latin American geopolitics. 

Lula, however, has refused to grant credentials to the new ambassador and, in my view, has been working toward a rupture in relations with the United States. 

In the mind of this “amphibian,” Trump would never order his capture as he did Maduro. Deep in what I describe as his delusion, he believes Brazil possesses sufficient deterrent power to stand against the Pax Americana. 

Brazil is already surrounded. 

Colombian drug traffickers are fleeing into Brazil with American forces in pursuit. 

Meanwhile, Lula da Silva is supplying food to Iran, which is at war with the United States, while handing Brazil over to China—one of the most brutal dictatorships in human history.